IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRANSPARÊNCIA À PORTUGUESA

O Irritado não tem por norma criticar o Parlamento. Basta o que basta.

O Irritado é um parlamentarista feroz, acha o semi- -presidencialismo à portuguesa uma coisa ridícula e, à francesa, um resquício da Revolução de que o General se lembrou para cimentar o seu poder pessoal na V República.

Presidencialismo puro já não existe na Europa civilizada, onde as Monarquias asseguram a representação das Nações e onde as repúblicas imitam, como podem, as Monarquias, com o objectivo de assegurar uma representação isenta,  despolitizada e verdadeiramente nacional. Nestas felizes  nações, há parlamentos que funcionam e parlamentares que são homens livres e que respeitam quem neles votou.

 

Dadas estas posições, é doloroso, para o Irritado, ter que reconhecer que o nosso parlamento, prestando um serviço ao PC e ao BE, desceu ao ponto de dizer que defende a transparência do financiamento dos partidos ao aumentar 60 vezes a soma a receber, julga-se que por ano, através de donativos em dinheiro.

É evidente que, como já foi dito e repetido por muita gente, esta nova norma se destina a propiciar as malas de notas que, oferecidas sabe-se lá por quem, vão entrar, completamente à balda, nos cofres partidários.

É assim a “transparência“ à portuguesa. Proíbe-se que as empresas financiem os partidos. Depois arranja-se maneira de ir buscar, na mesma, o dinheirinho.

O Irritado é de parecer que quem quer e pode ajude, sem limites, os partidos politicos, desde que os donativos sejam devidamente declarados e identificados. Diz-se para aí que receber dinheiro das empresas ou dos empresários corresponde a ficar vulnerável as suas exigências no futuro. É exactamente ao contrário. Se os donativos fossem declarados e identificados, muito mais difícil seria, para o poder político, vir a favorecer os doadores, uma vez que estaria aberto ao escrutínio dos media, da oposição e da opinião pública.

O que a Assembleia da República fez a este respeito é uma inominável vergonha para todos nós. Ainda por cima por unanimidade dos partidos nela representados. Que respeito se pode ter para com os nossos legítimos representantes numa circunstância como esta?

 

2.5.09

 

Ant]ono Borges de Carvalho



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