IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PARVOÍCE

 

Ontem, a distinta RTP1 brindou-nos com um esquema informático destinado a dar ao indígena a oportunidade de expressar “democraticamente” a sua opinião sobre o ingente problema de dar ou não dar aos meninos/as de dezasseis anos o direito potestaivo de mudar de “identidade de género” quando muito bem lhes apetecer, sendo os respectivos pais alvo de perseguição pelo Estado caso se oponham à decisão da criança.

O tal sistema corporizava-se num “site” chamado Paxvoice. Não consegui ler outra coisa que não fosse parvoíce, palavra bem mais adequada às questões em discussão. No entanto, os resultados da votação (não votei) foram esclarecedores: 82% contra, 18% a favor. Partindo do princípio que a “comunidade” GLBTMGAPXI+54 votou em massa a favor, ficamos com a noção da importância do problema para a sociedade em geral, isto é, concluímos que a esmagadora maioria das pessoas é contra e que as propostas de leis do do BE e do PS não passam de um disparate que nada tem a ver com a sociedade, antes são uma espécie de iniciativa guevarista para a mudar à força.

Peroravam, de um lado, duas senhoras, uma mais moderada, deputada do BE, a defender a cartilha do pensamento abaixo da cintura, outra, secretária de estado da geringonça, bem mais radical, à beira da histeria, a meter num chinelo a primeira, assim esclarecendo as pessoas sobre o estado do Estado, ou seja, do PS.

Do outro lado, um especialista em matéria de GLBTMGAPXI+54, munido de longa experiência no tratamento das respectivas disfunções, tentava pôr as coisas no são, sendo sistemáticamente interrompido pela locutora de serviço e provocando uma gritaria dos diabos da parte da chamada “governante”, que cruzava e descruzava a triste perna, numa espécie de delirium tremens. Havia também, do lado do juizo, uma ilustre jurista cuja preocupação maior era o facto de os projectos de lei em causa se limitarem aos géneros masculino e feminino, deixando de fora as outras letras. Eu, que até gosto dela, não percebi a intenção, mas enfim.

Há uma forma de tratar malformações, congénitas ou adquiridas, perturbações da personalidade, traumas psicológicos ou psiquiátricos, inadequações ao que é comum. São questões a ser tratadas com atenção pelo SNS. Compreendo o sofrimento de muita gente atingida, mas não é o mesmo que se passa com quem está doente, nasceu coxo ou ficou sem uma perna num acidente? Todos sofrem, todos têm o direiro a ser tratados, mas nenhum tem o direito de se auto-privilegiar, muito menos contra a sociedade que lhes oferece tratamento e apoio sanitário. O que passa disto é política no mais rasca e ordinário dos sentidos.

Quando se chega ao ponto de pôr meninos/as a decidir se hão-de implantar pilinhas ou abrir fendas sem opinião e ordem médica, psicológica e psiquiátrica, só porque lhes apetece, e se põe o Estado a perseguir criminalmente os pais que se opõem, entramos num mundo que nada tem a ver com o mundo do direito e da razão, submetido que fica à ditadura de pacotilhas radicais, de Catarinas e outras esquerdoidas, como a espernéfica secretária de Estado.

E ainda há quem diga que, na sua versão XXI, não há fascismo em Portugal.

 

10.10.17    



5 respostas a “PARVOÍCE”

  1. «…versão XXI…»?!!?Sr antónio (isso mesmo: letra do seu tamanho), continua a confirmar a minha certeza de há longo tempo: o sr é um “recadeiro”. Na verdade, este texto representa o seu “estilo”, pese embora longe do seu estilo!

    1. V. tem-se em alta conta! Não, o XXI não era o nóvel anónimo, era o século!!!

      1. Etá enganado…!!!Quem tem “…alta conta…”, quiçá com “rifas”, é o sr antónio (se quiser, “recadeiro”). Não, (…) o século “XXI”!!!

  2. Avatar de Fernando Ribeiro
    Fernando Ribeiro

    A iniciativa socialista-bloquista de implantar pirilaus nas meninas e vaginas nos mininos é, além de ridícula, de uma cretinice a toda a prova que só qualifica os seus autores.Grupos nojentos que proliferam por todo o lado E fazem.no, dizem eles, em nome da arte.Gente sem vergonhaGente provocadoraGente reles

  3. Meu Caro, Embora esteja de acordo com o que diz, acho que, para seu bem, nem percebeu o tema! O tema é muito mais “profundo” que isso.É permitir que, sem “pilinha” ou sem “fenda”, possa constar do Cartão de Cidadão o sexo que sentimos ter/ser em determinado momento, ainda que menores. Ora, o está então em causa é fazer constar de um cartão oficial uma falsidade. Repare-se que o que contêm os CC são características distintivas. Isto é, tenho uma determinada cara, que me distingue dos outros, tenho uma determinada altura, que também me distingue, uma impressão digital e um sexo. Tudo características distintivas. Como consequência dessa distinção determinada pessoa pode ser identificada. Em Portugal e em toda a comunidade europeia. Mas, um passaporte também é feito com base nessa distinção. Ora, temos como consequência que, existindo um qualquer problema de ordem jurídica com essa pessoa, em Portugal, mas principalmente no estrangeiro (porque em Portugal conhecemos esse “pormenor”), suscitar-se-ão dúvidas sobre a identidade dessa pessoa. Acrescento que, aplicando-se o mesmíssimo raciocínio que foi transmitido naquele programa, um anão poder-se-á sentir diminuído, marginalizado, amesquinhado, pelo facto de do seu Cartão de Cidadão constar que tem um metro e dez… E, assim sendo, ao abrigo do princípio da igualdade, dever-lhe ia ser possível colocar, por exemplo, um metro e oitenta. Também a fotografia de alguém, com menos atributos, poderá ter o mesmo condão. E, o próprio nome (e todos sabemos como isso é importante) discrimina. Bem vistas as coisas, e quando fizermos todo o percurso, seremos aquilo que há muito começámos a ser. Apenas um número.

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