O camarada Pinto de Sousa, regurgitando de amizade e gratidão, agradeceu ao Chaves a subida benesse de ter autorizado a transferência de um milhão de dólares reunido pelos portugueses da Venezuela para auxílio à reconstrução da Ilha da Madeira.
Prova-se assim:
a) Que o camarada Pinto de Sousa se põe debaixo do Chaves por dá cá aquela palha, como se fosse algum favor deixar sair o dinheiro;
b) Que o Chaves tem poder para impedir que os donativos dos portugueses sejam entregues a quem de direito;
c) Que, na Venezuela, como em todos os países comunistas ou a caminho de o ser, não há qualquer sombra de liberdade de circulação de capitais;
d) Que quem fizer economias na Venezuela está nas mãos do poder totalitário do Chaves para as poder utilizar;
e) Que a Venezuela, sob a gestão do Chaves, não merece a mais remota sombra de confiança;
f) Que o Chaves jamais pagará o que deve, a não ser que lhe apeteça;
g) Que os portugueses que andam atrás do Pinto de Sousa a fazer negócios na Venezuela vão pagar com língua de palmo a ingenuidade própria e as maluquices do homem.
Os mil e não sei quantos milhões de euros que a comitiva de incautos que foi atrás do Pinto de Sousa a Caracas conseguiu não valem a ponta de um chanfalho. São mera propaganda.
A prová-lo, aí estão outros negócios já feitos, os quais, praticamente sem excepção, ou estão suspensos, ou encravados na burocracia chavista, e só andarão para a frente se o ditador quiser, quando quiser, e pelo valor que quiser.
Ai dos que o conseguirem! Quando chegar à altura de cobrar…
6.6.10
António Borges de Carvalho

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