Matos Fernandes, como o colega Cabrita, andava a duzentos à hora na sua estatal bomba. Já se sabia que este governo era muito rápido a encanar a perna à rã, o que não se sabia era da vocação acelerativa que, do ponto de vista automobilístico, grassa nas hostes socialistas.
O que vale é que nem um nem outro iam ao volante. Um ministro não desce a tal ponto! Iam, presume-se, a dormitar refastelados nos brilhantes coiros do assento trazeiro. E, coitados, estavam com pressa, a fim de chegar a horas ao local onde costumam salvar a pátria.
Hoje, para nosso sossego, o Fernandes veio esclarecer: o culpado foi o motorista. Evidentemente! Mete-se pelos olhos dentro. O IRRITADO agradece, admirador e obrigado, o ministerial esclarecimento. São assim os grandes homens. Põem o dedo na ferida, sem receios nem disfarces. Muito bem!
19.7.21

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