Segundo uma estatística elaborada para o “Guardian”, há por essa Europa fora fartura de populismos, de esquerda e de direita, no poder ou fora dele. De acordo. Os autores do estudo que deu origem à referida estatística concluiram que, em Portugal, não há tal coisa. Estamos fora do mapa. Concluo eu que os senhores, ou consideraram Portugal irrelevante, ou não perceberam nada do que por cá se passa.
Querem mais populista que a geringonça? Querem mais populista que um governo que troca as reformas, a visão do futuro, a crua verdade do que é essencial, por umas prebendas “sociais” destinadas a garantir a sua própria continuidade? Que sacrifica o bom funcionamento dos serviços públicos por falsa fidelidade aos tratados europeus? Que se esquece dos velhos, dos doentes, do atraso do território, a coberto de enganosa e infrene propaganda? Que, angelicalmente, jamais foi responsável por qualquer coisa que corra mal?
Querem mais populismo que o do Bloco de Esquerda que, cinicamante, se diz portector do “povo” através de medidas que, interessando a ninguém, fazem barulheira e dão passos para a destruição dos mais elementares pilares da sociedade?
Querem mais populismo que a idiotia do PC que, firmemente troglodita,que continua a tecer loas à ditadura do proletariado e à luta de classes?
Acrescentem a isto o popularuchismo do Presidente da República, e vejam como é verdade que não há vestígios de populismo em Portugal…
23.11.18
