IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PPP

 

Vale a pena reflectir sobre uma informação que, com foros de credibilidade, o IRRITADO recebeu.

 

Assim:

 

No tempo do Cavaco houve dois contratos PPP.

Com Guterres, houve trinta.

Sob Barroso, seis.

Na era Pinto de Sousa, cinquenta.

Ou seja, 91,46% foram de iniciativa PS.

8,54% foram de responsabilidade PSD.

Acresce que, das celebradas pelo parisiense, mais de 40% teve lugar depois de ter começado a crise. Valor: 13.000.000.000 de euros.

 

Para reflexão de quem quiser reflectir quando se fala em coligações “alargadas”.

 

13.10.12

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “PPP”

  1. Uma PPP é uma mera subcontratação de serviços públicos. Só mesmo em Portugal, país governado por poetas, poderia ser inventado um eufemismo como “parceria público privada”, especialmente quando é tudo menos uma parceria. O modelo em si não é intrinsecamente mau, muitos países o usam. O problema são dois: 1) ser pobre e querer fazer “obra” como se se fosse rico; 2) ter governantes incompetentes e/ou corruptos. Portugal, como sabemos, tem de ambos para dar e vender. No campeonato privado do Centrão, o Irritado congratula-se com a vitória da sua equipa: o PSD tem menos PPP. Parabéns! Mas neste campeonato, os craques de ambas as equipas ganham sempre. Veja-se a LUSOPONTE do amigo do Irritado, uma das duas PPP do Governo Cavacal: investiu 578 milhões na construção da Ponte Vasco da Gama, e desde então já recebeu o dobro – 1.1 MIL MILHÕES. As empresas, dir-se-á, existem para ter lucro; pois é, mas além do belo lucro das portagens – 746 milhões – recebeu 364 milhões de «indemnizações» do Estado. Ou seja, a Lusoponte é indemnizada por ter lucros. Até 2019, devemos pagar mais 100 milhões a estes senhores, fora portagens, e a concessão só acaba em 2030. Mais: a Lusoponte reclama 100 milhões adicionais, porque o Governo anterior (PS) aceitou compensá-la pelo «risco de variação de impostos». Mais: o actual Governo (PSD) aceitou compensá-la em 50 milhões adicionais, por alterações na derrama estadual. PS, PSD. Os nomes mudam, mas a chulice não muda. Por que será? É simples: porque os partidos são as pessoas que os compõem e representam. Ferreira do Amaral foi do Governo para a Lusoponte. Jorge Coelho, que reviu o contrato em 2000, foi do Governo para a Mota-Engil, que é hoje a principal accionista da Lusoponte. E Eduardo Catroga, Ministro das Finanças desse Governo Cavacal, também não anda propriamente pelas ruas da amargura. A Lusoponte nem será o caso mais ruinoso; as PPP do turista parisiense conseguem deixá-la a perder de vista. Mas é dos exemplos mais transparentes deste ecumenismo exemplar entre PS e PSD, entre corruptos de ontem e corruptos de hoje.

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