“Não vejo onde está nos estatutos que (os directores dos centro de emprego) têm de se abster da filiação partidária.”
Helena André
Ministra do Trabalho
Pois. Eu também não. Nem nos estatutos do IEFP, nem em parte nenhuma. O princípio até está certo.
A senhora ministra não diz é que esta douta opinião é expressa para “justificar” que, contas feitas, os directores sejam todos, ou quase, camaradas do PS.
O que a senhora não diz é que é legítimo pensar que será por isso que, para o IEFP, a taxa de desemprego desceu e, para o INE, subiu. E não foi pouco.
Será que os técnicos do INE ainda não foram substituídos pelos devidos, e devotos, camaradas?
Fica a pergunta.
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“O país teve sempre capacidade para se financiar e nada mudou face há (sic!!!) dois anos”.
Veira da Silva
Ministro da Economia
Ao ler este monumental pontapé na gramática, uma pessoa até se distrai da substância da frase.
Dando de barato a carestia da forma, o conteúdo é quase tão interessante como ela.
É que o senhor Pinto de Sousa, emérito chefe do senhor Vieira da Silva, disse, no mesmo dia, ou na véspera, que tudo tinha mudado nas “últimas duas semanas”.
Fica então, para o povo ignaro, a dúvida metafísica de saber se nada mudou nos últimos dois anos ou nas duas últimas semanas. Lapso? De quem? Engano? De quem?
O que fica é que o governo, todo o governo, é um lapso democrático e um enganador compulsivo.
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“Estão a entrar no domínio da vida privada. Posar nua faz parte do acervo de liberdade que a professora tem e não colide em nada com o seu trabalho”.
Osvaldo de Castro
Deputado do PS, presidente, Comissão de Direitos Constitucionais
Guardado o devido respeito, há que perguntar a este fulano qual seria a sua posição se a Drª Canavilhas ou a ministra Alçada se entretivessem nas horas vagas a fazer strip tease num bar de alterne. Estavam no seu direito? Se calhar estavam.
Mas não querer ver o que é evidente, é como dizer que a crise é só importada.
As opiniões do tipo das do Osvaldo são sinal de uma crise ainda mais grave que a financeira: a crise de dignidade que o PS introduziu e alimenta.
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“No plano laboral, o afastamento (da gaja do Playboy) não faz sentido. Não é uma situação de indisciplina nem de crime.”
Mário Nogueira
Demagogo ao serviço do PC
Crime não é. Crime é existir um tipo destes e os professores dignos de tal nome não correrem com ele.
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“Não cabe ao Ministério da Educação pronunciar-se sobre o assunto” (da gaja do Playboy).
Anónimo
Porta-voz do Ministério da Educação
Finalmente, o Ministério da Educação está de acordo com o Mário Nogueira. Indiscutível mérito político da gaja. Gaudeamus!
19.5.10
António Borges de Carvalho

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