Possuídos de alto fervor monárquico, os “indignados” de Palma de Maiorca resolveram apelar ao Rei para que os ajudasse a alterar o sistema eleitoral espanhol mediante a criação de esquemas que possam tornar a coisa “autenticamente representativa e proporcional” Como? Não “descriminando nenhuma força política nem vontade social” e “onde o voto em branco e o voto nulo também tenham a sua representação no legislativo”.
Brilhante, não é? Tão brilhante, tão inteligente, que não merece comentários.
Não se vislumbra se os “indignados” são só burros, se querem o regresso à “democracia” orgânica do generalíssimo, se são adeptos da “democracia” para-proletária da república, ou se não passam de uns tipos que não querem fazer nenhum e tentam valorizar a indigência mental da sua gente e viver à custa de quem trabalha, via barulheira, parvoíces e desacatos vários.
Felizmente, parece que por cá as diligências da dona Roseta & Cª não deram, afinal, grande coisa. O problema é que, se calhar, só parece.
8.8.11
António Borges de Carvalho

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