Quanto terá custado ao país a monumental bagunça provocada pela greve dos tipos das malas? Alguém calculará? Alguém saberá? Quanto custaram ao país os mais de 600 voos cancelados?
O que se sabe é que o governo agiu olimpicamente, ignorando a situação. Mas, perguntará quem quiser, que podia o governo fazer? Resposta: o governo podia, por exemplo:
– ter decretado a requisição civil dos grevistas
– ter adiantado o dinheiro para parar a greve
– ter posto as forças armadas a tratar do assunto
Mas nada fez, deixou correr o marfim: a malta que se lixasse, que pagasse fortunas por alternativas de viagem, que dormisse no chão, que desse cabo das férias, que faltasse ao trabalho, que fosse pentear macacos.
A TAP e a Groundforce estão entregues a um politicão ambicioso, trauliteiro, esquerdista, que não percebe nada de nada, mas continua de pedra e cal no governo. Não podia arranjar o dinheiro para pagar o que se deve aos trabalhadores? Podia, mas não pensou nisso. Deixa andar. A culpa é dos privados, e acabou-se. O governo passa a vida a anunciar auxílios financeiros de milhões e milhões, e, no caso, não tinha dinheiro para dar, ou emprestar? Tinha, mas não mexeu uma palha.
E a guerra continua. Vai haver mais disto. Não há negociações, porque o governo, proprietário da TAP e, por via dela, dono de 49% da Groundforce, anda a coçar os sovacos. Vamos ter mais disto. A credibilidade da TAP (companhia de bandeira!, diz a demagogia governamental) cada vez mais de rastos, os aeroportos cada dia mais disfuncionais, o país a abarrotar de má fama, e o governo parado? Um ministro que é capaz das maiores arrancadas ideológicas e das declarações mais provocatórias não toma uma atitude?
Nacionalista de esquerda, o senhor Santos anda aflito com a hipótese de a Lufthansa ou a Air France darem a mão à TAP. A viabilização da companhia não interessa nada ao governo. Com um jeitinho, há-de dar cabo do que resta da TAP, da Groundforce, dos aeroportos, dos hubs, do que mais houver para arruinar.
Mas o senhor Santos, esse, de braço dado com o senhor Cabrita e o senhor Costa, continurá a pavonear as barbas pelos corredores do poder.
19.7.21

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