IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PRESIDENTE

 

“Cavaco já não é o presidente de todos os portugueses”, afirmou Jerónimo, preclaro dirigente do PC.

Tem toda a razão. O “já” é que está a mais. Cavaco, como os outros antes dele, não é, nem nunca foi, presidente de português algum.

Estes tipos que adoram a Constituição como Corão dos fundamentalistas do socialismo, e muitos outros que não nutrem a mesma “fé”, parece que nunca leram tal coisa. Diz a coisa que o Presidente da República é isso mesmo, Presidente da República. Mais nada. Os portugueses não têm presidente. Era o que faltava! A República é que o tem, como o Benfica ou o Carcavelinhos.

Convenhamos que, de Eanes a Cavaco, todos entraram na aldrabice, ansiosos de afirmar uma independência que nunca tiveram, como é próprio de quem é eleito. O exercício dos seus mandatos, aliás, veio a confirmá-lo sem que dúvidas restem a tal respeito. O que é natural e saudável. O Presidente nunca foi um Rei – em sentido moderno e europeu – nem nunca o será, e ainda bem, porque isso é que é próprio da função. Ele representa a república e mais coisíssima nenhuma.


“Meu” Presidente uma gaita!

 

20.9.13

 

António Borges de Carvalho   



8 respostas a “PRESIDENTE”

  1. Que o “seu” Presidente seja uma gaita é lá consigo. O senhor, com certeza, conhecerá das suas necessidades. Agora que é meu Presidente, como Português que sou, lá isso é. Pelo menos até ser titular do cargo, tal como PM é o “meu” PM, não obstante preferir, neste momento, que fosse outro. É a vida!

  2. Discutimos a semântica da coisa, é isso? Um Rei também não seria “Rei dos portugueses”: seria Rei de Portugal. E sendo Portugal uma República – há 113 anos – na prática discutimos o quê? Excepto para um monárquico, qual a diferença prática entre dizer Portugal ou República Portuguesa? Quanto à representatividade, também estamos conversados: os Presidentes e PMs são eleitos por uma pequena minoria; e um Rei, por muito que o Irritado não queira, também jamais representa toda a população. A mim, por exemplo, jamais me representaria. Nem estes bandalhos pulhíticos, que até vão a votos, quanto mais um Rei em quem ninguém vota.

    1. O post era sobre a imprecisão/confusão de conceitos em que os diversos presidentes têm sido demagogicamente férteis. Não se tratava, desta vez, de “propaganda” da Monarquia. Mas ninguém quis perceber. Paciência.

  3. A monarquia era gira.Haveria uns condes,duques,marqueses e barões a comerem-nos as papas na cabeça em vez desta maralha republicana.A diferença é que destes livramo-nos quando os votantes acordarem,mesmo que seja depois dos 88 anos.A monarquia perseguir-nos-ia até à cova.A monarquia seria uma verdadeira regressão.

    1. Avatar de antonio L Castro
      antonio L Castro

      O Anónimo tem toda a razão.Regrediriamos para os níveis de uma Suécia , uma Noruega, uma Dinamarca, uma Bélgica , uma Inglaterra, uma Espanha.Seria uma verdadeira calamidade.

      1. Em Espanha, a coisa anda tremida. Com um desemprego de 27%, a paciência da carneirada para sustentar o luxo de uma família de inúteis (e alguns trafulhas) vai-se esgotando. Na Bélgica e na Holanda, de que se esqueceu, ainda vão aguentando. Mas na Holanda, que tem a Casa Real mais cara da Europa, a tolerância já foi maior. Nos restantes, tudo mais ou menos na mesma. É que sempre foram países pobres e desorganizados, está a ver, e só a monarquia lhes traz alguma prosperidade. Na Noruega, por exemplo, sem um Rei o petróleo secava logo. Infelizmente, cá em Portugal não vemos esta evidência. Até 1910 era tudo maravilhoso, não devíamos nada a ninguém, éramos um povo cada vez mais rico e instruído, até que a República estragou tudo. Mas – atenção! – ainda vamos a tempo! Com o carismático D. Duarte Pio, tudo pode mudar. Recuperaremos as colónias, descobriremos petróleo no Seixal, e tornar-nos-emos orgulhosos aliados do Rei Assad da Síria.

      2. Sim,era mais ou menos por aí que andávamos quando os republicanos acabarm com a monarquia.

      3. Estávamos ao nível da Suécia.com os camponeses analfabetos a tirar o barrete,à passagem de suas exas os condes ou marqueses.Era uma maravilha!

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