Monumental bagunça reina já na história da chamada zona ribeirinha. Ainda a procissão vai no adro, isto é, ainda ninguém foi capaz de congeminar o que pode vir a ser a nova “agência”, “empresa”, ou seja lá o que for em que imperará, qual Alexandre da Macedónia, o recém convertido xuxa/advogado/tasqueiro/boquista Júdice, e já o senhor Pinto de Sousa começa a trair tudo e todos, a deitar promessas para o caixote do lixo, a tratar a Câmara e o camaroeiro Costa como se fosse lixo, ante o olhar aparvalhado da dona Helena, a indignação bacoca do senhor Negrão, o incrédulo espanto do senhor Carmona, a incontinência bolchevista do senhor Carvalho e o riso sardónico do caloteiro Fernandes.
As ambições de poder dos notáveis autarcas que Lisboa tem está a ter o tratamento governamental que merece. Em vez de chegar a um acordo qualquer com a APL, que tem dinheiro a rodos, resolveu a notável vereação – porque o que lhe interessava era o poder, e mais nada – arranjar uma estrangeirinha de tal ordem que até SEPIIIRPPDAACS mandou o decreto às urtigas, deixando tudo à nora. O senhor Pinto de Sousa, por seu lado, tratou de arranjar um esquema que pusesse o seu alegado número dois (olhem o Gordon Brown!) nos varais e mostrasse quem manda. E aí vai ele!
Numa das habituais rábulas de propaganda, anunciou que ia gastar mais uns quatrocentos milhõesitos, que não tem, mas que, inevitavelmente, há-de arranjar maneira de esportular ao contribuinte, para construir uma indispensável via férrea, uns túneis, coisa gloriosa e emblemática.
A vereação ficou banza. Então, enquanto nós trabalhamos afanosamente para conquistar mais poder, vem o governo e, sem nos dar cavaco, tira-no-lo?
É bem feita! Ó Costa, toma lá mais esta para não te armares em mandão!
António Borges de Carvalho

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