IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DIREITOS TORTOS

 

Um magote de diáfanas criaturas reuniu, em delicado ágape, com Sua Excelência o primeiro-ministro.

Recentemente contemplados com a perversão legal do instituto civil do casamento, os representantes das coligações de pederastas e fufas tiveram a subida honra de partilhar as primo-ministeriais iguarias e de dar um passeio pelas sombras refrescantes dos jardins da oficial residência, em suave comunhão de sentimentos com o seu doce anfitrião.

O IRRITADO sugere que esta prática se torne habitual, isto é, o senhor Pinto de Sousa, coerentemente, devia convidar os representantes de outras categorias de cidadãos beneficiados pela sua douta legislação, como as abortadeiras, os tipos dos cartéis, os boys, além de outras distintas classes sociais que devem maravilhas, de uma forma ou de outra, ao seu governo. O IRRITADO compreende que tal acto de justiça seja de difícil execução dadas as obrigações de agenda de Sua Excelência. Além disso revelar-se-ia oneroso para o Estado, o que, não preocupando o senhor primeiro-ministro, seria pouco popular nos tempos que correm.

Escolheu Sua Excelência, simbolicamente, os defeituosos sexuais, com quem tem particular empatia. Está no seu direito. Diz-me com quem andas…

 

Nas umbrosas áleas dos seus oficiais terrenos, Pinto de Sousa confessou orgulhosamente que a lei do “casamento”, passando a abranger uniões abstrusas, torna “a sociedade melhor”. Em quase duzentos países, somos o oitavo a conferir estes “direitos” à malta do arco-íris. Grande salto civilizacional que ficamos a dever ao senhor Pinto de Sousa!   

 

*

 

Falando de direitos, ocorre perguntar se os casais propriamente ditos não têm direito ao direito que o senhor Pinto de Sousa lhes roubou: o de estar cobertos por um instituto jurídico com determinada configuração, a qual o senhor Pinto de Sousa tornou obsoleta. Por outras palavras, os casais propriamente ditos têm (ou tinham) um estatuto que lhes foi reconhecido pelo Estado, em certas condições e com certas características, partindo de direitos que lhes foram reconhecidos.

E agora? Terá o Estado o direito de alterar a seu bel-prazer os direitos de cada um, isto é, pode o Estado mudar, para os que são casados, a natureza mais profunda do seu contrato?

A resposta é, evidentemente, não, não pode, ou não devia poder.

Só totalitariamente se pode confundir duas coisas de natureza diferente e até oposta.

 

O que o senhor Pinto de Sousa fez não foi dar a uns um direito que não tinham.

Foi negar a outros um direito de que gozavam.

 

*

Ontem “casaram” duas fulanas e dois fulaninhos. Em nome da República, como consta do protocolo em uso.

As raparigas “casaram”, mas aproveitaram logo para protestar. Sim, protestar. É que acham extremamente injusto que as filhas (cada uma tem uma), pobres meninas, não sejam filhas das duas! Isto é, que os respectivos pais, conhecidos ou não, não continuem a ser pais delas! Como se um homem e uma mulher ao casar em segundas núpcias, tendo já filhos, estes deixassem de ter pai ou de ter mãe, para passar a ser filhos de outro, ou de outra.

Donde se conclui que a procissão ainda vai no adro. Com gente como o senhor Pinto de Sousa a (des)governar, acabaremos por tirar os filhos aos pais, os pais aos filhos, acabaremos por ver filhos com duas mães, adoptivas ou não, e com dois pais, adoptivos ou não.

Tudo devidamente reconhecido e acarinhado pela República.

Tudo em nome do “direito”.

Tudo com a bênção do Tribunal Constitucional.

Tudo com a veneranda assinatura do professor Cavaco Silva.

 

Bonito!

 

*

 

 

Acerca dos dois fulaninhos que se “casaram” no Porto, o IRRITADO não tem dados. Mas supõe que afinem pelo diapasão das fulanas.

 

*

 

O IRRITADO deseja a todos as maiores felicidades utero-intestinais.

 

8.6.10

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “DIREITOS TORTOS”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Diz-me com quem andas…Oh! Irritado,essa de Pinto de Sousa ser paneleiro,já saiu da agenda.Ou vai-se repetir o ciclo?

    1. Diz-me com quem andas… Oh! Daniel, não é por nada, mas essa de se colar ao Pinto de Sousa, seja por convicção ou por omissão, mesmo nestes assuntos, tem que se lhe diga… Repare, discordamos em muita coisa… mas ter um PM panasca? Convenhamos, é dose: além de trafulha e incompetente, o homenzito até voz de falsete tem? Olho para os homens que fizeram este país, para os meus pais e avós, e não percebo: mas que mal é que eles fizeram, para merecer isto?…

      1. Caro Filipe, “Quando um sábio discute com um néscio, quer se zangue quer se ria, jamais terá descanso.”Textos Bíblicos

  2. Não percebo como é que deixar os homossexuais casarem me tira a mim – heterossexual casado – direitos adquiridos… talvez alguém me queira elucidar. Grato pela atenção.Cumprimentos

    1. Da melhor vontade.Vejo que o meu texto não foi elucidativo a este respeito.Os casados, como o meu caro comentador, incluiram-se, por vontade própria, num instituto jurídico cuja natureza era uma – união entre pessoas de sexo diferente.A partir de agora, tal união mudou de natureza, isto é, é indiferente o sexo dos unidos, desde que a união tenha carácter sexual. O direito a casar passou a ter um conteudo completamente diferente. Ou seja, o meu direito e o seu, tal como nos foi reconhecido, deixou de existir. É legítimo?Se os pernetas, ou os velhos como eu, não têm o direito a correr os cem metros, tal não quer dizer que sejam menos cidadãos que os demais. Mas se os que correm os cem metros se virem rodeados de coxos e de velhadas, as corridas de cem metros passam a ser outra coisa, e o seu direito de correr os cem metros ficaria prejudicado. Não é?O Ricardo faz hoje parte de um grupo social diferente daquela em que se integrou ao casar.Ora o Estado não devia ter o direito de mudar o estatuto de cada um, sobretudo o estatuto que a cada um conferiu ao casá-lo.É como se o supermercados pudessem passar a chamar coelho ao gato, e as pessoas deixassem de ter direito a distinguir um bicho do outro. Não sei se os exemplos são esclarecedores, mas acho que se percebe onde quero chegar.Se não estiver de acordo, aceito. Está no seu direito.Se continuar a precisar de explicações, aí, paciência, mais não posso fazer por si.CumprimentosABC

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