Algumas perguntas:
– Será que, em geral, os ciganos de Loures vivem à pala do Estado?
– Será que, em geral, os ciganos de Loures casam as meninas fora da lei?
– Será que, em geral, os ciganos de Loures limitam ilegalmente as opções das mulheres?
– Será que, em geral, os ciganos de Loures não pagam a renda da casa às autoridades?
– Será que, em geral, os ciganos de Loures usam os transportes públicos sem pagar?
– Será que, em geral, os ciganos de Loures não acatam leis que a todos obrigam?
Estas e outras perguntas parece que deveriam merecer resposta. O candidato do PSD à respectiva câmara respondeu sim a todas elas, com base, ao que disse, em dados e observações. Ninguém infirmou tais dados e observações, o que deveria levar a crer que não são infundadas. Ninguém indagou sobre a razão ou sem razão das opiniões do candidato.
No entanto, um coro universal se levantou, feito de insultos, queixas-crime, gritos da mais “genuína indignação”.
É assim o politicamente correcto, da direita à esquerda. É proibido ter opiniões, mesmo que fundadas, sobre o que o politicamente correcto estabeleceu.
Certas minorias têm, por definição, direito a não acatar as normas que as maiorias aceitam e a civilização em que vivem impõe. São mais que os outros. O que obriga os outros não os obriga a eles.
Ai de quem, como este candidato, pense diferente, com razão ou sem ela.
Quem não é politicamente correcto é um pária da “democracia”.
19.7.17

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