IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA BOA NOTÍCIA

Há uns anos, o IRRITADO revoltou-se contra um inacreditável mamarracho, em construção em Cascais, destinado, por alta decisão do Ministério das polícias, a sede da esquadra da PSP. Um horrível trambolho, forrado de azulejos de retrete, erguia-se, a 40 centímetros da faixa de rodagem (generosamente destinados aos peões), numa rua nobre da vila.
O dito atentado à qualidade de vida de quem lá passa só era ultrapassado pela infame construção, hoje conhecida por musseque, erguida onde antes havia o Estoril Sol.
O IRRITADO apelou, com duras críticas, ao presidente Capucho. Sem resultado, como é óbvio e se podia prever.
Acontece, haja Deus!, que a tal construção era obra de trafulhas. Meteram os pés pelas mãos, faliram, abandonaram a obra, e foram seguidos por outros com destino semelhante. Por estes motivos, o atentado não chegou a entrar em funcionamento. Parece que ainda falta fazer muitas obras, ainda que o exterior lá esteja, na sua imponência de estrumeira. E já se gastou dois milhões e tal dos 2,8 do valor da adjudicação…

Finalmente, a boa notícia: parece que a Câmara se prepara para demolir aquela porcaria e para alojar a Polícia, condignamente, noutros locais.
Viva o presidente Carreiras! Viva Cascais!

Fique ainda aqui um pequeno apontamento histórico-dramático.
Estamos perante uma obra verdadeiramente típica do pintodesousismo. Faz parte de um conjunto de 17 grandes obras públicas adjudicadas a um grupo de amigos do emigrante parisiense. O detentor de tal grupo ficou célebre por causa do não menos célebre caso da Cova da Beira, que ainda anda aos boléus na Justiça. A ele se juntou um amigo chegado do estudante da Sorbonne, um tal Carlos Silva. As adjudicações foram comandadas por um senhor do MAI, Morais de seu nome, nomeado pelo Vara para o efeito e professor do Pinto de Sousa, um certo Morais, dito fabricante da sua conhecida licenciatura e também acusado de corrupção no processo da Cova da Beira. Por intermédio do dito Morais, a fiscalização da obra foi entregue a um outro amigo desta panóplia de agentes económicos, um tal Joaquim Valente, hoje presidente da Câmara da Guarda (PS). Tão bem fiscalizou que tudo deu com os burrinhos na água, não sendo claro por que esgoto escorregaram os 20 milhões que o empreiteiro deve por aí…

Esperemos que, nem que seja por uma vez, mas com exemplo, a Justiça funcione.
O problema é que, disso, poucos sinais há.    

23.2.12

António Borges de Carvalho



6 respostas a “UMA BOA NOTÍCIA”

  1. Eu sabia que o Pinto de Sousa tinha a ver com esta historieta!Só não teve a ver com o BPN,porque se tivesse o rabo preso não faltaria o chinfrim aqui armado.Como foi o bando laranja,o silêncio é de ouro!!!

  2. Olha que dois: o tecelao e o irritado!Que lindo par!

  3. Quem o Irritado foi recordar: os velhos amigos do Sr. Pinto de Sousa. Com a excepção do camarada Vara, o cromo mais difícil é justamente esse Prof. Morais. Escusado será dizer que continuam todos IMPUNES, e livres como passarinhos. Mas não temamos: a nossa Ministra Paulinha anunciou hoje novidades importantes, que certamente mudarão tudo isso. Após 6-7 meses de «estudo», a equipa da Paulinha concluiu que há uma Justiça para ricos, e outra para pobres. Inacreditável! Vai daí, «diagnosticaram» as falhas e as medidas, que entrarão em «processo legislativo». Depois, claro, teremos a inevitável Comissão, para fazer a «harmonização» e a «ressistematização» da coisa. Querem melhor? ————————– Mudando de assunto, e a propósito dos 2 comentários anteriores: É impressão minha, ou NUNCA aqui vi um post sobre os autores da fraude mais ruinosa de todas – o BPN? Por exemplo, alguém sabe do Sr. Loureiro? Se calhar, o nosso Poialão tinha mesmo razão: todos os trafulhas estão no PS!

    1. Caro amigo, permita que assim o trate, o “so long” (meu) não aconteceu por sugestão sua. Assim, irei “andando por aqui”.Ora, a “…Paulinha concluiu que há uma Justiça para ricos, e outra para pobres….”, conforme refere o meu amigo. O interessante, é que depois de ela ser Ministra da Justiça(?), um familiar meu recebe uma carta de uma Sociedade de Advogados (de que Ela é sócia), com TODOS os nomes dos sócios a “ameaçar” recurso aos Tribunais caso não pagasse (o que não devia). Assustado, o meu familiar, questionou se aquele “nome” (em 2º lugar) não correspondia ao nome da Ministra da Justiça!?. Sabe qual era a “parte” que essa Sociedade de Advogados representa? Não. Não era a do “pobre”!Quanto ao BPN, dou-lhe um conselho. Não “comente”. Com efeito, quantos mais “comentários”, mais risco existe de lá meter MAIS DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES.Por fim, neste momento tenho a sensação que o IRRITADO está representado no Presépio (não é o Menino Jesus, nem a Virgem, nem S. José, nem a vaca, nem as palhinhas).

    2. Engana-se, meu caro. Referi várias vezes a questão, ainda que não nos ferozes termos que v., e o Tecelão, costumam utilizar. No caso BPN é provável que haja muita gente que ainda não foi acusada, e talvez devesse ter sido. É certo que os acusados, como é costume, levarão anos e anos a ser julgados. Mas isso insere-se nas minhas habituais invectivas com a forma como a justiça funciona, não com julgamentos criminais, que não faço. Faço julgamentos políticos, segundo os meus crtérios políticos. Mais nada.

      1. Referiu o BPN, mas não nos «termos ferozes» que eu e o Tecelão costumamos utilizar? Ou seja: para si, tenho algo em comum com o Tecelão, uma certa afinidade. Não me recordo, sinceramente, dessas referências ao BPN, ou ao Sr. Loureiro com que o provoquei. Nada diz, e nada lhe parece estranho: deixemos correr a “Justiça”, não é? Olhe para este post que escreveu: se não é um «julgamento criminal», se apenas faz «julgamentos políticos», por que raio havia de mencionar os amigos do Sr. Pinto de Sousa? Aqui já não deixa correr a “Justiça”? Qual a diferença entre o político e o criminal, quando aponta casos óbvios de corrupção, e de gastos ruinosos/criminosos de dinheiros públicos? Só no PS é que são óbvios? Qual a diferença para o BPN, que de por vezes (a seu ver) ou NUNCA (a meu) aborda? Alguma vez abordou aqui o Sr. Loureiro? Pode fornecer os links? Perdoe este seu leitor anarco-comuna, como certamente me vê, mas cada vez entendo mais o XXI: cada vez sei menos o que ando aqui a fazer. Que imensa falta de ISENÇÃO. Uma coisa é ter simpatias, outra coisa é ser desonesto.

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