IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MOBILIDADE

 

Magno clamor assolou a Pátria por causa da chamada “mobildade” dos funcionários públicos.
Que se trata de mais um “ataque aos trabalhadores”, mais uma manobra para arranjar despedimentos, mais uma falta de respeito, mais um acesso de “ultraliberalismo”, mais um nefando crime desta gente.
Bem pode o primeiro-ministro dizer, e faz mal, que não se vai despedir ninguém – até porque os funcionários são indespedíveis, como toda a gente sabe -, que se atenderá à circunstância individual de cada um, que mais isto e mais aquilo, tantos istos e tantos aquilos que uma pessoa até fica a pensar que se trata de mais uma causa sem efeito.
Mas o clamor é imparável, diga o homem o que disser, deite na fervura a água que deitar.

Uma sociedade anquilosada pela falta de mobilidade, com milhões de pessoas amarradas a apartamentos em má hora comprados, com milhões de pessoas que ainda acham que o trabalho é um direito como os outros direitos e que, se trabalham em Alcabideche terão que lá ficar para o resto da vida quer lá haja trabalho quer não, ao ver abrir uma temerosa luzinha no fundo do túnel das suas paralíticas vidas, desata aos gritos que lhe estão a fazer mal, que estão a aniquilar-lhe os direitos, que a querem matar de fome!
Eis o que se conseguiu em trinta tal anos de “direitos sociais”, isto é, de desculpas para os mais variados encostos e de incentivos para que se não puxe pela cabecinha e pelo canastro para progredir na vida.
Dar mobilidade aos portugueses – a todos e não só aos funcionários públicos -, meter-lhes na cabeça que deveriam querer mudar para melhor ou para não tão mau, que deveriam querer exercer as suas qualificações e aptidões onde elas pudessem ser melhor aproveitadas, com coragem, brio e auto-estima para poder progredir na vida, eis o que seria uma revolução cultural que, em geral, melhorairia a vida de cada um e, em particular, a do país.

Qual quê! As forças “progressistas” (as mais estupidamente conservadoras da Europa) reagem como se as estivessem a torturar, e lançam os seus anátemas contra tudo o que possa significar a mais pequena mudança nos seus hábitos, mesmo sabendo que os hábitos que andaram a meter no corpo de cada um a outra coisa não levam senão ao que temos pela frente: a derrocada económica e social.
Os exemplos doutamente expendidos no Parlamento, e não só, são do mais primitivo assistencialismo (do mau, porque também o há do bom): então, e uma mulher que trabalha em Faro vê o marido ser deslocado para Bragança?; então, e uma pessoa que comprou uma casa em Santo António dos Cavaleiros vai ter que alugar outra em Moreira de Cónegos? A inteligência deste tipo de argumentos dispensa adjectivos, por uma questão de decência.
A intragável Ferreira Alves, uma das mais altas luminárias da nossa inteligentsia de esquerda, no caso da esquerda soarista, dizia ontem que a medida anunciada sobre a mobilidade se devia ao pensamento conservador e retrógrado do CDS. O IRRITADO não faz ideia a que pensamento se deve a iniciativa, mas de uma coisa tem a certeza: tal pensamento, de conservador nada tem, bem pelo contrário. E duvida que seja do CDS.

A mobilidade é mais um princípio que deve ser metido na cabeça das pessoas que uma medida governamental isolada. Isto sem prejuízo de a medida em causa poder ser um pequeno passo para que, um dia, possamos passar a viver no mundo real e não no miserável paraíso que os socialismos inventaram.
      
20.2.12

António Borges de Carvalho



12 respostas a “MOBILIDADE”

  1. A minha mãe é funcionária pública. Como imagina, ouço-lhe cobras e lagartos sobre as medidas deste Governo, tal como já ouvia sobre o Governo anterior. Eis o argumento central: a FP até pode ter privilégios, como o emprego garantido, mas é a primeira vítima do saque fiscal. Tem o ordenado à mercê dos Governos, e agora também o local de trabalho. Eu, que sempre trabalhei no privado, ouço estas queixas com certa condescendência. Terá a sua razão, mas quem trabalha no privado tem condições – e preocupações – bem piores. Só que nem todos os funcionários públicos são iguais. Além da incontornável classe política, o Estado está cheio de boys e amigalhaços, com regalias condizentes. E temos as classes especiais da AR, do Banco de Portugal, dos Governos Regionais, dos magistrados, dos infames maquinistas, e por aí fora. Eis o problema: este Governo mete tudo no mesmo saco, do boy que ganha 3000€ para andar no Facebook, ao funcionário que trabalha há 40 anos numa função útil. Não é por ser minha mãe, mas é este o caso dela, e de mais gente como ela. O Sr. Passos não toca nos verdadeiros privilegiados, não extingue tachos, não corre com boys, pelo contrário, continua a fomentá-los – por muito que o negue. Fundações, municípios, tudo na mesma. Logo, as palmas do Irritado até teriam razão de ser… noutro país. Neste país, é apenas mais do mesmo: SAQUE dos que estão à mão, e nenhuma mudança de fundo. Há coisas bem mais urgentes que a mobilidade. E o Irritado sabe disso.

    1. O Irritado e o tecelao sáo as faces da mesma moeda. Já o ouvi por diversas vezes. Daí dizerem certos disparates para segurarem o “seu grupo” (de interesses).O Irritado diz uma série de disparates, neste post, para achincalhar os “funcionários públicos”, aderindo à “moda”, para desviar as atenções dos malandros do seu grupo responsáveis pela desgraça. Aliás, ele como deputedo do seu grupo, também é responsável pela desgraça.

    2. Não há quem não ache que há reformas que deviam andar mais depressa. Quanto a tachos na função pública, como sabe, não é assim: todos estão em causa, todos vão ser sujeitos a concurso, julgo que já em Março.Haverá coisas mais urgentes que a mobilidade. O que não invalida que a mobilidade seja necessária. Por outro lado, o imobilismo em que a nossa sociedade se viciou não pode deixar de ser combatido, a todos os níveis. Está à vista que ninguém quer aceitar mudanças, os municípios, as freguesias, as pessoas, as corporações… É uma luta gigantesca e urgente, que ainda vai no adro. Uma coisa é protestar contra a lentidão, outra é pôr tudo em causa, e sempre com a mesma argumentação. Pense duas vezes, faça a diferença entre o que está e o que esteve. Não estamos melhor em matéria de vida. Haveria outra possibilidade? Mas é muito melhor saber que estamos mal do que andar enganados, a julgar que não há problemas porque não nos dizem a verdade, antes a disfarçam como era hábito até há uns meses. Ou não?Há reformas que passam pela Constituição. Veja a disponibilidade do PS para o efeito! Outras, de fundo, causam o que causam. Só temo que o governo hesite, ou não consiga o equilíbrio necessário para levar a água ao moinho.

      1. Levar a água ao moinho de quem?Qualquer pessoa de bom senso reconhece ser premente mudar muita coisa neste país.Mas ao que assistimos é a implementação de uma politica á pála da troika que visa engordar os mesmos porcos de sempre e arrastar para a pobreza um vasto grupo de portugueses.Quanto á mobilidade dos funcionários publicos,façamos o seguinte suponhamos;Irritado é amanuense numa repartição em trancas da chainça e agora vai bater com os costados a mais a bela familia na republica das bananas,junto do bokassa,que é onde fica bem!!!

    3. A minha resposta a este comentário foi, por engano, incluída no comentário do XXI, que não merecia resposta. As minhas desculpas.

      1. Sob a governação do anterior Primeiro Ministro, o Irritado escreveu comentários brilhantes, conquanto versavam sobre as MENTIRAS.Aí era “verrinoso”, assaz eloquente e certeiro nas criticas.Acontece que, a actual Governação cá chegou (qual LUZ DE ESPERANÇA) acusando O ANTECESSOR DE MENTIR. Mais ainda, negando, inter alia, aumentos de impostos, negando qualquer intenção de tirar o subsidio de Natal a quem quer que fosse, etc…Para o Irritado, tudo promessas cumpridas. Nada de MENTIRAS…O Irritado é uma desilusão. O parecia ser não… é. Na verdade é falacioso, interesseiro e manipulador, qual tecelao outrora o era.Daí, este sitio, a partir de hoje, não ser merecedor do meu interesse.So long…

        1. Compreendo perfeitamente a sua desilusão, e partilho dela. Isto era previsível. Participo noutro fórum, onde aconteceu o seguinte: enquanto mandava o pulha parisiense, eu era um gajo porreiro, porque malhava no pulha. Eis que o tacho rodou para o PSD, e entrou o novo Governo. Passados 1-2 meses de tolerância, à medida que os meus comentários azedavam, os laranjinhas do fórum começaram a tratar-me como inimigo. Passei de bestial a besta. XXI, há poucas pessoas imparciais. Não me cabe a mim demovê-lo, o blog não é meu, mas recorde que este NÃO é um espaço imparcial, nunca o foi, e nunca pretendeu sê-lo. Veja também por este lado: se concordarmos em tudo, se um blog/fórum se tornar um mero clube onde compinchas trocam “high-fives”, onde está o incentivo – e o gozo?

          1. Tenho muita pena que a memória das pessoas não dê para perceber as diferenças entre o que se passa e o que se passou. É de tal maneira evidente que custa a acreditar. O que se passou foi mascarado durante anos. O que se passa não é mais que consequência do que se passou.E, pelo menos, é claro para toda a gente, não dá azo a ilusões. Se o senhor Pinto de Sousa tivesse ouvido o seu ministro das finanças quando ele disse que, acima dos 7% de juros, era preciso pedir ajuda, tal ajuda, em termos de austeridade, teria sido muito mais suave. Por outro lado, o IRRITADO, quando acha ser o caso, não deixa de tecer críticas em quem votou. E acha que os problemas são de uma sociedade inteira, não só da tão causticada classe média. Acha também que não se justificam certas pressas: credibilidade primeiro, saída depois. A ver vamos. Mas é certo que, se nos recusamos a perceber ou tratamos de arranjar desculpas e bodes expiatórios, somos como o Pinto de Sousa, só que, em vez de aldrabarmos os outros, aldrabamo-nos a nós mesmos.

          2. Se acha estranho que as pessoas não vejam essa diferença, de há um ano para cá, imagine quão estranho me parece que não vejam a parecença dos últimos TRINTA E CINCO ANOS. E que continuem a votar. Algum estrangeiro que leia o Irritado, pensará que o PSD é coisa nova e fresca no Governo deste país. E pensará que para chegar ao pote, perdão, ao Governo, não prometeu outra coisa que não austeridade, e impunidade. Fala em bodes expiatórios. Isso aplica-se geralmente a alguém inocente, que é acusado ou sacrificado por algo que não fez. Não é o caso: nem deste Governo, nem (sobretudo) do anterior, nem dos outros antes desse. Este Governo, perante o aplauso do Irritado, tenta curar o paciente matando-o. E avança determinado na sangria, fazendo tábua rasa de qualquer RESPONSABILIDADE dos governantes, e dos que mais beneficiaram com o regabofe. Isto, para mim, é mais do que pulha: é criminoso.

        2. Você de vez em quando gosta de referir o meu nome não percebo a que propósito.O que sei e é uma evidência,é que você tem o comportamento do tipico cabrão militante.Casou com uma safada puta e depois vem choramingar no ombro dos outros.Se votou nesta corja e agora tem azia,não votasse,ser estupido tem os seus custos.Quanto ás bocas do IRRITADO,esse não tem nada de estupido,quer é fazer outros estupidos,como o XXI.

          1. O Filipe “casou com uma safada puta”, que por acaso era a mãe do tecelao!Não me faça “estúpido”, como o tem feito o IRRITADO.

          2. Já não poderei averiguar se a minha mãe era ou não puta,infelizmente já não está comigo.Alem de estupido você é um carroceiro imundo.Quem se mete com porcos,acaba por comer vianda!!!

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