Parece que o/a escrevinhador/a de discursos do nosso inigualável primeiro ministro teve um rebate qualquer, ou estará em confinamento profilático e foi substituído por um tipo menos burro.
(Não pus o “/a” no confinamento, nem no profilático, porque – julgo eu – a Catarina e seus congéneres do PS ainda não se lembraram de tal coisa. Lá chegaremos.)
Adiante. Na sua mui douta mensagem de Natal, o inenarrável comunicador de São Bento absteve-se dos auto-elogios do costume e até, ó espanto, disse que tinha cometido “alguns” erros. Mais ainda: imagine-se, não disse que a culpa de tais erros é do Passos Coelho. Neste último caso, note-se, tenho a impressão que o animalóide que é secretário de estado da educação deverá demitir-se por ter sido contrariado pelo chefe. O próprio Centeno deve ter estremecido de indignação pelo esquecimento do seu guru em relação às culpas, será que não sabe que isso de erros é exclusivo da “direita”? Imperdoável.
Verdade é que, com uma esmerada técnica de leitura, entoação, gesto, expressão facial, compreensibilidade fonética, sem estropiar palavras ou cortá-las ao meio, o homem deu largas a desconhecidos dotes histriónicos. Convicto, “assertivo” e entendível. É claro que não disse nada, nem de novo nem de especialmente inteligente ou interessante, mas, que diabo, temos de reconhecer que – talvez por mor de lições recebidas da profissional Catarina – se esmerou esforçadamente.
Como podem ver os meus críticos, apesar da conhecida antipatia do IRRITADO em relação ao Costa em particular e ao socialismo em geral, é capaz de elogiar a criatura quando ela merece.
Por outro lado, há que dar os parabéns ao/à speach wirtter, ao/à professor/a de leitura e aos/às actores/rizes que assessoraram o trafulha neste Natal.
26.12.20

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