IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • E AGORA?

     

    O vencedor das últimas eleições legislativas tinha, em programa eleitoral, prometido uma “recuperação de rendimenos” faseada e de acordo com a evolução da produtividade e da economia, estando esta, como a generalidade dos indicadores, no bom caminho.

    Sabe-se como o poder político foi usurpado, de forma tão legal quanto imoral, pelo candidato vencido. As promessas do vencedor não viram a luz do dia.

    Passados três anos da súbita, brutal e propagandística “devolução de rendimentos”, os respectivos letais efeitos começam a manifestar-se. “Não há dinheiro”, é a resposta do chefe da geringonça às exigências dos bandos de privilegiados que, na compra de eleitores, criou. Sabe-se à custa de quê: do SNS, da Educação, da defesa, da protecção civil, do investimento, etc., etc.. Apesar dos tempos de vacas menos magras que o turismo e as exportações proporcinaram, o dinheiro acabou-se na mesma, isto sem que qualquer reforma digna desse nome tivesse tido lugar.

    Entretanto, o sistema foi capturado pelas hordas reivindicativas do costume. Têm elas uma certa razão, já que lhes foram feitas promessas sem sentido nem cobertura financeira. O governo não tem palavra, nem pode ter, só propaganda. Nesta altura, acabou por, finalmente, ter que lhes comunicar o que o bom senso há muito vinha anunciando: “não há dinheiro”.

    É claro que o funanbulismo bacoco do chamado primeiro-ministro vai arranjar uma série de catracas orçamentais para dar de beber aos seus sequiosos parceiros, adiando as coisas para 2019, ou seja, empurrando a girândola final com a barriga.

    Mas, mesmo sem dinheiro, a farra continua. Dois exemplos:

    1. Segundo o governo, só nos primeiros seis meses de 2018, analisados que foram 70% dos organismos públicos, progrediram na carreira 344 mil funcionários, aos quais a “mudança de letra” está já a ser paga. Extrapolando estes números teremos, durante o ano, cerca de um milhão de “progredidos”. E, atenção, o estudo não contou com as autarquias! Nada tenho contra a progressão de cada um, mas pergunto de onde virá o dinheirinho, certo de que não vem, nem da produtividade, nem da economia, nem do céu.
    2. Segundo a Exmª Senhora dona Fátima Fonseca, que parece tratar destes assuntos, no sector empresarial do Estado já foi contemplada com progressãos a módica percentagem de 60% dos respectivos funcionários, o que, nas contas da mesma Senhora, soma 66 mil. Aqui, falta ainda contemplar uns 44 mil.Continuo a achar bem e a fazer a mesma pergunta.

    Por estas e por outras (despesas não suportáveis) é que a dívida não pára de aumentar e que o triste governo diz que “o dinheiro não dá para tudo”. Enquanto deu, foi um festim. E agora?

     

    24.7.18

  • O QUE ACONTECEU

     

    Um conhecido economista do PS publicou um estudo sobre a situação da ADSE, onde, em resumo, diz que o sistema está falido e que só se safará com injecções de dinheiro do orçamento ou com aumento das quotas. Bonito.

    Nos tempos do governo legítimo as quotas foram aumentadas. Um clamor sem fim se ergueu contra tal medida, fruto do “neoliberalismo”, da “economia de casino”, do “desprezo do governo pelas pessoas”, etc.. Um dos argumentos brandidos pelos protestantes tinha a ver com os resultados positivos que o sistema apresentava. Aumentadas as quotas, tais resultados aumentariam sem que, em tais, tão doutas e tão avant la lettre geringonciais opiniões, melhorassem os serviços. Facto é que os serviços não sofreram qualquer abanão e que a ADSE continuou no azul.

    O que terá acontecido para, sem mais nem menos, um autorizado “agente técnico” do PS vir reconhecer que a coisa está pelas ruas da amargura? Deixo a resposta para quem a souber dar, se é que há resposta “confessável”. Por mim, a resposta é só uma: aconteceu a geringonça.

     

    24.7.18

  • DO GERINGONCIAL CRESCIMENTO

     

    Em vez de ser o motor da economia, como, em tempos, diziam o Centeno, o PS e a geringonça, o consumo privado é um dos carrascos dela. É certo que o consumo subiu, mas o crédito que para tal foi preciso subiu ainda mais. E a poupança… nicles.

    Com a economia a ter um crescimento miserável, não se vislumbra qualquer hipótese de que o galopante endividamento, estatal e privado, venha a ter condições para ser honrado. Resultado, o tal milagroso consumo está a levar a economia mais para o fundo, ao contrário das teorias oficiais. Um veneno, como alguém lhe chamou. O investimento, por seu lado, é o mais baixo de todos os dos nossos parceiros, e 25% menos que o médio da UE.

    Auxiliado pelo turismo, pelo crescimento dos clientes externos, pelo trabalho dos exportadores, o país, na mão da geringonça, não avançou um milímetro em termos económicos. Isto, ao mesmo tempo que as condições externas se agravam e os serviços públicos sossobram. A educação num evidente caos, a saúde, crivada de dívidas, mete água por todas as frinchas e tem menos investimento que no mais negro tempo da terrível troica, para só citar dois exemplos.

    O emprego subiu mais que o crescimento, o que quer dizer que perdeu competitividade e que os salários baixaram.

    Tudo isto, está, ou devia estar, debaixo do nariz de toda a gente. Mas as mentiras da geringonça continuam a ser repetidas, ao ponto de haver muito quem nelas acredite.

    É o que acontece, sem excepção, nos países governados pela esquerda. Até que o dinheiro se acabe outra vez. Diz-se que o Centeno já deu por isso, mas parece que vale mais aldrabar do que assumir.

     

    23.7.18

     

     

  • PINHOADAS

     

    Ainda mexe a história das declarações do Pinho na Assembleia. Não sei o que pensar, já que não há, na novela, ninguém que se safe.

    O Pinho, dizem, foi arrogante, malcriado, escorregadio, etc.,. Acredito, ainda que desta vez não tenha chamado cornudo a ninguém. Não respondeu às perguntas que lhe fizeram. Não ligou à calamitosa argumentação da esquerdoida Mortágua I, nem às de uma data senhoras e senhores, sequiosos de saber “coisas”. O advogado do Pinho espraiou-se em aleivosias de “jurismo” circense e dilatório, o que não honra nem a profissão nem a justiça. A Assembleia meteu a pata na poça ao aceitar as condições que o fulano impôs para lá ir: respondia ao tema da comissão (as rendas de electricidade) e a mais nada. Os deputados comprometeram-se, aceitando tais limites. Depois, borrifaram nos limites. Palavra desonrada. O inacreditável Marques Mendes acha que os deputados não deviam ter aceite as exigências do fulano mas que o fulano devia ter respondido ao que os deputados se tinham comprometido a não perguntar.

    Quais rendas excessivas, qual missão da comissão, qual carapuça! Ninguém estava interessado em tal coisa, o que queriam era saber se o homem confessava que tinha andado a cobrar milhões ao Salgado enquanto era ministro. Eu Isso era bem mais sexy que a peregrina história das rendas. Só que não só estava fora da ordem de trabalhos, como prometido pelos honestos parlamentares: havia compromisso prévio de não fazer perguntas chatas.

    A Justiça colaborou activamente na pessegada. O Pinho era arguido num dia e não arguido no outro, os juízes andavam em mudanças diferentes, o que dava para inchar a confusão. Até parece que foi de propósito.

    Enfim, mais uma vergonha para esta III República, onde graça a corrupção, a mentira, a palavra desonrada, a Justiça transformada em patacoada.

    No fundo, nem o não respeitável Pinho (“filho” político do Sócrates, e económico da EDP e do Salgado, como tantos outros que por aí vicejam) saíu mal da refrega, mas os deputados, o Parlamento, a Justiça, não se sairam melhor. E, como é habitual e emblemático na era da geringonça, ninguém é culpado nem responsável por coisa nenhuma, ninguém pede desculpa, saem todos pela porta grande, como se nada se tivesse passado.

     

    23.07.18

  • NA TERRA DOS FESTIVAIS

     

    Assistimos, de há meses a esta parte, a uma chusma de festivais de “música”, ajuntamentos que primam pela barulheira, infernal para uns, celestial para multidões sedentas de “cultura”.

    Tudo bem. Há muito quem goste e está no seu direito de se meter na multidão e passar umas horas aos pulos e a beber umas bejecas.

    O Estado socialista vigia estas coisas, com polícias e verbas, a fim de manter a ordem pública. E, para nosso bem, vigia outras mais do que isso. Segundo notícias frescas, num festival qualquer, tal Estado vai ocupar-se com a fiscalização da pureza das drogas consumidas, pelos vistos em quantidades industriais e facilmente detectáveis. Assim, imagino, preocupados com a saúde pública, uns agentes especilizados no controle da qualidade dos produtos em circulação na turba, dirigir-se-á aos dealers, e dirá: caro cidadão, faça o favor de emprestar uns gramas do seu produto, a fim de procedermos ao respectivo controle de qualidade. Os dealers, conscientes das suas responsabilidades sociais, entregarão amostras aleatórias. Os agentes, munidos da necessária parafrenália técnica, analizarão os pós ou as pastilhas e, caso tenham a indispensável pureza, cumprimentarão os cidadãos envolvidos e mandá-los-ão em paz. Caso contrário, é de pensar que emitirão um certificado de contraordenação, com multa a pagar, no Multinbanco, com desconto caso satisfeita nas próximas 48 horas. No que diz respeito aos consumidores encontrados com sinais exteriores de consumo de pastilhas, pozes, ou outros suportes, o procedimento será da mesma natureza. Recolhida a amostra, se houver pureza, serão os consumidores avisados dos eventuais malefícios de tais práticas, e ser-lhes-á entregue um panfleto do ministério da saúde, elaborado por um grupo de trabalho formado por médicos e psicólogos, cuja leitura será indispensável para a consciencialização dos consumidores. Caso os produtos não apresentem, nas devidas percentagens, a pureza determindada por 32 ordens da UE e pelo relatório do grupo de trabalho, então os cidadãos envolvidos serão avisados dos perigos a que se sujeitam e ser-lhes-á solicitado que entreguem as doses impuras que têm no bolso. Se não quiserem entergar serão aconselhados a fazê-lo num próxima oportunidade.

    Daqui se conclui que o Estado está preocupado, não com o tráfico e consumo de drogas, mas com a respectiva “qualidade”. Tal preocupação, eventualmente sugerida pelo BE e carinhosamente adoptada – por unanimidade – pela geringonça, é sinal do ingente progresso civilzacional em que estamos envolvidos e empenhados.

    Um descanso.

     

    19.7.18          

     

    ET. Sejamos justos. Chegou-me uma notícia que esclarece um pouco o assunto. Parece que há uma alternativa: que os consumidores se dirijam, respeitosamente, aos agentes técnicos de análises e lhes mostrem os produtos que levam no bolso, a fim de se ajuizar da sua qualidade. Está mesmo a ver-se, não está?  

  • HOMENAGEM

     

    A drª Teodora Cardoso declarou que, se a nomeassem fosse para o que fosse por haver um lugar vago nas quotas para mulheres, se sentiria humilhada e não aceitaria.

    É um dos sinais dos tempos, este tipo de demagogia pseudo-justificada pela “justiça” e pela “igualdade”. Pura ofensa. Que maior indignidade que a de uma mulher que aceita subir na vida, não por mérito próprio mas por imposição das quotas? Num mundo em que, cada vez mais, há mulheres que se impõem pela qualidade das tarefas em que são competentes, e ainda bem, como é que as há que, tendo skills profissionais indiscutíveis, aceitam poder ser confundidas com outras, que lá chegam por “ordem administrativa”, imposta via quotas?

    Pela sua corajosa atitude de grande Senhora e por este ataque ao politicamente correcto, a drª Teodora merece a homenagem e o respeito do IRRITADO

     

    16.7.18  

  • RETRÓGRADO, MASOQUISTA E PSICOPATA

     

    É o que eu sou. Pelo menos segundo a classificação de uma fulana do PS, ao que se diz adjunta de um adjunto qualquer num ministério qualquer da geringonça, que adjuntou tais epítetos aos seus camaradas que votaram contra a abolição das corridas de touros. A ignorante raparigueta (dizem que tem 25 anos), é membro da JS, agrupamento de atrasados mentais que, tão novos, já se acham socialistas. Juventude perdida!

    Ela, coitada, achava que os deputados do PS eram inteligentes. Erro. Dada a posição de uma dúzia deles, passou a achar que a inteligência de tal dúzia é “menor”. Já não é erro, é pura alarvidade, falta de educação e totalitarismo de taberna.

    Esta malta do BE que viceja nas hostes do Costa classifica a opinião de cada um como “menor, masoquista(!?) e psicopata”. Não faz a coisa por menos. É típico da mentalidade destes donos da verdade, da moral, coisas que, na sua ínvia versão, impõem aos demais, sob pena de estupidez, senão de fascismo, nazismo, falocracia, marialvismo e outros adjectivos da ordem esquerdista. É a “moral” do politicamente correcto que, com a paternal ajuda do Costa, impera por aí e penetra no PS, com ameaça de obrigatoriedade e prática de censura e inquisitoriais condenações.

    Como devem calcular, não tenho nenhuma espécie de consideração política por deputados do PS. Mas, no caso vertente, estou de acordo com os que contribuiram para parar (por quanto tempo?) mais esta investida do labrego do PAN e das suas parceiras do BE.

     

    15.7.18

  • OS PAPALVOS

     

    Anda meio mundo entusiasmado com as bocas do chamado ministro dos negócios estrangeiros, antigo trauliteiro do PS e consumado espertalhão. Sem mais nem menos, aparece a defender a NATO e a UE e, ao mesmo tempo, a geringonça. E faz tratos de polé para demonstrar que são tão compatíveis como Deus e os anjos.

    Os mais conhecidos papalvos da nossa praça ficaram ancantados. Afinal, o poder dos amigos do PS, parceiros na geringonça, não é tanto quanto temiam. Os esquerdófilos do PS também estão em queda, como demonstram as sábias palavras do senhor.  De tal maneira que o Santos Silva os veio avisar que, ou comem a NATO, a UE, o euro, etc. com batatas, ou arriscam-se a ficar de fora para a próxima. Os papalvos, que insistem em ter esperança, contemplam as páginas do jornal, ouvem os comentaristas da TV, e pensam: porreiro pá, afinal o PS do antigamente, o PS do Mário Soares, ainda existe.

    Parece que deu a esta gente um ataque de ingenuidade, aprestando-se a saudar com entusiasmo as novidades da parceria anunciadas pelo Silva.

    Há muitos anos, a minha pobre mãe disse-me, com ridente entusiasmo: sabes, filho, disseram-me na igreja que o dr. Soares se converteu ao catolicismo. Que bom! O poder da propaganda chega onde menos se espera… lá se foi mais um voto, pensei eu, e deixei a senhora entregue às suas ilusões.

    Pouco mudou. O Silva veio dizer que os camaradas da geringonça, ou se convertem ou vão para a rua. Sabe ele tão bem como eu sabia que “conversão” de Mário Soares, que uma aldrabice, cientificamente colocada, faz diferença nos votos. E sabe de ciência certa que os camaradas da geringonça não mudarão um vírgula porque sabem que o PS precisa deles como de pão para a boca.

    “Informados” e descansados pelo Silva, os papalvos que hesitavam votar PS, como são papalvos (há-os por toda a parte) ficarão descansados. O PS vai meter na ordem a comunagem!

    Só que o que o Silva veio dizer foi que a geringonça, tal como é, continuará em beleza a arruinar o país, aconteça o que acontecer nas eleições. Quer dizer: muito, pouco, ou nada afastará o PS do seu único propósito político: ter, e manter, o poder.

    Os papalvos ouvem o que querem ouvir. Ilusões de sacristia.

     

    13.7.18

  • INQUIETANTE AUSÊNCIA

     

    Uma ilustre plêiade de brilhantes deputados (dizem que 22), preocupadíssima com a vidinha do Lula, subescreveu uma desesperada carta a pedir aos tribunais brasileiros que libertem esse “preso político”. Senhoras e senhores do PC/BE/PS, e até dos inexistentes “verdes”, vieram, assim, mostrar ao país e ao mundo o seu desconhecimento do princípio da separação de poderes e, à boa maneira do seu tão admirado senhor Pinto de Sousa (que, como o Lula, anda aos gritos a dizer que é preso político), não tiveram pejo em fazê-lo, já que isso de “princípios” é coisa a usar, mas só quando convém.

    A carta foi esquerdamente generalizada. O João Soares é a única surpresa. O resto dos nomes é calisto, umas senhoras do PC, umas esquerdoidas do BE, a Isabel Moreira, maluquinha certificada, o tipo das viagens da Galp, e mais uns tantos muito conhecidos e apreciados lá em casa.

    Há, no Brasil, uma multidão de políticos investigados, julgados, presos. Nenhum desses “presos políticos” mereceu a solidariedade destes 22 pacóvios. Sabem porquê? Porque, ou não são de esquerda, ou de esquerda que “chegue”. A moralidade é comerem os outros…

    Inquietante é a ausência da assinatura do paspalhão do PAN. Ainda por cima tratando-se de um lula, inocente animalzinho. Anda a dormir, ou quê?

     

    12.7.18

  • PALHAÇADAS

     

    O povo (ainda há povo?) assitiu ontem a uma das mais extraordinárias transmissões da história da III República.

    De um lado, os médicos, os enfermeiros, os auxiliares, toda a gente, denunciam a situação catastrófica a que chegou a saúde: não há camas, as cirurgias estão super atrasadas, as 35 horas têm efeitos catastróficos, os dirigentes demitem-se, as mega-dívidas acumulam-se ao fim de três anos de cativações, etc., etc.. Nada corre bem – a não ser, claro, nos hospitais privados, mas isso não é o SNS, é uma coisa odiada pela geringonça.

    Na mesma reportagem, logo a seguir, o chamado ministro da saúde afirma, peremptório, que há milhares e milhares de camas, que ninguém se demitiu, que não há problema de espécie nenhuma, que é tudo um mar de rosas.

    O ministro é um palhaço, ou somos nós os palhaços? Somos nós, pelo menos na cabeça dos geringonços. Há três anos que vivemos num mar de aldrabices, de enganos, de propaganda descarada e sem escrúpulos. E comemos disso!

    Que saudades dos tempos em que o governo dizia as verdades, mesmo que desagradáveis, preparava o país para um futuro, não de rosas, mas de horizontes menos negros. Não se vendia a “salvação”, não se disfarçava a austeridade, não se pintava o dia-a-dia com falsas cores. Os próceres da verdade acabaram por ser os mais votados, honra nos seja. Mas a geringonça deu, e dá, cabo de tudo, até da cabeça das pessoas, transformadas por ela em palhacinhos de segunda, incapazes de ver para além do tostão mimediato e do trabalho-cada-vez-menos.

    A avaliar pelo que se passa, a palhaçada governamental tem pernas para andar, na medida em que quem a podia denunciar todos os dias passa a vida a oferecer-se como substituto dos comunistas na geringonça, num (Rui) rio de asneiras com que ninguém contava.

     

    10.7.18

  • DE MAL A PIOR

     

    Numa cruzada dita “cultural”, os plumitivos da Sonae dedicam duas páginas inteiras a uma notável iniciativa de uma trupe teatral portuense.

    No seguimento de arrancadas “históricas” bem simbolizadas pelo manifesto ultra-racista de um grupo de africanos (não se sabe se portugueses se estrangeiros), bem como pelas teorias da Universidade de Coimbra que por aí vicejam sob alta direcção desse luminar do comunismo intelectual chamado Boaventura, a tal trupe segue a manada de artistas que ganham a vida a insultar a História.

    Metido num contentor, na praia, certamente com umas banhocas pelo meio, o grupo teatral dedica-se a dizer que o Fernão de Magalhães não deu a volta ao mundo (morreu pelo caminho, como toda gente sabe, mas a trupe, em radical manifestação de ignorância, diz que  tal não vem nos manuais escolares), nem demonstrou que a Terra é redonda, antes andou a matar gente pelo caminho.

    Os artistas teatrais querem “recentrar a história no hemisfério sul”, onde Magalhães é conhecido por Magellan (mentira, em castelhano diz Magallanes). Os Lusíadas, por seu lado, são a consequência de Camões ter só um olho. Os Descobrimentos (palavra maldita, inexacta, aldrabona) o que fizeram foi interromper o avanço das culturas e civilizações que visitaram. Direi que, como é sabido, a África negra já tinha inventado a roda, a escrita, a imprensa, a máquina a vapor, etc., e que os portugueses, não é?, deram cabo disso tudo.

    Os portugueses, e os brancos em geral, o que fizeram foi roubar escravos à cacetada. Não, não fizeram negócios com os reis negros e os sobas que vendiam aos negreiros os “cidadãos” que tinham a mais ou os que lhes dava na cabeça.

    A coisa, é de sublinhar antes que me esqueça, é financiada pelo senhor Moreira, via programa municipal dito “Cultura em Expansão”.

    Voltando ao assunto, o objectivo, muito moderado, nada radical e nobilíssimo, é o de “trazer à tona o avesso da historiografia oficial”. A prová-lo, a “historiadora” Grada Kilomba diz que a expansão portuguesa “é uma história de tortura, genocídio, desumanização, exploração patriarcal”. É assim mesmo, ó Kilomba, o Moreira paga! E, a propósito, mais uma vez, de Magalhães, a trupe quer demonstrar que o Sul do mundo não precisava para nada de civilização. E essa ideia de descoberta tem que ser abolida!

    A coisa é séria. Os tipos, no contentor, dão espectáculos com reprodução exterior, numa “instalação imersiva que procura também a emersão”, numa atitude de “conteinarização dos corpos”. Percebe-se a profundidade dos conceitos.

    Tudo isto é inserido numa fanzine (revista), anglicismo que nem os anglos usam, mas que covenhamos, dá um ar intelectual à trampa.

    O que é hoje conhecido tem que ser “riscado, sublinhado, fazendo ressaltar a sua parte criminosa” e “desmontando imagens glorificadoras que foram construídas sobre o sangue dos outros”.

    Como estou farto e enojado, passo a abreviar. Se quiserem ler tudo e não tenham tendência para o vómito, vão ao “Público” de ontem.

    Mas fiquem com esta, só para despedida: os portugueses sofrem de “geofagia”. Se quiseram vão ao contentor para saber de que se trata. É de borla, isto é, o Moreira paga e a trupe diz, como é de ver, que não tem dificuldades económicas.  Pudera!

     

    9.7.18

  • PROXIMIDADE

     

    O senhor Moreira aprovou as “propostas descentralizadoras” da CDU, passando a haver sérias dúvidas sobre se se trata do senhor Moreira ou do camarada Moreira. Estou a ser mauzinho, já que não sei o que fizeram os outros partidos. Mas o bairrista merece.

    É sabido que a chamada descentralização vai consistir numa chuva de dinheiro público, posto nas mãos das autarquias para gerir umas competências que ninguém sabe exactamente quais sejam nem como vão funcionar. Parece que os socialistas, acantonados na associação dos municípios, não vão na conversa da CDU e/ou do Moreira. Porquê? As razões são vastas. Mas, lido o que está publicado, tudo se resume a uma questão de números. O maná não chega para aplacar a sede do pessoal.

    Imagine-se o que vai ser o programa, uma vez generalizado. A ajuizar pelo que se tem passado com a distribuição de fundos às novas freguesias de Lisboa, vamos ter consequências do mesmo estilo a multiplicar por 350, sem contar com freguesias do Porto e do resto da província. Pode ser que me engane, mas lá que o bodo vai ser dos grandes e vai ser pago pelos infelizes do costume, disso não tenho dúvidas.

    Questão de “proximidade”, não é?

     

    9.7.18

  • SINAIS DOS TEMPOS

     

    Dona Raquel Varela deu-nos ontem, na TV do Estado, um preciosíssmo contributo para o nosso esclarecimento sobre o formidável problema dos professores. Uma universidade qualquer, onde, suponho, dona Raquel – “historiadora” –  tem assento, publicou um estudo, fantástico, credível, honesto, rigoroso, etc., no qual era investigada a classe nos vários níveis de ensino, à excepção do universitário.

    Das conclusões de tão precioso documento ressalta que a maioria dos inquiridos tem ingentes problemas psicológicos e de saúde (há dez mil de baixa…), e inúmeras razões de queixa – são mal pagos, o seu trabalho não tem o reconhecimento que merece, o governo não os compreende nem lhes paga o que lhes deve, e por aí fora.

    Mas, meus senhores, há algo em que a maioria é esmagadora. Noventa e tal por cento adora ensinar, acha que os alunos são uns tipos porreiríssimos, tem uma extraordinária dedicação e um devotado amor pela profissão…, o que a dona Raquel não se cansa de sublinhar.

    Ponha-se agora na pele de membro desta tão incompreendida classe, tão incompreendida que vive sob a alçada do barbaças dos sindicatos – que era, há dezenas de anos, professor de trabalhos manuais e se deixou disso para trabalhar para o PC. Perguntam-lhe tudo, você diz mal de tudo e mais alguma coisa, como o barbaças manda. Mas, e aí é que bate o ponto, quando chega ao seu acendrado amor pela profissão, pelos alunos, pela pátria, pelo serviço público, você, que não gosta de dizer mal de si próprio (é humano…), declara que não quer nem tem outro objectivo na vida senão servir a causa. Não vá alguém descobrir que você tem um pó desgraçado ao que faz e lhe arrange um emprego na privada, de onde, até, imagine-se, pode ser despedido. T’arrenego, xiça!

    Sinais dos tempos.

     

    7.7.18

  • ABAIXO DE CÃO

     

    Manchete do “Expresso”: Rio desfaz a reforma da justiça de Passos Coelho.

    Afinal não era só a geringonça que queria dar cabo do que Passos Coelho, e ainda bem, andou a fazer. O nóvel líder do PSD anda na mesmíssima onda. Deve ter sido por isso que levou a dona Elina Marlene a vice-presidente. Para além de andar a dar ao PS todas as abébias que pode, aquele saloio promovido, para nossa desgraça, vai mais longe. Abaixo de cão. A tal Elina Marlene, considerada intolerável por toda a gente (perguntem aos advogados), que traíu publicamente o partido e é arguida de várias malfeitorias, outro objectivo não tinha que o de dar cabo do que a sua antecessora tinha feito. A somar às tropelias da geringonça, vai ela, de acordo ou a mando do saloio, dar largas ao seu ódio primário à outra senhora.

    As mulheres são assim, o ódio delas é temível, muito mais demolidor que o dos homens. Mas isto digo eu, que sou, na opinião do politicanente correcto, um machista inveterado e um falocrata sem escrúpulos. Que as senhoras (não) me perdoem.

     

     

    7.7.18

  • DO REGRESSO DO REGIONALISMO

     

    Desde tempos imemoriais que se anda para aí a clamar pela chamada regionalização. Um artista qualquer conseguiu meter a coisa na Constituição. Algum rasgo de bom senso, porém, veio em socorro do país. Em inequívoco referendo os portugueses manifestaram-se claramente contra tal atentado. Pensar-se-ia que o assunto estava arrumado de uma vez por todas. A  regionalização corresponderia, como é óbvio, à multiplicação da classe política por n, com novas hordas de presidentes, vice-presidentes, deputados regionais, etc., mais dinheiro deitado à rua, mais lutas intestinas, inúteis e caras, mais campo de corridas para a corrupção, mais influência espanhola, um nunca acabar de eleições… enfim, a coisa foi a seu tempo denunciada, os eleitores responderam com clareza.

    Agora temos a chamada “descentralização”. Ninguém ainda percebeu com um mínimo de clareza o que será tal coisa. O que se sabe é que um dos antigos profetas da regionalização, o Dr. Rio, está de acordo com o Costa para andar com a história por diante. Tudo o resto é fogo de vista, bla bla bla, dando a impressão ou a convicção de que os donos da iniciativa não têm a mínima noção do que fazer, de quanto vai custar ou de quais serão as consequências da transferência de competências, quer dizer, de dinheiro, e de pelouros, quer dizer, de dinheiro. A confusão está instalada. Parece que a extrema esquerda não vai na conversa, o que é natural. Pense-se no trabalhão que seria para a CGTP, quer dizer, para o PC: andar por aí a fazer greves municipais, a ver os seu agentes cheios de “bairrismo”, os regimentos tranformados em pelotões. O BE como é sabido, a nível concelhio não vale meio tostão furado, nada tem a ver com o “interior” ou com as “classes trabalhadoras”, a não ser para efeito das suas gigajogas parlamentares ultra burguesas; é uma questão de “género”.

    Quer isto dizer que a única maneira de fazer passar seja o que for será com a cumplicidade do PSD, ou seja, do Rio. Parece garantido, não parece? Na opinião deste líder, será um passo a caminho da sua bem-amada regionalização.

    A ver vamos o que se vai passar. Se querem um prognóstico, direi que nada se passará. Como dinheiro se está a acabar,  o Centeno mete umas contas no assunto, e vai tudo por água abaixo.      

     

    6.7.18

  • IGNÓBIL OFENSA

     

    Numa notícia qualquer, referindo-se ao PC e ao BE, apareceu escrita a expressão “os partidos da extrema esquerda”.

    Inúmeras virgens puras se indignaram com tal classificação, ao que parece ofensiva dos pergaminhos daquelas organizações. O espampanante presidente da câmara do Porto apressou-se a declarar que a “culpa” de tal “ofensa” era da agência Lusa. A agência Lusa espinoteou, ofendida. Não, não fora ela a autora da horrível expressão, foram uns tipos da câmara. Apanhado em falso, o senhor Moreira tratou, honradamente, de se retratar. Pediu as mais humildes desculpas à agência e aos “ofendidos”. Que horror, um seu funcionário ter escrito “extrema esquerda” como integrando tão gloriosas e intocáveis organozações democráticas!

    O que se tira deste ridículo e saloio fait divers, é que, em Portugal, é politicamente incorrecto, ofensivo, desagradável, mal educado e quem sabe se criminoso  achar que o PC e o BE são partidos da extrema esquerda. O que são eles afinal? O PC, fidelíssimo à ditadura do proletariado e aos feitos do Estaline e do Ulianov, como consta, não das patacoadas “democráticas” do Jerónimo mas dos editoriais do Avante, dos lamentos pela queda da URSS e do muro de Berlim, etc., não é um partido de extrema esquerda? O BE, legítimo herdeiro de maoistas enveroxistas, trotsquistas e socialistas revolucionários de vários matizes, não é um partido de extrema esquerda? Então, o que será um partido de extrema esquerda? O CDS?

    Se o ridículo e a estupidez fizessem barulho teríamos por cá uma trovoda ininterrupta. Se a cobardia, a miufa, a indignidade, a ignorância, fossem flores, o país em geral e o presidente da câmara do Porto em particular eram intermináveis e floridos jardins.

     

    4.7.18   

  • TROCAS E BALDROCAS

     

    Segundo o nosso admirável primeiro-ministro, conhecido usurpador, o dinheiro para os professores, que tinha prometido, vai ser aplicado na reconfiguração do IP3. O que os restantes penduras (polícias, magistrados, militares, etc.) queriam deverá ir para a EN125, ou para outra coisa qualquer que possa servir de desculpa de mau pagador e de palavra desonrada. A ver vamos se o tal IP3 não é esquecido, como de costume.

    A afirmação da Excelência em apreço foi proferida para agradar à malta do chamdo interior que, diga-se, tem toda a razão no que se refere à tal estrada. Só que a desculpa oficial não cola, mistura alhos com bogalhos, é uma baldroca como outra qualquer, como tantas que são especialidade da criatura.

    Passos Coelho não se enganou em relação ao diabo, só se enganou na data da chegada. O mafarrico acabou por rindar por aí, e o casalinho Costa/Centeno, por mais que puxe o cobertor já não consegue agasalhar a clientela. Ou ficam os pés de fora, ou fica a cabeça.

    Apesar do turismo, das exportações e de outras coisas boas que, apesar do governo, têm acontecido, e mesmo com a ditadura fiscal em vigor, não há dinheiro para custear a famosa “devolução de rendimentos”, feita sem tino e muita propaganda. O que o PM veio dizer foi que a austeridade, que, oficialmente, tinha declarado extinta, está aí e está para durar.

    Como consolação resta saber-se que podia ser pior se se fizesse a vontade às esquerdoidas e aos bolchevistas.

     

    3.7.18

  • PROBLEMAS DE ESTACIONAMENTO

     

    A dona Madona anda a fazer das suas. Depois de gastar largos milhões – e propõe-se gastar mais alguns – precisou de estacionar os seus automoveiszinhos e tratou, para o efeito, de falar com o Medina. Acontece que a Câmara tinha nas trazeiras da casota da senhora, o espaço ideal para o efeito. Parece que não o cedeu de borla, antes cobrando uma quantia que, se fosse o dobro, não seria escandalosa.

    Até aqui, tudo mais ou menos bem. A dona Madona é uma mais valia para a cidade, disso não tenho dúvidas. Deixem-na andar por aí à vontade, que os tostões dela são tão bons como os dos outros, não chateia ninguém e, pela publicidade gratuita, dá indesmentível lucro à cidade. Por isso que, na opinião do IRRITADO, não é demais dar-lhe o privilegiozinho de estacionar as viaturas em terras da cidade, ainda por cima pagando barato, barato mas pagando.

    Não percebo lá muito bem, nem lá muito mal, o histerismo do CDS contra a cedência, paga, dos lugares. Os munícipes, que pagam bem menos à empresa soviética chamada EMEL, não têm que se queixar.

    Enquanto “cantora”, não tenho admiração especial pela senhora. Ouvi-a uma vez, há uma carga de anos, em Nova Iorque, a cantar o Don’t cry for me Argentina. Fantástico! Depois, fui vendo as suas apalhaçadas exibições, e deixei de ir à bola com ela. Mas, que diabo, é uma figura de expressão universal que dá a Lisboa a honra de a escolher.

    O que quer o CDS? Que ela seja igual aos outros. Se ela tem quinze lugares de estacionamento, porque não havemos de ter nós também? O problema é que ela não é igual aos outros. Sê-lo-á em termos de direitos civis, mas não o é enquanto “personalidade”. A Câmara, o governo, o presidente, põem-se de joelhos perante o senhor Aga Khan, ou o senhor Ronaldo, por que carga de água não se devia dar, sequer alugar, uns lugarzinhos à dona Madona? O que é isto? Eu respondo: é um bando de parolos armados em partido político.

    Se o PC for contra, aceito. Dona Madona é rica, portanto indesejável. Se o BE for contra, que remédio, a senhora, que conste, não é lésbica, nem tem outra especialidade do género, nem anda no metoo ou em pantominas do género. Mas o CDS? O que é que lhes deu no toutiço?

    Como sabe quem me lê, não tenho ponta de apreço ou de admiração pelo camarada Medina. Mas confesso que, na circunstância, tem todo o meu apoio.

     

    3.7.18      

  • SELECÇÃO NACIONAL

     

    A visita do senhor de Belém ao Trump tem sido universalmente elogiada. Grande triunfo da diplomacia portuguesa, alto exemplo da importância de Portugal no mundo, na Europa, no Atlântico, extraordinária performance política, pessoal, pontos nos is, etc, não há encómio que o senhor não mereça.

    Confesso que não dou por tanto brilho nem por tão relevante importância de tal visita. Defeito meu, com certeza.

    Há uma passagem do presidencial diálogo, muito louvada, que chamou a minha atenção. Quando, mais ou menos a despropósito, o nosso Presidente se espraiou em elogios ao Ronaldo, Trump perguntou-lhe se o tal Ronaldo, de tão bom, não poderá vir a ser candidato à presidência. E – aqui é que bate o ponto – a resposta foi: “Portugal não é os Estados Unidos”. O que, vistas as coisas com olhos de ver, quer dizer que, em Portugal, um Ronaldo não chega a tal, como chegou um Trump qualquer. Quer dizer: Portugal não é a bagunça política dos EUA, não basta a futebolística (ou a televisiva) fama para chegar ao topo da política. Leio isto como uma ofensa ou, pelo menos, um pontapé na gramática da diplomacia.

    Mais um erro meu – o de ter dado por isso. O Trump, por burrice ou por não estar para chatices, não deu por nada, não se ofendeu, ao contrário do que lhe é habitual não deu à casca. Nem por nada deram, cá no sítio, os comentadores, os jornais, as televisões & companhia.

    O assunto não foi censurado, foi seleccionado para não vir à tona. É o que chama selecção nacional.

     

    29.6.18

  • DA “PROTECÇÃO” DO TRABALHADOR

     

    Em mais uma brilhante iniciativa do BE, do PC e do PS, leia-se da geringonça, foram feitas umas contas sobre os benefícios fiscais concedidos às empresas pela criação de postos de trabalho sem prazo.

    Segundo os números publicados pelos diversos grupos de trabalho que, sob a alta direcção da esquerdoida Mortágua – a quem o PS obedece como um lulu -, andaram a tratar do assunto, em 2015, as dez empresas que mais utilizaram tal facilidade empregaram cerca de 1.700 pessoas. De 2015 e 2016 não foram publicados elementos, mas foi-o que o número de novos trabalhadores subiu. Nesta ordem de ideias, é de estimar que o sistema ajudou a criar uns 6.000 postos de trabalho sem prazo em três anos.  

    Mas, no superior entendimento da esquerda, o dinheiro assim poupado às empresas foi muito e não produziu resultados que se vissem. Não direi o contrário, até pode ser que seja verdade. O que há a perguntar é onde vai parar a patacoada do “fim da precariedade”, a política do imobilismo no trabalho, a “protecção dos trabalhadores”. É que, com o argumento da poupança para o Estado, esta gente empurra as empresas para reforçar… os negregados contratos a prazo.

    É claro que o argumento verdadeiro nada tem a ver, como é evidente, com os trabalhadores, mas sim com a progressiva perseguição às actividades económicas e ao “grande capital” que anima as hostes da dona Mortágua, Costa incluído. Em vez de baixar o IRC, condição sine qua non para melhorar a economia, a geringonça arranja ínvios caminhos para o aumentar, mesmo que tal contrarie as suas apregoadas intenções “sociais”. É política da pura, bolchevismo em marcha com o apoio dos antigos democratas do PS.

     

    28.6.18