Dona Peralta, recentemente saída da obscuridade por obra e graça da “informação”, veio acrescentar ao terror uma ideia com pés e cabeça: vai ser preciso, diz ela, lançar mais impostos por causa da crise do covide.
Pois vai. Tocar na despesa pública, nem pensar (só se for para a aumentar); os funcionários, ao contrário dos demais, são sacrossantos – enquanto milhões sossobram, fiacam incólumes; as empresas, bodes expiatórios dos impostos, não podem ser aliviadas; os planos espalhafatosos do senhor Santos são intocáveis, doa a quem doer; os dinheiros da bazuca, se vieram, já estão gastos em “iniciativas” públicas. Não há problema, aumenta-se os impostos e pronto. Sabem porquê? Porque o Estado não paga impostos; os funcionários ficam na mesma; o povo, quer dizer, a fatia do povo que ainda não caiu na miséria, pagará. O grande remédio será a estatização. Até que, falido outra vez o Estado, grande especialidade de quem manda, haja alguém que ponha uma esmolinha na lata do Costa.
A Peralta é que sabe.
20.4.21

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