Deve-se o título deste post não a qualquer bosta relacionada com o tenebroso Galamba (há outro no PS, menos tenebroso), mas com um mistério que vem incomodando a apurada sensibilidade do IRRITADO: o mistério do chumbo provocado pelo Galamba tenebroso e por mais um camarada, ou acólito.
Os dois, cientificamente ou não, faltaram à votação de uma série de conclusões do inquérito aos malefícios da CGD, só comparáveis aos do BES, mas públicos. O inquérito não passou. Galamba+1 só se dignaram apresentar-se ao serviço quando já não havia nada a fazer. Aí, correctos e disciplinados, votaram o que faltava, mas sem resultado prático.
Porquê? Misteriosa questão, com misteriosa resposta.
Será que, coitadinhos, assoberbados de trabalho, os dois deputados não chegaram a tempo? Ou que, em atitude pensada, trataram de dar cabo do inquérito? Neste caso, porquê? A resposta a esta pergunta põe a funcionar as mais profundas dúvidas. Como é sabido, na CGD, sacrossanticamente pública como manda a cartilha, houve pontapés na gramática de todos os tamanhos e feitios, sendo que é voz corrente que os mais evidentemente graves foram chutados por biqueiras de altas figuras do socialismo nacional, podendo até, calcule-se, vir tocar a fímbria das vestes do chefe.
Viu-se, desde a sua mais remota origem, que a existência da comissão de inquérito não era do agrado da agremiação do Largo do Rato. Mas a coisa foi por diante, sendo de supor que o resultado não seria brilhante para a organização. Assim, mais vale cortar o mal pela raiz. Chumba-se, e acabou-se. Foi o que fizeram Galamba+1. Caso encerrado, como tantos outros.
De barato, dou que será justo que me acusem de teórico da conspiração. Mas, apesar de poder ser violentamente atacado como todos os que não se conformem com a cartilha em vigor, prefiro manter a liberdade de, nos termos acima, conspirar.
20.7.17

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