IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PINHOADAS

 

Ainda mexe a história das declarações do Pinho na Assembleia. Não sei o que pensar, já que não há, na novela, ninguém que se safe.

O Pinho, dizem, foi arrogante, malcriado, escorregadio, etc.,. Acredito, ainda que desta vez não tenha chamado cornudo a ninguém. Não respondeu às perguntas que lhe fizeram. Não ligou à calamitosa argumentação da esquerdoida Mortágua I, nem às de uma data senhoras e senhores, sequiosos de saber “coisas”. O advogado do Pinho espraiou-se em aleivosias de “jurismo” circense e dilatório, o que não honra nem a profissão nem a justiça. A Assembleia meteu a pata na poça ao aceitar as condições que o fulano impôs para lá ir: respondia ao tema da comissão (as rendas de electricidade) e a mais nada. Os deputados comprometeram-se, aceitando tais limites. Depois, borrifaram nos limites. Palavra desonrada. O inacreditável Marques Mendes acha que os deputados não deviam ter aceite as exigências do fulano mas que o fulano devia ter respondido ao que os deputados se tinham comprometido a não perguntar.

Quais rendas excessivas, qual missão da comissão, qual carapuça! Ninguém estava interessado em tal coisa, o que queriam era saber se o homem confessava que tinha andado a cobrar milhões ao Salgado enquanto era ministro. Eu Isso era bem mais sexy que a peregrina história das rendas. Só que não só estava fora da ordem de trabalhos, como prometido pelos honestos parlamentares: havia compromisso prévio de não fazer perguntas chatas.

A Justiça colaborou activamente na pessegada. O Pinho era arguido num dia e não arguido no outro, os juízes andavam em mudanças diferentes, o que dava para inchar a confusão. Até parece que foi de propósito.

Enfim, mais uma vergonha para esta III República, onde graça a corrupção, a mentira, a palavra desonrada, a Justiça transformada em patacoada.

No fundo, nem o não respeitável Pinho (“filho” político do Sócrates, e económico da EDP e do Salgado, como tantos outros que por aí vicejam) saíu mal da refrega, mas os deputados, o Parlamento, a Justiça, não se sairam melhor. E, como é habitual e emblemático na era da geringonça, ninguém é culpado nem responsável por coisa nenhuma, ninguém pede desculpa, saem todos pela porta grande, como se nada se tivesse passado.

 

23.07.18



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