IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MILIONARIOSINHOS

 

Uma revista qualquer resolveu publicar a lista dos milionários portugueses, um conjunto de cidadãos que muito têm feito pela vidinha, própria e dos demais.

Observemos.

A primeira coisa a saltar à vista é a pobreza relativa dos listados. Não há uma única grande fortuna que, por critérios globais, o seja. Somos pobres, até em milionários – em número e em riqueza. Poucos e com pouco dinheiro.

 

É claro que este tipo de listas causa uma onda de “justa” inveja aos servos da gleba. Os camaradas Jerónimo e Louça acham que, se se tirasse o dinheiro a esta gente, ficávamos todos ricos. Uma ideia tão estúpida como as ideologias que a sustentam.

 

Há muitos anos, dizia o Dr. Soares que, em vez de acabar com os ricos, era preciso acabar com os pobres. E acrescentava que os grupos económicos, destruídos pelo MFA e pelo PC, precisavam ressurgir, como motores da economia e da riqueza geral. É claro que a sua formação de esquerdista burguês o levou a ir dando uma no cravo outra na ferradura e, a bem do poder de que tanto gostava, esquecer-se de tais afirmações.

 

Adiante. A existência dos negregados milionários, ou do “poder económico” não é, nem um puro bem, nem o mal absoluto, como afirmam as ferozes hostes do socialismo radical.

Mal, é a existência de um Estado fraco e incompetente, incapaz de regular seja o que for. E é-o porque o Estado é parte e não árbitro e juiz, é um agente económico como qualquer outro, um grupo económico se quiserem, o maior de todos, com a diferença que perde dinheiro em vez de o ganhar.

Se o Estado, como postulam as hordas, fosse proprietário de tudo, então o mal seria absoluto.

O storyteller Tavares faz o apelo costumeiro ao poderio económico do Estado, dizendo que o que é nacionalizado é nosso. De todos. O que é de todos é de ninguém. Pior, gerido por multidões de funcionários, tem a ruína garantida.

 

O IRRITADO, que não tem dinheiro, nem nunca teve, nem é menos feliz por isso, está com o Dr. Soares doutros tempos: acha que quanto mais grupos económicos melhor, quanto mais milionários melhor. Acha que o Estado está aí para fiscalizar, regular, taxar, julgar, legislar, distribuir, etc.. Acha que o problema é o Estado ter-se demitido de tais funções (olhem o caso BPN!) e ter-se metido onde não era chamado, sendo um trabalhão dos diabos tirá-lo de lá e pô-lo a fazer o que lhe compete.

 

9.8.11

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “MILIONARIOSINHOS”

  1. Falando por mim (por vezes, falo também pelo meu canário), os últimos posts do Irritado têm sido de “caixão à cova”: Primeiro, chamou à pedra os invejosos – entre os quais admiti incluir-me – que ousam questionar certas eminências mais ou pardas; Depois, injuriou os energúmenos que – novamente, como eu – desejam mudar a actual democracia representativa, porque nem a consideram grande democracia, nem propriamente representativa; E agora, não fosse estar em dúvida o cunho liberal – embora, para certas coisas, surpreendentemente conservador – deste blog, faz a apologia dos multimilionários, como barómetro da saúde de uma sociedade. Sim, porque não falamos de milionários – falamos de MULTImilionários. Como é óbvio, na “cartilha” do Irritado são todos grandes empreendedores, os verdadeiros dínamos de uma sociedade de pacóvios apáticos. Temos os caixas de supermercado (no fundo, todos nós), e temos o Sr. Belmiro (o empreendedor iluminado). O que seria dos caixas, o que seria de nós, sem o Sr. Belmiro – ou o Sr. Amorim, ou o Sr. Mota, ou o Sr. Salgado? Provavelmente andaríamos aos caixotes, em vez de irmos ao Continente. E como não haveria nada nos caixotes, pois seríamos todos desempregados e andrajosos, a situação seria ainda mais negra. É verdade que o Estado não regula nada, é sim senhor. Mas por que será? Incompetência? Desleixo? Talvez os nossos multimilionários tenham outra explicação – afinal, parecem dar-se muito bem, com a regulação actual. ———————— Julgava eu, que a “saúde” duma sociedade se media não pela fortuna dos mais ricos, mas pelo fosso entre os mais ricos e os mais pobres; pelo fosso entre os “gestores” e os trabalhadores; pelo fosso entre as largas dezenas de milhares de empreendedores em Portugal que vivem na corda bamba, e as poucas dezenas/centenas que acumulam riquezas e negócios da China. Afinal, na CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA é que está o caminho. Muito me enganava.

    1. A “saúde” duma sociedade é assim parametrizada: pelo “fosso” que refere, também pelos serviços sociais disponibilizados (saúde, educação,…) e, sobretudo, pela sua “matriz cultural”.Aqui, a nossa “matriz” é a indicada pelo Irritado “CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA”.

  2. Quem disse?Por trás de uma fortuna há sempre um crime!

    1. Não me diga!!!Por trás de “uma fortuna” há sempre um crime?Aleluia! Aleluia!O tecelão reconhece que o socrates e o vara conseguiram… “uma fortuna”!!!

      1. Alem de ignorante és um réles provocador,não abanes as orelhas,podes perder peças!!!

        1. Ó daniel, tenho a estranha sensação de te conhecer. Não és, ou foste, meu “chefe”…?

  3. O exemplo do país com a maior divida do planeta.Na América do bronzeado obama, 80% da população detém 15% de toda a riqueza do país. Não fosse a maquinaria de guerra que possuem e já tinha sido declarada a banca rota, pelos camaradas da moodys and poors

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