Leia o que segue com atenção:
“No quadro da separação de poderes, o estatuto dos Açores não é matéria de que o governo se ocupe. Não tem qualquer declaração a fazer.”
Esta frase foi proferida pelo senhor Lacão, luminária socialista que, ao que consta, é membro do governo.
De um ponto de vista formal, a declaração é inatacável.
Vistas as coisas materialmente, quer dizer, politicamente, trata-se de uma porcaria sem nome.
A criatura pertence a um governo cujo chefe é o chefe do partido que, em exclusivo, integra o governo. O partido tem maioria absoluta no Parlamento. O chefe do partido, que é o chefe do governo, o chefe da maioria e o chefe do Lacão, toma a decisão de presentear a política portuguesa com uma das mais repugnantes atitudes de que há memória.
Mas, no parecer do tartufo, o chefe que manda fazer a asneira, que é o chefe dele, o chefe dos deputados, o chefe do partido e o chefe do governo, não tem nada com isso.
Miserável!
1.1.09
António Borges de Carvalho

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