IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUEM, EU?

 

Seria mais cómodo o sacrifício de uma colega de governo, afirmou, peremptória e ufana, a desgraça humana, moral e política que desempenha, sem para tal ter sido eleita, o cargo de primeiro-ministro de Portugal.

Essa coisa, essa figura de proa (número dois!) do governo que desgraçou o país, esse real e total responsável pelo Siresp, esse arquivador de incómodos estudos florestais, esse comprador de Kamovs, esse parceiro responsável pelos negócios ruinosos fabricados pelo “mago” Lacerda, seu menino-bonito e mais-que-tudo, tem a lata de dizer que se justificaria a queda da miúda da polícia?

Quem, eu? Há para aí alguém que me impute responsabilidades políticas, executivas, morais? Há para aí alguém que pense que me deveria demitir em em vez de mandar a ministra às malvas? Quem, eu? Não percebem que isto não é um país como os outros, uma democracia como as outras, não veem que a moral republicana, se bem aplicada, me isenta de tudo o que é chato, não veem que isto dos sessenta e quatro mortos é uma chatice que terá milhares de culpados, todos menos eu? Não veem que eu navego de velas assopradas por Sua Excelência? Que estou fora de todas as borrascas?

Quem, eu? Era o que faltava.*

 

25.6.17

 

* Esta “citação” é fruto da penetração do IRRITADO na mente privilegiada do senhor Costa.



7 respostas a “QUEM, EU?”

  1. Como desconfiava, o sr. António é um “penetra”!

  2. «Esse real e total responsável pelo SIRESP»? Assim, sem mais? Não tem vergonha, Irritado? Aqui fica para a posteridade, o resumo é do Público: Três dias depois das eleições de 2005, quando o governo PSD-CDS de Santana Lopes estava já em gestão, foi criada a PPP entre um consórcio – PT, Motorola, Esegur (do GES) e SLN – e o Min. Administração Interna (MAI) para o fornecimento de um sistema de comunicações chamado Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Custo total: 540 milhões de euros. O SIRESP, que estivera parado três anos, avançou no dia 23 Fevereiro 2005, três dias depois de o governo em funções perder as legislativas. O ministro responsável era o ex-gestor da SLN, Daniel Sanches. O consórcio de que fazia parte a SLN era o único concorrente. O negócio avançou graças a um parecer favorável do então auditor jurídico do MAI, o magistrado Gomes Dias. O consórcio (PT, GES e SLN) começou por criar uma dependência funcional da sua solução no Estado. O SIRESP foi inicialmente instalado “a título gratuito e provisório” ainda antes de Santana e de Sanches, no mandato de Durão Barroso. “Para aproveitar a oferta”, o MAI disponibilizou “inúmeros terminais” à GNR. Após a mudança de governo em 2005, o negócio chegou ao ministro seguinte, António Costa, que pediu um parecer à PGR para saber se o acto era legítimo. Os magistrados da PGR dividiram-se. Cinco acharam que sim (entre os quais Gomes Dias, o ex-auditor do MAI que deu o tal parecer favorável) e cinco acharam que não. Desempatou o procurador-geral, Souto Moura, mas uma pulga ficou atrás da orelha. A PGR concluiu que um governo em gestão não tinha o poder de aprovar o SIRESP, porque não era nem um acto urgente, nem “estritamente necessário para assegurar a gestão dos negócios públicos”. Costa aceitou o parecer da PGR, anulou o despacho de Daniel Sanches e pediu mais uma série de pareceres. Todos eles levaram à renegociação do contrato, embora não encontrando “vícios relevantes do ponto de vista técnico”. Se os havia irrelevantes, não terão sido decisivos para decisão final… Em 18 Maio 2006, o Conselho de Ministros aprovou a adjudicação ao mesmo consórcio. António Costa justificou a decisão: “O SIRESP assegura comunicações móveis de elevada qualidade a estes operadores(…)”. O novo contrato teria “um valor acumulado em 15 anos” de 485.5 milhões de euros, ou seja, “menos 52,5 milhões de euros” do que o contrato assinado por Sanches. Mais uma coincidência: quem renegociou o acordo foi Diogo Lacerda Machado, que agora vai integrar a administração da TAP. No dia 3 Julho 2006 começou, então, a funcionar o SIRESP (na sua versão paga). Quatro meses depois, a PJ entrou na sede da SLN para fazer as primeiras buscas, por suspeitas de tráfico de influências. Em Maio 2008, a investigação da PGR foi arquivada. Daniel Sanches não foi ouvido, nem como testemunha. Dias Loureiro não teve intervenção formal neste negócio; mas em quase todos os textos sobre a génese do SIRESP há referência ao seu nome. Loureiro era administrador da SLN e da Plêiade, a sociedade onde Daniel Sanches trabalhou no grupo SLN. Era presidente da mesa do congresso do PSD e deputado quando o acordo foi assinado e renegociado. Terá sido sua, aliás, a sugestão de contratação de Daniel Sanches, quer como executivo da Plêiade, da SLN, quer como ministro.

    1. Pois. A tal poupança de 52 milhões consistiu em anular uma série de valências, não em baixar os preços das que ficaram. Portanto, o Siresp, na sua versão actual, é obra do Costa, sejam quais forem as trafulhices envolvidas. Isto, seja qual for a versão histórica, já foi por aí dito e redito. Está confirmado, mais que não seja por não haver desmentido.

      1. O SIRESP não foi obra de Sant’Ana?

      2. O Irritado desculpe, mas está cada vez pior. Obra do Costa? Então o SIRESP foi adjudicado pelo governo do seu Santana, já em “gestão”, três dias após ter sido derrotado (esmagado) nas eleições, por um ministro vindo da SLN, indicado pelo Dias Loureiro… Foi adjudicado a um consórcio da SLN, mais o GES e a PT, tudo boa gente, e eram o único concorrente, e custou 4 a 5 vezes mais do que devia, diz quem andou a ver alternativas… E é isto obra do Bosta? Quando este, como bom mafioso, até manteve o inacreditável negócio, rapando apenas 10% ao seu obscenamente empolado custo, e, diz v., retirando-lhe umas “valências”… Então e o seu Santana que comprou esta merda, por 500 milhões, quando já tinha sido corrido? Então e a malta da SLN, quase tudo máfia laranja, que foi quem mamou a massa? Que diga que o PS e o Bosta foram cúmplices, ainda vá. Mas obra do Costa? Real e total responsável? Tenha vergonha, Irritado!

        1. Vergonha é fingir que não se sabe que a sua versão actual é da inteira responsabilidade do Costa.

        2. Vergonha é fingir que não se sabe que o tal siresp, na sua versão actual, é da responsabilidade do Costa.

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