Há para aí uns seis anos, levantou-se por cá um vendaval dos diabos. Então não é que a ministra Teixeira da Cruz decidiu fechar uma data de tribunais onde o serviço era de pouca monta? Canalha! Então, e o interior? E o apoio às populações? E as deslocações que são tão caras? E as obrigações do Estado? E o ir além da troica? Que Raio de governo é este?
Bom, facto é que ninguém ficou sem Justiça (a que havia, e há), o tempo foi passando, e deixou de se falar no assunto.
Consequência, não de eleições mas da catraca do Costa, veio a Geringonça, hoje em segunda edição sem concorrência que se veja. A primeira preocupação da geringonça foi dar cabo de tudo e mais alguma coisa que o governo legítimo tinha feito e pôr-lhe as culpas de tudo, que tudo era mau, sem excepção. Antes de mais, aproveitar a pesada herança do Passos para dar uns tostões à malta, que continuou tesa, mas um bocadinho menos. Aceite-se, apesar da demagogia. Depois, o resto, coisa que, passados quatro anos, continua. É o caso das PPP, com as quais a geringonça II anda a acabar, não por não ser boas ou más para o povo, mas porque são PPP; é o caso da “recuperação”da TAP, cujos prejuízos actuais serão pagos pelos contribuintes em vez de pelos accionistas. E assim por diante. Faltava reabrir os tribunais. Reabriram, o que custou uma pipa de massa, a pagar pelos mesmos. Contas feitas, treze tribunais, treze. Resultado: os tribunais reabertos não têm nada que fazer, custam muito mais, e ninguém ganhou nada com o assunto. Mas a decisão do governo legítimo foi revertida! Era o que se pretendia. Mais uma vitória.
Já andamos, andaremos, andarão os nossos trinetos a pagar as dívidas que o PS contraíu. A isto, os geringonciais governos acrescentam, entre muitos outros custos, o preço das reversões.
O socialismo sai caro.
23.1.19

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