Não sei se haverá alguém que se entenda com as “medidas” do Costa&Cª para o covide. Aliás, jamais alguém se entendeu com tais coisas ao longo do interminável tempo em que estamos metidos nisto. Os números com que somos bombardeados pelas televisões – grandes promotoras do medo e da lavagem ao cérebro das pessoas -, as variadas teorias e opiniões que, unanimemente, escondem alguns deles – por exemplo, os da mortalidade –, o cuidado que se tem em relação a comparações com os da gripe em anos anteriores, o escamotear de tudo o que não contribua para o susto generalizado, o silêncio sepulcral a que são votadas quaisquer ideias fora do mainstream, outra coisa não provocam que não seja o fomento da carneiral insanidade. Excluidos sejam os espíritos, poucos, que ainda conservam alguma capacidade de dúvida e algum amor ao escrutínio. Não passam, estes, de inimigos – como diria o almirante – ou de outras coisas piores.
No meio disto, temos o anedótico, bem representado pelo chefe da antiga – e da futura – geringonça, o inigualável Costa. Foi ele o herói, enquanto presidente da UE, que inventou, ou promoveu, o salvífico certificado. É ele, agora, a decretar entre nós que o seu bem amado certificado não presta para nada, os testes é que é bom. Quanto mais testes, mais covide. Formidável.
As vacinas, antes de existir, eram a nossa mais maravilhosa esperança. Finalmente, vieram, foram aplicadas a toda a malta. Estávamos safos. Pouco depois, afinal para pouco serviam. Venha a segunda dose. Ainda os braços dos pacientes doíam da segunda picada, vai de dar-lhes a terceira, que a segunda não chegava. As máscaras, que segundo a dona Freitas, começaram por ser contraproducentes, depois passaram a indispensáveis, com a chuva de bactérias, vírus e outras porcarias expulsas pelos nossos pulmões a ser metidas neles outra vez. Muito saudável. E assim por diante. Assistimos à mutação brasileira, à britânica, à delta e a não sei mais quantas. Temos agora a omicron com acento no O, à revelia da fonética nacional. Esta veio da África do Sul. Há-de vir a das Filipinas, do Vanuatu e das Berlengas, entre outras.
A confusão é para alimentar e continuar, provavelmente até que estejamos todos meio patarecos da cabeça.
Talvez o ideal fosse esperar pela Primavera, como dantes. É só ver as curvas.
30.11.21

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