O palhacito que o Putin lá pôs e que se diz (formalmente, é) presidente da Federação Russa descobriu uma prática que vai fazer escola na diplomacia e no direito internacional.
Declarou, majestáticamente, que não reconhece o seu homólogo da Geórgia.
Quer dizer, a qualidade de presidente de uma república deixa de depender da lisura das eleições, do reconhecimento popular, da investidura parlamentar, da conformidade constitucional. Passa a ser privilégio dos seus pares estrangeiros, a começar pelo russo.
Registe-se para memória futura.
António Borges de Carvalho

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