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As eleições para PR (Pobre Ridículo) estão a animar. Mas a animação vai tendo notícias aterradoras.
Por exemplo:
A dona Roseta, coitadinha, declara-se interssada na subida ao palco, mas não tem dinheiro. Fiquei de rastos com esta. Ficamos privados de tão ridente possibilidade, a de poder votar nela e ter a perspectiva de a ver, de boina e rosa ao peito, a passar revista às tropas. Que pena!
O senhor Nóvoa, esquerdista “independente”, frequentador de congressos do PS, de reuniões soaristo-radicais e de banhas da cobra castrenses, pregador de frases feitas, esteio da nacional-parlapatice, foi violenta e virulentamenmte atacado por uma alta figura do PS, um tal Pinto, distribuidor de camisas de Vénus na Costa da Caparica e pai da Pátria por nomeação socrélfia. Uma vez que se trata de destacado membro do sanctus sanctorum do largo do Rato, é de assumir que, ao dizer o que disse, estivesse a mandar um recadinho do big chief Costa. Mais uma má notícia. Ficamos privados, também, de ver o magno académico a presidir às paradas da Guarda Republicana.
Pobres de nós!
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DO FULGOR DA INTELIGÊNCIA
O camarada Ferro, passados dias de profunda reflexão, chegou à conclusão que “ninguém almoça nem janta sondagens”. O brilhantismo desta afirmação, a ombrear com aquela do camarada Sampaio quando disse que “há vida para além do défice”, enche-nos de lapaliciana admiração. Sem, por uma questão de respeito, esquecer o amigo banana e o João da Ega, convenhamos que ainda bem que a política portuguesa pode contar com homens capazes de tanto fulgor intelectual.
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PONTOS E PRÉ PONTOS
Um rapaz do CDS veio, por detrás de escuras barbas, anunciar mais um importante desenvolvimento com que projecta brindar os portugueses, bem como pô-los a par com as políticas de “mobilidade” de outros países europeus. Consiste a ideia em oferecer aos motoristas doze pontos na respectiva carta de condução, os quais serão perdidos à medida das prevaricações de cada um em relação ao código da estrada. Muito bem!
O mais interessante é que os pontos são tirados antes de ser dados. Explico: diz o rapaz que, antes de nos pontuar, vai ao nosso passado e, à partida, come os pontos a que tivermos “direito”, isto é, para a maioria de todos nós, não haverá doze pontos, mas só os que o rapaz das barbas resolver ter a subida bondadade de nos facultar. Julgava o IRRITADO que havia um princípio expresso na Constituição que postula a não retoactividade da lei penal. Se calhar achava mal: o rapaz acha que a retirada dos pontos, e da própria carta, é uma coisa administrativa, sem incidência penal.
Sobre “princípios”, compulsada a jurisprudência do Tribunal Constitucional, já nada se entende de útil. E algo me diz que, em matéria de cartas de condução, o TC, ou não se pronuncia, ou vai achar que isso da não retroactividade foi chão que deu uvas.
6.4.15

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