IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PARABÉNS À GUARDA

 

Na Guarda, há um empresário que contratou o arquitecto Frank Ghery para projectar o alargamento de um empreendimento turístico.

Parece que a respectiva Câmara Municipal ficou toda contente.

O contrato celebrado com o referido arquitecto devia ser esfregado no focinho dos que chamaram nomes a Santana Lopes por querer utilizar os serviços do autor do museu de Bilbau para o projecto do Parque Mayer, devia ser esfregado na cara dos inúmeros paspalhões que, há anos e anos, condenam o Parque Mayer a ficar na mesma, devia ser esfregado na tromba dos adeptos da “transparência” e do “serviço público” que, há anos e anos, mantêm a vergonhosa vergonha dos terrenos da Feira Popular entregues às ratazanas.

 

Parabéns à Guarda!

 

30.8.11

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “PARABÉNS À GUARDA”

  1. O Irritado menciona duas palavras mágicas, que quase passam despercebidas: UM EMPRESÁRIO. Ou seja, UM EMPRESÁRIO, que é como quem diz, UM PRIVADO, decidiu contratar os chorudos préstimos do Sr. Gehry para lhe fazer um hotel/spa de 5 estrelas, mais um museu, etc. Terá provavelmente incentivos da autarquia, mas presume-se que o investimento é DELE. Ora, sendo assim, maravilha: ganha ele, pois fica com um belo hotel/spa, e ganha a Guarda, pois ninguém duvida da competência do Sr. Gehry. (não que a Guarda precisasse, pois já tem as obras do Sr. Pinto de Sousa, mas isso é outra história) ———- Já o Sr. Santana Lopes só investe dinheiro DOS OUTROS, que é como quem diz, dos CONTRIBUINTES. Num país falido, e sendo Lisboa a Câmara mais endividada do país, julgo que a lógica será ligeiramente diferente. O investimento seria rentável a médio/longo prazo? Não sei. Sei que na altura pareceu, e ainda parece, um desvario de gente habituada a gastar o que não tem. Gente que compra, por exemplo, um Audi A8 4.2 V8 Tipronic Quattro, blindado, com 100.000 euros (em 2003) dos nossos impostos. Sim, Irritado, dos seus também. Ainda que, neste caso, tenha certamente contribuído com muita empatia e satisfação.

    1. Na “mouche”!Na verdade tem sido este “por-maior” (por contraponto a “por-menor”) que nos conduziu, desde 1988, à nossa “brilhante” situação económico/financeira actual: a falsa dicotomia publico/privado do panorama português.

      1. Na verdade, nesta dicotomia, é assim que os Deputados/Advogados (funcionários públicos na verdadeira acepção) exercem a função (privada) de Advogados: Aqui a “lei” é diferente para o pedreiro que trabalha, por exemplo, numa Câmara Municipal e, embora licenciado em Direito, não pode ser Advogado porque há “incompatibilidade de interesses (publico e privado)!É também assim que os médicos podem exercer, em simultâneo, a actividade no público e no privado sem (dizem eles) qualquer “colisão de interesses” (alguém acredita que se a saúde publica tivesse resposta na hora, haveria procura no privado?). É também por isso que ser “EX” Ministro vale muito no “sector privado”!E quanto à Justiça? Que dizer da migração Magistratura para a política, e vice-versa?É por estas e por outras que a dicotomia público/privado, em Portugal, é demasiado “produtiva” … para alguns (que estranhamente o “povo” ainda lhes concedem o… poder – estranha forma de pronunciar o “f”!!!).

  2. Não á a primeira vez que o irritado quando lhe convem,confunde deliberadamente a feira de Borba com o olho do cu.Pensando que os outros são todos parvos.Santana nunca não prestou as devidas contas sobre a treta do parque Mayer.Fede a golpada da gorda.Esturrou uma pipa de massa com o arquitecto,a troca dos terrenos era trafulhice,e o que se viu foi abrir um casino em Lisboa.Grande Santa!Santana na misericordia,já!!!

    1. Caro TecelãoQuanto ao olho do cu, o problema é seu.Quanto ao Santana (isto é para si e para os demais), foi um autarca com visão de futuro e opções estratégicas, coisa de que tanto se fala e ninguém sabe o que é. Aí está o túnal do Marquês, que tanta oposição teve, a demonstrar o que é ter a tal visão.Olhe o exemplo de Bilbau, uma cidadeca a que ninguém ligava bóia e que hoje recebe milhões de visitantes… por causa do museu do senhor Ghery, construção entusiasticamente apoiada pela população, pelas empresas çocais, pela câmara, pelo governo regional (por lá não há sampaios!)! Se, no Parque Mayer, pago pelo casino, se realizasse um projecto com o mesmo rasgo, que se passaria com Lisboa?Não fora as rasteiras do PS & Cª, mais as atrapalhações do sucessor de Santana, a estas horas o Parque era uma esplendorosa realidade, os terrenos da Feira Popular, em vez do pardieiro que são, seriam mais um local para os lisboetas terem prazer e orgulho em viver e por lá passar.O resto, mau caro, são cantigas, invejas, pequenas e grandes traições, amor à guerra política, ódio a quem realiza alguma coisa, isto é, o nosso habitual e salazarento “fadismo”.

      1. Francamente, Irritado, nem parece seu. Então os visitantes do Museu Gugghenheim de Bilbao só lá vão ver as paredes, o recheio não tem nada a ver com isso? Devíamos enviar um email aos responsáveis: andam a estourar tempo e dinheiro em colecções e exposições, quando bastava venderem postais do edifício. E no nosso Parque Mayer, além da arquitectura, a malta via o quê? As parolices do Sr. La Féria? Seria bom tê-lo? Claro que sim! Mas o Sr. Santana nunca ouviu dizer que não há dinheiro, não há palhaços? —————- Nota final: e o Audizito blindado, era também para atrair turistas? Fraca ideia – os turistas também os têm (embora talvez não blindados, admito). Só que, geralmente, pagam-nos do bolso DELES.

      2. Sempre que os defensores de Santana a ele se referem,lá vem o estafado tunel do marquês,não há mais nada a atribuir á criatura,a não ser as gordas contas que deixou para pagar.Bilbau era uma cidade degradada com um estaleiro naval plantado no meio,não é o caso de Lisboa.Não se esforce a justificar a megalomania de Lopes!!!

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