Esta malta das ilhas é levada da breca.
O Jardim é o que se sabe. Deve ter na parede do gabinete, em grande, um boneco do Walt Dysney: um macaco (ele próprio) com uma banana numa mão e um chicote na outra, a perseguir um coelho (o “rectângulo”).
A banana é o “portuguesismo” caloroso e desenfreado com que vai brindando o país quando lhe convém. O chicote é a berraria sobre o “colonialismo” de que “o povo madeirense tem que se libertar”, quantas vezes representado pela exigência da extinção do cargo de representante da República na Madeira. Facto é que esta ”dialética” lhe tem rendido umas boas massas e o vai fazendo passar incólume sobre ventos e marés.
Por estranho que pareça, juntou-se-lhe um ignoto fulano, Presidente do PS/M, o qual, através da mesma exigência, até pareceria ter aderido ao jardinismo. Também ele não tolera o tal representante. Acrescenta, numa lógica talvez berardiana, que quer que os “orgãos de soberania se responsabilizem pela defesa e manutenção da democracia e do estado de direito na Madeira”, e que os “poderes de soberania” da República “não se devem demitir das suas responsabilidades na região”. Entenda quem quiser. O homem quer que a chamada “república” deixe de estar representada lá no sítio. Mas, ao mesmo tempo, exige maiores responsabilidades à mesma “república”.
O Irritado adianta uma explicação para tentar compreender o pensamento do ilustre líder atlântico. No seu douto parecer, o partidosocrélfio devia retirar de lá o “representante”, substituindo-o por cinco batalhões de cavalaria que obrigassem o Jardim a ir para o exílio e os madeirenses a votar PS. Deve ser isso o que o fulano entende por “assumir as responsabilidades da “soberania”.
Às vezes é de pensar se não sairia mais barato e não nos daria menos cabo da cabeça se esta malta fizesse como a Abkásia.
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário