Tal como confirmado pela dona Maria José Morgado, afinal não houve, no “caso Casa Pia”, cabala nenhuma contra o PS.
O que há, como é evidente, é uma coisa qualquer do PS (talvez cabala talvez não sei quê) contra aquele juiz de blue jeans e t shirt que mandou engavetar o camarada Pedroso. À uma, os socialistas exprimem a sua alegria com a classificação de “erro grosseiro” atribuida á prisão do seu amigo. Desde a dona Ana Gomes ao senhor Pinto de Sousa, passando por todos os que se acotovelam para ficar na fotografia, não há quem não venha regozijar-se em público.
Sem que o caso tenha transitado em julgado, parece que o camarada Pedroso vai voltar, pleno de glória, ao Parlamento.
Não faço ideia de quem tem razão, se o juiz dos jeans, se o Pedroso, se este se aquele. Nem tal me interessa muito.
Interessante é que a lei que o caso motivou, ou seja, o aditamento do “erro grosseiro” (quem julga a grosseria do erro?, onde está a objectividade da lei?) à responsabilidade extra-contratual do Estado parece que vai render umas larguíssimas massas ao camarada Pedroso.
Não obstante, o camarada Pedroso declara que “este processo contra o Estado era um “imperativo ético”. Um imperativo ético bem rendoso, pelos vistos. Se os imperativos éticos rendessem 130 mil euros cada um (ou 500 mil, como queria o queixoso), a moral passava a ser incomportável.
António Borges de Carvalho

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