Respigado de um artigo publicado em 1986 no Zeit (fonte – Observador):
O estado da finanças do estado grego é motivo de preocupação. As despesas do senhor Papandreou cresceram ainda mais depressa que as do seu antecessor. Muitas firmas em dificuldades foram mantidas vivas só para evitar o crescimento do desemprego, e o Estado nacionalizou cerca de 40 empresas. Muitos que, de outra forma, teriam perdido o emprego, tornaram-se subitamente servidores do Estado. Quase metade de todos os postos de trabalho públicos foi preenchida duas vezes, sem aumento da produtividade estatal. Tais medidas são, sem sombra de dúvida, a mais cara forma de lutar contra o desemprego. Por isso, não espanta que o Estado tenha a seu cargo à volta de 50% de todos os pagamentos domésticos.
A Grécia continuaria por este caminho até aos dias de hoje, com as consequências que toda a gente conhece. Quando, finalmente, surgiu um governo que tentou começar a endireitar as coisas, foi apeado em eleições e substituído por outro cuja principal mensagem, substancialmente, consistia em querer agravar o problema, com base em demagogia esquerdista. Viu-se no que deu.
Entre nós, o que faz lembrar o texto acima? O socialismo nacional, que, com Guterres, entrou em delírio, e que, com Pinto de Sousa, perdeu definitivamente a cabeça. Sabe-se o resultado. Quando ouvimos os herdeiros desta política (coisa que nunca criticaram e cujas culpas nunca assumiram) querer agora coisas tão elementarmente estúpidas – ou demagógicas – como o relançamento da economia via consumo privado ou como a descapitalização da Segurança Social (uns seis mil milhões) para financiar… a recuperação urbana (!!!), que pensar?
Quem tiver dois dedos de testa, dirá: nunca mais! Esta gente, na versão PS, ou em versões ainda piores (PC, BE mais a série de minhocas que por aí andam), tudo socialistas, nunca mais!
Os que isto ainda não interiorizaram, que pensem dois minutos.
8.9.15

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