IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM TEXTO NOTÁVEL

Ainda que não completamente coincidente com o que o IRRITADO disse sobre o assunto, não resiste o mesmo a, com a devida vénia, transcrever a apreciação da personalidade do odioso Saramago, hoje publicada no jornal "Público":

 

 

Uma farsa

O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito, Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o pais, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários “camaradas” que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com a tradição epigonal(*) indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos, permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém, principalmente a dignitários da Igreja como o bispo do Porto, a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem – suponho – não se esperava melhor. E a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.

Vasco Pulido Valente (Correia Guedes)

(*) Epigonal: Próprio de imitador ou seguidor de pouco mérito (ABC)


2 respostas a “UM TEXTO NOTÁVEL”

  1. Nem de propósito. Vindo há bocado de almoçar num clube lisboeta, onde se falou deste artigo.Como não compro jornais, só por aqui o pude ler.Não sou um incodicional do Vasco Pulido Valente (a quem o seu pai Júlio respondia, quando pessoas menos íntimas lhe perguntavam qual o grau de parentesco com o escritor que se assina com os apelidos do avô materno: “Ah! É parente da minha mulher.”) mas tenho que concordar que ele sabe como ninguém desmontar o “politicamente correcto” e isso é uma lufada de ar fresco nesta imprensa de ignaros desenraizados que a grande maioria dos leitores consome alegremente e rediz estultamente.Sem contar com o “Irritado” (que me chegou já não sei porque mãos) recebo diariamente um “pensamento para o dia”, de um site americano. Anteontem dizia mais ou menos isto: “Uma escova de dentes numa retrete é uma porcaria. Uma escova de dentes numa retrete, exposta num palanque, com gente “culta” a dissertar sobre o que vê — é arte”.Os livros de Saramago, que aposto quase ninguém tem paciência para ler, são quase sempre escovas de dentes na retrete, que repugnam a uma pessoa de bom senso.

  2. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
    Carlos Monteiro de Sousa

    Meu caro IrritadoNão dispensando nunca a leitura dos seus escritos que, no que diz respeito tanto à redacção como às ideias,são sublimes,por razões várias não tenho feito comentários.Gostei que complementasse a sua opinião sobre o Saramago com o texto do Vasco Pulido Valente pois,assim,o retrato dum saneador fica mais completo.O Saramago faz-me sempre lembrar Mário Sá Carneiro quando dizia:”eu não sou eu/nem sou o outro/sou algo de intermédio/”…Um abraço doCarlos Monteiro0 de Sousa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *