IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA EFICÁCIA DAS INSTITUIÇÕES

 

Não há bicho careta que não se queixe, e com toda a razão, da ineficácia da Justiça e dos inaceitáveis tempos que leva a tomar qualquer decisão. Dizem os teóricos, impantes de sapiência mas com toda a razão que uma Justiça lenta não é justiça nenhuma.

Só a Justiça? Não!

Vejam como funcionam as instituições tão gloriosamente fundadas, ou tomadas, pelo PS.

A Autoridade da Concorrência, nosso emérito “regulador” da dita, levou nada menos que sete anos para… mandar arquivar uma queixa! Não interessa de quem era a queixa, nem contra quem, nem nada. Interessante seria saber quais as investigações, as diligências, as cooperações internacionais, as acareações, os documentos, os interrogatórios, tudo o que levou a que aquela gente levasse sete anos a “julgar” a queixa de alguém contra alguém, bem como os fundamentos de uma demora de sete anos.

Ou então, sendo mal intencionados, poderíamos perguntar quantas reuniões, quantas senhas de presença, quantas viagens, quantas ajudas de custo, quantas horas extraordinárias, quantos contratos de outsourcing, quantos pareceres, etc., foram precisos para se chegar ao arquivamento, ou seja, à conclusão que nada valeu a pena.

A verdade é que, se fôssemos por este caminho, se calhar era mais fácil , ainda que mal intencionado, perceber o mistério dos sete anos!    

 

30.8.11

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “DA EFICÁCIA DAS INSTITUIÇÕES”

  1. Peço desculpa, por vezes perco-me entre tantas entidades públicas, por serem todas tão activas e úteis: a “Autoridade da Concorrência” é aquela que nos afiança não existir qualquer CARTEL de gasolineiras? É aquela presidida pelo Sr. Manuel Sebastião, ex-Administrador do Banco Portugal (que tão gradas, bem sucedidas, e insuspeitas figuras já nos deu), ex-Administrador da Banca (idem, idem), colaborador do FMI (idem, idem), e director da Ordem dos Economistas (idem, idem)? Aquele senhor que intermediou certo negócio imobiliário entre o ex-Ministro (hoje docente/entertainer) Manuel Pinho e o BES, sem contrato, que malta-séria-não-precisa-de-contratos? E o Irritado, se bem entendi, irrita-se com os sete anos até este arquivamento? Até critica as «reuniões, senhas de presença, viagens, ajudas de custo, horas extraordinárias» dos envolvidos? Bom, não sei o que dizer. Os sete anos parecem-me um cubo de gelo, face ao imenso iceberg que haveria a comentar; e questionar os honorários de certos ases da política e da “gestão”, aprendi eu neste blog, é matéria para invejosos e ressabiados.

    1. O tal Sebastião já devia ter ido para casa há muito tempo.Quanto à sua observação, é certo que há inúmeros “gestores” públicos que ganham fortunas e só arranjam prejuízos. Também deviam ir para casa : se fossem para a privada, dando raia… iam à vida. Na pública, limitam-se a esperar que o Estado (nós) ponha o que falta.Quanto à sua última observação, a minha “teoria” é que a tal proclamada “transparência” só serve para deitar poeira nos olhos do pessoal. Os trafulhas não são condenados pelas trafulhices que fazem, os homens de bem, tidos à priori por trafulhas, são escrutinados na sua vida privada.Repito, os fins não justificam os meios, ou estes meios. A não ser que o que se pretenda seja evitar que as pessoas de bem vão para a política e lhe dêm alguma nobreza.

      1. Caro Irritado, a meu ver, num mundo perfeito: – não haveriam trafulhas. – publicar bens e contas bancárias dos eleitos seria saudável, mas desnecessário. – os polícias, advogados e juízes teriam de arranjar outra profissão. No nosso mundo, e em particular no nosso país: – os trafulhas são mais que muitos. – publicar bens e contas bancárias dos eleitos é essencial, preventivo, e talvez lhes dê alguma vergonha na cara. – os polícias, advogados e juízes precisam de levar uma grande volta. Isto evita que as pessoas de bem vão para a política? Porquê? As pessoas de bem têm algo a esconder? Sobre nós, essa canalha sabe o que quiser, quando quiser. Tudo o que equilibre a balança, ainda que ligeiramente, é bem-vindo.

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