Presença habitual no jornal de “referência” da esquerda portuguesa, dito “Público” sendo privado, um senhor Tavares brinda-nos hoje com uma arenga qualquer sobre uns livros que encontrou em Itália, numa livraria qualquer. O assunto do escrito talvez mereça comentários, mas não é o que me traz.
O homem classifica-se como “historiador”, nunca tendo passado pela cabeça do IRRITADO pôr em causa tal dita e tão honrosa alegação.
No entanto – o diabo está nos detalhes – o nosso homem, no meio das suas opiniões insere uma frase que o põe de rastos. A saber: um livro que encontrou na tal loja tinha na capa o brazão dos Filipes, o qual ostentava “pasme-se, as quinas portuguesas“. Assim. Poderia tal pasmo tolerar-se a qualquer cidadão que se não intitulasse historiador. Mas, num tipo como o tal Tavares, é de cabo esquadra. Pasme-se: como é que um historiador não sabe que, dos quatro costados de Filipe II de Espanha, três eram portugueses? Nem que o seu paizinho, dito Carlos V, andava bem perto disso.
Onde quer que o senhor Tavares encontre Habsburgos, Carlos ou Filipes, encontra armas portuguesas. Dê umas voltas por aí, vá ao Escorial, vá a Bruges, dê uma voltas.
Donde se conclui que o senhor Tavares não só não é historiador nenhum, como é raso de ignorância em relação a coisinhas que qualquer aluno do nono ano é capaz de comhecer.
A título de esclarecimento, acresente-se que, ao referir esta história, nada de “nacionalista” ou “patriótico” move o IRRITADO. O problema é que se irrita com gente da “estatura” deste tipo de tavares.
23.1.18

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