Por benesse do jornal “I” – os jornais em Portugal continuam a não ter cara – fomos contemplados com a exemplar vida do senhor Nogueira, conhecido bolchevista, notável membro do PC e grande dirigente e educador da classe dita docente.
Algumas dicas dignas de nota nos deixa o ilustre agitador de massas na entrevista a que o “I” dedica 4 páginas e várias fotografias “de autor”:
– Há vinte anos deixou de trabalhar;
– Continua a ganhar o ordenado da função pública;
– Tem casa em Coimbra, mas vive em Lisboa, num hotel da Av. 5 de Outubro;
– Faz 80.000 quilómetros por ano a incentivar as massas à rebelião;
– Passa os tais 80.000 quilómetros a falar ao telemóvel enquanto guia a viatura;
– Tem 4.000 mensagens de email por abrir;
– Acha que o contrapoder é que é bom;
– “A brincar”, diz que só deixaria o PC se este fosse para o governo;
– Foi professor primário;
– Depois, tirou uma via de ensino, não se sabe bem de quê;
– Etc. e tal.
Estamos perante um cidadão exemplar, a quem temos a subida honra de pagar o ordenado sem que ele preste serviço algum à comunidade, antes pelo contrário, dando cabo da vida à comunidade.
Estamos perante um cidadão exemplar, cuja vida e actividade se destinam ao “contrapoder”, seja qual for o poder, isto é, a favor de tudo o que sirva para desestabilizar o dito e a sociedade em geral.
Estamos perante um cidadão exemplar, sustentado por aquilo que combate, sendo aquilo que combate tudo o que há que não seja o PC.
Estamos perante um cidadão exemplar, protegido pelas leis da República com o nobre fim de prejudicar a República, de desestabilizar o ensino, de fazer manifestações, comícios e agitação social.
Estamos perante um cidadão exemplar que tem por vital objectivo não aceitar nada do que lhe é proposto ou dado, para além do ordenado ao fim do mês.
Estamos perante muito mais coisas, que ficam ao cuidado da intuição e da opinião de quem tiver a desgraça de ler estas linhas.
21.7.11
António Borges de Carvalho

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