Uma das raras coisas positivas que a geringonça fez foi restaurar o feriado da Restauração Independência.
O pior é o resto, isto é, em termos públicos, as “comemorações” não existiram. Foram, por obra e graça da RTP, substituídas por uma manifestação de professores docemente patrocinada por SExa de Belém. Ninguém sabe, viu ou ouviu o que se terá passado na praça dos Restauradores, a não ser, é claro, vergonha das vergonhas, que a “oração de sapiência” foi pronunciada por um palhaço que, dizem, é ministro da defesa. Reconheço que a “reportagem” nos poupou a ouvir exercício de sabedoria do fulano, o que é de louvar. E até, ó maravilha, nos mostrou uma senhora professora a fugir aos beijinhos do nacional-beijoqueiro. Estava ali para a berraria, não para cenas de “afectos”.
É de perguntar ao senhor Ribeiro e Castro e a outros lutadores pela ressurreição do feriado se foi para isto que lutaram. Espero que tenham a patriótica atitude de condenar publicamente o “serviço” público da RTP e a escolha do orador, pelo menos com tanta energia como a que usaram para defender esta “reversão”. Isto, apesar de saber quão inútil é ter esperança no que de “público” se passa e faz na tristeza socialista em que vegetamos.
2.12.17

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