Ontem o IRRITADO atirou-se ao camarada socialista Dijsselbloem e, embora lhe tivesse adequadamente aceitado a metáfora, entrou na alcateia ululante de condenação da mesma, pela forma, que não pelo pela lição.
Hoje, retrata-se e pede desculpa. É que tomou por boas as transcrições por aí aprecidas das palavras do homem. As quais, para variar, eram manipuladas de acordo com os “valores” do politicamente correcto.
O homem disse o que segue:
O pacto na zona euro baseia-se na confiança. Com a crise do euro, os países do norte na zona euro mostraram a sua solidariedade para com os países em crise. Como social-democrata considero a solidariedade extremamente importante. Mas quem a exige, também tem obrigações. Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres1 e continuar a pedir ajuda. Este princípio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e, inclusivamente, europeu.”
Ora aí têm a verdade. Jeroen, quando fala de mulheres e vinho, refere-se a si mesmo, não aos outros. A estes ( países, estados, UE, etc.), aplica, com carradas de razão, o mesmo princípio. Mutatis mutandis, como é evidente. Quem somos nós, como Estado, para poder contrariar? Gastamos como gastámos (v. meu post anterior) e achamos que toda a gente deve estar, de bolsos abertos, à espera de prestar novas ajudas! A solidariedade é boa mas tem limites, diz homem. Deus queira que, quanto aos limites, não tenha razão. Já estivemos mais longe de precisar dela outra vez.
23.3.17
1 Com o correr da carruagem, não sei se o rapaz, se tivesse dito “álcool e homens”, teria tido tantas críticas. O politicamente tem razões que a razão desconhece…

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