IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA VERGONHA

A ilustre ministra da saúde que o senhor Pinto de Sousa nos deu resolveu invectivar o Papa para que esclarecesse o que quer dizer com a história do preservativo.

Emérita esquerdista, a gastadora médica não leu nada do que sobre o assunto foi escrito por quem de direito. Se o tivesse feito, sabia o que o Papa tinha dito, o que o Papa queria, o que tinha mudado na doutrina de Roma.

 

Não leu. Mas serve-se da mais profunda desonestidade – própria, aliás, do governo a que pertence – para, por ínvia forma, chamar nomes ao Papa.

O IRRITADO não tem posição de fundo quanto à história do preservativo, nem lhe apetece pensar no assunto. Cada um que o use, ou não. Ponto final.

 

Mas tem posição em relação a este tipo de ataques, armados em defesa da saúde pública ou de outras coisas em si respeitáveis: é uma vergonha.

 

2.12.10

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “UMA VERGONHA”

  1. Mas afinal quem é o papa?Há muito que os papas deixaram de mandar nos povos.Mas haverá quem acredite que alguem de bom senso acate a opinião do papa sobre o uso do preservativo?É pretender dar ao papa uma influência no comportamento das pessoas que de todo não tem.Acresce dizer que a ministra não invectivou o papa,mas sim a hierarquia portuguesa da igreja católica.

  2. A Igreja sempre condenou o uso de preservativo, mesmo enquanto milhões morriam (e morrem) devido a doenças sexualmente transmissíveis. A Igreja sempre viveu (e se calhar ainda vive) num mundo em que as pessoas praticam sexo apenas para procriar, e onde praticamente tudo o resto é “pecado”. E como é pecado, rezam-se uns pais-nossos, para se ser “perdoado”. Quase ninguém liga ao que o Papa autoriza ou deixa de autorizar? Talvez não. Mas falho em ver como as inépcias da Ministra xuxa sobre o assunto irritam mais o Irritado, do que a milenar hipocrisia de uma das (ainda) maiores instituições mundiais.

    1. Que diabo, meu caro Filipe!Então, se é como diz, o que o Papa disse não é um avanço? Não é qualquer coisa de inesperado e de corajoso, dada a tradicional imobilidade da Igreja a este respeito?Acha curial que a ministra, em vez de saudar a atitude, mesmo que a considere tímida, venha desafiar o Papa a que esclareça o que quis dizer, quando toda a gente já percebeu? A que propósito, se não o de um ataque gratuito, estúpido e despropositado?

      1. Será um «avanço», caro Irritado, mas festejá-lo é como festejar o débil arrependimento de alguém que contaminou outros com SIDA, devido ao seu comportamento irresponsável. O problema de fundo permanece, e não será um súbito “insight” prático ou moral, aliás vago face ao que se esperava, que irá resolvê-lo. Certas coisas não se resolvem, pois já não têm solução, apenas se lamentam. A Igreja, se tivesse um mínimo de espinha e de autocrítica – noções estranhas ao Vaticano, bem sei – devia um enorme pedido de desculpas, e uma mensagem clara, para quem ainda a leva a sério. Não o fez. Apenas deu um passo nesse sentido – histórico mas tardio, e a meu ver, bastante insuficiente. Quanto à Ministra, tudo o que não seja encomendar vacinas para pseudo-epidemias, baixar a cabeça aos lobbies impostos pelo líder Socretino, ou trocar inanidades com a abécula George, escapa-lhe por completo. Essa pelo menos não engana ninguém.

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