IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PROTAGONISMOS

Ontem, as parangonas dos jornais ditos “de referência” (não se sabe o que isto quer dizer, mas fica bem) proclamavam que as universidades tinham sido, pelo governo, proibidas de aumentar as receitas próprias. Muita gente, achou, e com razão, que o governo não estava bom da cabeça.

O IRRITADO ficou siderado. Então, e a desejável independência do ensino universitário? Letra morta? E a colaboração com a economia, os programas internacionais de investigação, tudo o que poderia encaminhar o ensino superior público para uma filosofia mais privada passava a ter limites de receita? Alguém devia estar a gozar com o pagode.

Os Magníficos Reitores das universidades reuniram de emergência. Depois, chamaram os media para, urbi et orbe, proclamar a sua justa indignação. O IRRITADO achou bem. Uma decisão inexplicável e burra do governo.

Pela calada da noite, resolveu o IRRITADO ir às letras mais pequenas. O que encontrou foi isto: os tipos do orçamento impõem que “o crescimento da receita superior ao valor de 2012 está sujeito a uma explicação detalhada assente nos factores de mercado ou incremento dos factores internos que o justificam’”. Dando de barato o hermético linguarejar dos tipos das finanças, o IRRITADO não consegue vislumbrar onde está a proibição de aumentar as receitas próprias. Ou o IRRITADO é burro, ou não está lá nada disso. O que está é a, pelo menos aparentemente absurda, criação de uma fiscalização especial para os tais aumentos de receita.

Aqui há tempos, lembram-se?, os mesmos Magníficos fizeram um escarcéu dos diabos porque o governo atrasou por uma semana os pagamentos das cantinas.  Ai Jesus, que os alunos vão padecer arrasadoras fomes, ai que os fornecedores não aguentam oito dias, ai ai ai. Como é evidente, não havia problema de espécie nenhuma. O problema era termos um grupo de Magníficos ansiosos de mediática promoção e cheios de rancor ao poder político.

Agora, estamos na mesma. Ou o IRRITADO não sabe ler, ou não houve proibição nenhuma. O que há, e que não tem explicação pelo menos para as pessoas normais, é uma vigilância acrescida, eventualmente um estorvo, sobre uma coisa que todos, a começar pelo governo, deviam desejar aumentasse sem outros entraves que não os da decência, da honestidade e do serviço do ensino, da investigação e da economia. Coisa que não justifica, antes torna redondamente falsas as parangonas dos jornais, bem como completamente desproporcionadas as movimentações dos Magníficos Reitores.

Do assento etéreo das suas cátedras descem às vergonhosas profundezas do bigodes ou da Avoila!

Para quê? Politiquice ou ânsia de notoriedade pessoal?

 

28.8.13

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “PROTAGONISMOS”

  1. Caro IrritadoDescodificando a coisa: por favor, não empolem as previsões das receitas próprias para “fabricar” orçamentos equilibrados. Caso contrário, lá para o final do ano (de 2014) pode faltar dinheiro para pagar salários. Ora, como é sabido, empolar previsões de receitas é coisa que em Portugal ninguém faz, com excepção, talvez, dos clubes de futebol… Agora mais a sério: a desonestidade da queixa dos Reitores – não nos deixam aumentar as receitas próprias – é reveladora da qualidade moral e intelectual das nossas elites e do jornalismo que (não) se pratica. Não é por acaso que estamos como estamos. Mas temos as gerações mais bem preparados de sempre…

    1. Descodificando ainda mais a coisa: – o próprio Governo ALDRABA constantemente as contas; – empola todas as receitas e previsões; – subestima todas as consequências das suas decisões, do seu SAQUE; – acha normal destruir documentos incriminatórios, como nas SWAPS; – acha normal continuar a pagar desvarios e tachos com dinheiro público; – acha normal deixar todos os responsáveis impunes; – não contente, convida alguns deles para o Governo; – valida normas tão ambíguas e «herméticas» como esta, ou como a patética lei da limitação dos tachos autárquicos, que na prática significam porra nenhuma. Perante isto, a desonestidade dos chulecos Reitores parece normal: limitam-se a seguir o exemplo desonesto e mamão que vem de cima, do Governo e dos políticos em geral. Que é: quem não chora, não mama. Os políticos choram muito, e mamam ainda mais.

  2. Eu sei que não respeita o tema do seu post… mas mesmo assim publico porque acredito que V. entende…Incêndios….Mais um bombeiro morto…Será que toda a gente compactua com os interesses à volta dos incêndios ???Os bombeiros eles mesmos que procuram justificação para mais subsídios: para pessoal destacado.. equipamento… viaturas… e agora, segundo o sr Curto que só aparece em tempos de governos “psd”, a falta de formação e equipamento individual como vemos em qualquer bombeiro americano ou australiano ( surgiu em 2002/2003, hibernou desde 2005 e ressuscita em 2013 ).Os fornecedores de equipamentos diversos…Os fornecedores dos ditos meios aéreos..Não acredito… e por isso deixo a minha sugestão.. exequível, fácil e a implementar desde já..Legislação de imediato, em dois artigos, da Secretaria de Estado das Florestas:Artº 1) – Todos os proprietários de parcelas rústicas com cultura arvense (pomares, vinhas, pinheiros, eucaliptos e outras espécies ) terão obrigatoriamente e desde já de respeitar na respectiva extrema de uma faixa de 1,5 m de terreno limpo.Artº 2) – As câmaras municipais com os meios ao seu dispor: delegação da Protecção Civil e GNR , serão responsável por verificação do disposto no artigo anterior.Fácil não é??? Ovo de Colombo???Não…. a manutenção da situação só se explica por poderosos interesses que rodeiam a situação… por exemplo… o que e que a comunicação social teria para ocupar espaço na estação parva????

    1. De facto, pouco ou nada tem a ver com o post. Mas acho interessante o seu ângulo de apreciação do problema. É capaz de ter razão…

  3. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    Quando um Governo viola ostensivamente a Lei, concomitantemente com as suas promessas eleitorais, sé tem um caminho: SER DEMITIDO.Tal “orientação” já germina dentro do próprio Partido.

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