IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRANSGÉNICOS

 

Desde a mais remota antiguidade que o homem manipula os demais seres vivos. Uma verdade para além de qualquer controvérsia. Quando a espécie deu os formidáveis saltos da errância para a sedentarização (a agricultura) e da caça para a pecuária, fê-lo aprendendo a alterar o código genético de plantas e animais através de cruzamentos, enxertias, inseminações, mudanças de habitat, intensificação de culturas, estabulização, domesticação, etc.

Nada ou quase nada daquilo de que hoje nos alimentamos nos foi dado pela Natureza. Entre milhões de falhanços e de sucessos, o homem aprendeu a aproveitar em seu favor, enriquecendo-o, o que a Natureza lhe oferecia.

O processo foi progredindo até que, nos nossos dias, a investigação científica e os avanços tecnológicos permitiram sofisticar as formas de intervenção humana e obter, a custos mais reduzidos e em quantidades muito maiores, uma série, em expansão, de produtos naturais de que necessita.

Como há milhares de anos, as manipulações genéticas nem sempre têm sucesso e não são isentas de tropeços. Não é o que se passa com tudo o que é humano? É isto desculpa para travar a caminhada? Parece que não.

 

Nalguns teatros naturais, como é o evidente caso dos EUA, as modificações genéticas são o “prato do dia”: multiplicação da produção de bens alimentares em condições económicas vantajosas e sem perigos para a saúde. Aos poucos, com todas as cautelas, após aturadas experimentações, uma série de produtos chegam à boca dos consumidores em progressiva variedade e em melhores condições.

No entanto, este processo, ou este progresso, são mal aceites entre nós. A cegueira científica e a demagogia política que dominam as sociedades europeias têm levado a que os benefícios da ciência sejam recusados, empolados que são os seus riscos e negadas as suas vantagens.

Os europeus deixaram-se instrumentalizar por teóricos de pacotilha, demagogos profissionais, políticos medrosos e mestres de arruaça, e vêm resistindo aos benefícios que a ciência lhes proporciona em favor de interesses instalados, de agricultores mais preocupados com subsídios que com a produção ou o abastecimento dos mercados, num caldo venenoso de ódios, ignorância e politiquice.

A Comissão Europeia, timidamente, acaba de autorizar o cultivo de uma espécie de batata geneticamente modificada e destinada ao fabrico pasta de papel e de rações para animais. Ao mesmo tempo, renovou a licença relativa a uma variedade de milho e emitiu outras para mais três variedades do mesmo cereal.

Doze anos depois da primeira licença, ora renovada, a Europa dá um pequeníssimo passo em frente. E já, um pouco por toda a parte, se levantam as indignadas vozes dos indignados do costume e até de governos tidos por responsáveis.

 

Não há registo, nem de desastres naturais provocados pelos transgénicos, nem de problemas de saúde pública com a mesma origem, nem da emergência de questões agronómicas sem solução.

Mas a vulgata da “luta contra as multinacionais”, façam elas o que fizerem, da defesa da “agricultura tradicional”, como se tal coisa ainda existisse, da “defesa da Natureza”, como se a Natureza fosse um bem estático, faz o seu caminho, conseguindo atrasar os avanços possíveis e impedir os povos de resolver os seus problemas.

Nisto como em muitas outras matérias, a Europa é vítima de si própria e não dá porque, se a predominância da sua civilização está a fenecer irremediavelmente, isso se deve à sua continuada cedência a exigências demagógicas e infundadas como as que aos transgénicos se referem.            

 

5.3.10

 

António Borges de Carvalho


5 respostas a “TRANSGÉNICOS”

  1. A natureza, como um conjunto de orgãos vivos que é,não é estática,está sempre em mutação até genética.O homem através dos tempos tem adaptado as caracteristicas da natureza ás suas necessidades.A manipulação genética permite recombinações que nunca se dariam por métodos naturais.Não se deve afirmar categoricamente que os AGM não têm riscos.Apesar de cientificamente se ter avançado imenso,é bom não perder de vista que a transgenia se iniciou na década de 70,em ciência é pouco tempo.Em boa verdade,no geral,os transgénicos,têm-se revelado benéficos para a humanidade.Criou-se a insulina humana,produziram-se plantas resistentes a pragas,entre outras coisas.Todavia,há casos que convem sublinhar.1-Apesar de os transgenicos permitirem maiores produções de cereais,corre-se o risco de os países mais pobres ficarem dependentes das multinacionais que produzam as sementes transgénicas.2-As avaliações que hoje têm sido feitas sobre os AGM,têm sido promovidos pelas próprias empresas produtoras.Por fim,é pertinente sublinhar que nesta matéria de manipulação genética,todas as precauções devem estar presentes,não se deve embarcar na musica das multinacionais que perseguem o lucro fácil e sem controlo e não olham a meios.Não é a Europa que se tem manifestado mais renitente á penetração dos transgénicos,o Japão é bem mais reticente.

    1. Ainda “anda por aqui” o amante do clister?

      1. Avatar de daniel tecelao
        daniel tecelao

        A pedido,os idiotas foram todos promovidos imbecis!!!

        1. Que novidade! Os socialistas são assim! Os camaradas promovem-se. No entanto, o problema é que a inteligência não se obtem dessa forma, ou já teria sido promovido a um estádio superior à debilidade mental.

  2. Quase nada sei sobre este assunto, e como não sou o Marcello filho do Baltazar, que até discute (e dá notas!) futebol – limito-me a ler e ver que faz sentido.É que me lembro muitas vezes do exasperado dito de Voltaire: “Aquele homem deve ser muito ignorante, porque responde a tudo o que se lhe pergunta!”Nesses momentos, reconheço que me atenho ao meu preconceito de alinhar pela opinião contrária aos bloquistas, comunistas, etc. e que provadamente sei ser a mais razoável.

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