IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • AFINAL, AINDA VAMOS TER SAUDADES DO AZEREDO

     

    Daqui a algumas décadas, tudo isto (Tancos) vai estar disponível no Arquivo Histórico Militar. Nessa altura, tudo se saberá.

    João Gomes Cravinho, ministro da geringonça

     

    Aqui está um homem cheio de amor à geringoncial verdade. Nesta curta mas doutíssima frase, o nosso “defensor” reconhece, por excesso, aquilo que toda a gente sabia: que a justiça não funciona, que a polícia anda aos bordos, que a estratégia do governo é deixar correr o marfim a ver se a coisa passa, que não vale a pena o senhor de Belém dizer 485,7 vezes que quer o assunto esclarecido. O caso de Tancos passou, no parecer deste nosso novo “governante”, a ser matéria para historiadores que, daqui a “décadas”, quem sabe se séculos, virão apresentar as suas teses sobre o assunto.

    Pelo andar da carruagem ficamos com a certeza de que o camarada Sócrates, ao tomar conhecimento desta opinião oficial, abriu uma garrafa de Moët & Chandon (oferecida pelo amigo Silva), e bebeu à saúde dos historiadores que virão, daqui a muitas décadas, tratar do seu problema. Ele, que esperava uma sentença para daqui a dez anos, pode ficar descansado: tudo vai passar à História sem lhe macular o prestígio.

     

    4.11.18

  • DA DOCÊNCIA

     

    Segundo informações veiculadas por quem domina estas matérias, acontece que os protestantes professores, quando fazem greve – o que acontece quase todos os dias – continuam a ganhar o ordenadinho do Estado como se nada fosse. É que era preciso haver um procedimento administrativo qualquer para que o erário público não fosse prejudicado. Ora como ninguém sabe quem fez greve ou deixou de fazer, nem é possível determiná-lo, o educacional computador continua a processar os vencimentos com toda a naturalidade. Essa de competir aos sindicatos pagar os dias de greve aos grevistas, no caso desta nobre e tão prestigiada classe, simplesmente não funciona. As línguas mais viperinas sugerem uma possibilidade extrema: que há quem ganhe a dois carrinhos, o que, a ser verdade, explicaria muita coisa.

    Outro dos chamados privilégios da classe tem a ver com as substituições. Explico: há docentes na prateleira, ou em inúmeras prateleiras, que usam ser chamados para substituir colegas que faltam, ou que estão doentes (calcula-se que pelo menos 10% de tais cidadãos, normalmente, estão doentes), ou que não dão aulas por outro motivo qualquer. Os tipos do ministério vão às prateleiras buscar substitutos, como é natural. Mas os emprateleirados são livres de dizer que não querem sair da prateleira: a escola proposta, seja lá pelo que for, não lhes convém. Não aceitam o convite, e pronto, adeus. Aqui é que está mais um gato: não aceitam, mas continuam a receber o ordenado como se aceitassem.

    Malta fixe.

     

    4.11.18

  • INDIGNIDADES

     

    Por muitas vezes têm os doutos juízes da nossa praça declarado, com impante orgulho, que não são funcionários públicos, mas titulares de órgãos de soberania. Não estou de acordo com a opinião de tão ilustres letrados, mas percebo a ideia.

    O pior é que, não aceitando ser funcionários públicos, ajam como tal. São sindicalizados, querem mais uns tostões, são iguais ou piores que os outros. E, mui indignamente, declaram que vão fazer uma data de greves, não umas greves quaisquer, mas greves que tenham por objectivo atrapalhar as várias eleições de 2019. Um extraordinário serviço à democracia, como é de ver.

    Longe vão os tempos em que os “doutores” juízes eram figuras prestigiadas pelos povos que julgavam. Longe vão os tempos em que eram uma classe aparte. Hoje são iguais aos estivadores, aos tipos da CP, às chamadas hospedeiras de bordo e, vergonha das vergonhas, aos “professores”.

    Nos alvores da democracia, usava dizer-se que os órgãos de soberania não faziam greves. Mas, com estes como tal auto-proclamados, já não é assim. Greves é que é bom. Quando se trata de uns cobres e de exigências várias, deixam cair a toga.

    Depois, queixem-se de não ser respeitados.

     

    4.11.18

  • JUSTIÇA ELEITORAL

     

    Tenho andado muito comovido com a má sorte de uma tal Maria Begonha, aparatchique do PS, a quem deve inúmeros empregos. A rapariga que, a avaliar pelas fotografias dos jornais, já pouco deve à juventude, quer ser chefe das hostes da JS. Mas é perseguida por gente ordinária que a acusa de aldrabar o currículo (coisa absolutamente normal e corriqueira, sem qualquer importância) e de outras alegadas trafulhices que li por aí mas já não me lembro.

    É pena. A cidadã mais não faz do que seguir altos exemplos de gente, sobretudo mas não só do PS, que chegou aos píncaros sem grandes preocupações curriculares.

    O IRRITADO, respeitador de tradições, está com ela. Tanta injustiça é demais.

    É de prever que ganhe as eleições. Até porque Begonha, no caso, não rima com vergonha.

     

    4.11.18

  • ATRASO MENTAL

     

    O IRRITADO já teve oportunidade – que desplante! – de se pronunciar sobre as lutas anti-petróleo lançadas por sectores da mais negra secção do politicamente correcto, dando fé da imparável onda de estupidez que assola o país e que, sobretudo desde a subida da geringonça ao poder, tem conhecido avassaladores píncaros.

    Os últimos acontecimentos levam o IRRITADO a voltar ao assunto.

    Inútil é chamar a atenção de tal gente para os factos. Facto é que um furo no mar a quarenta quilómetros do Algarve jamais teria qualquer influência no ambiente, no mar ou em terra; facto é que o país da Europa mais respeitador da ecologia humana, a Noruega, tem, no petróleo, uma riqueza imensa, que aplica em serviços públicos de altíssima qualidade e no amealhar da que, certamente, é a maior reserva financeira do continente; facto é que os escoceses (uma das razões que, antes do brexit, os levaram à ilusão da independência), os holandeses e outros europeus têm poços de petróleo à vista da costa, jamais tendo sofrido com tal presença; facto é que o petróleo continuará por muitos anos ainda a fazer parte da origem da energia usada pela humanidade, idiotas incluídos.

    Mas a pressão da estupidez e da respectiva moda – na esteira, confessemos, da nossa velha tendência para o imobilismo e a pobreza – teve mais força que os “gigantes” da energia e que a paspalhice governamental. A iniciativa foi abandonada, os tais gigantes desistiram de procurar hidrocarbonetos por cá, para não ter que aturar uma população e um governo completamente destituídos de juízo. Devem ter ido bater a outra porta, já que oportunidades não faltarão sem ter que se sujeitar a demagogias baratas ou a medos pataratas.

     

    Bem pode o país, guiado por quem o guia, continuar à esperado dia de São Nunca, neste como noutros temas, a começar pelo orçamento para 2019 .

     

    2.11.18   

  • PROTECÇÃO DE DADOS

     

    As nossas queridas autoridades, quem sabe se inspiradas nos emails da EMEL, tomaram a decisão de avisar os indígenas da aproximação de qualquer perigo, encarregando a chamada “protecção civil” de o fazer por correio electrónico.

    Mergulhados que andamos na teoria da “protecção de dados pessoais”, ocorre-me perguntar por que carga de água tem tal e tão “estimada” organização o “direito” de saber o meu endereço. Onde foi buscá-lo? Aos arquivos do Big brother? Comprou-a a algum haker? Já estará, quem sabe se automaticamente, na lista da geringonça?

     

    1.11.18

  • SENTIDO DE ESTADO

     

    Só agora, vejam bem, dei pela frase mestra do senhor de Belém sobre a eleição presidencial do Brasil.

    Disse ele: “Os países têm que se dar bem”.

    Magistral. Leia-se: apesar da eleição do fascista – como diria Catarina et alia – não há volta a dar. Uma infelizmência. Os países têm que se dar bem, quer dizer, apesar de os eleitores terem feito asneira, que remédio…

    Aqui temos um exemplo da mais alta diplomacia, de que nem a geringonça, oficialmente, seria capaz. O chairman vai mais longe.

     

    1.11.18

  • REAL MENSAGEM

     

    Francamente não sei qual foi o impulso que o senhor de Belém terá dado às relações peninsulares, mas parece que os espanhóis acham que deu. Ou então não sabiam a quem haviam de entregar um prémio qualquer e resolveram o problema de forma a não fazer ondas.

    A coisa foi importante. Uma sala cheia de galegos, umas senhoras aperaltadas, uns senhores importantes, o Rei. Não fizeram a coisa por menos.

    Acho muito bem. Mas como sou um tipo com um apreço muito relativo pelo distinto mais alto magistrado da Nação – dito assim faz lembrar o almirante Tomás -, reparei numa coisa que me despertou o sentido do ridículo. O Rei de Espanha recebeu um canudo com um laço encarnado das mãos de um áulico e entregou-o ao nosso ilustre compatriota. A seguir, apertou-lhe a mão. Mas, quando o premiado estendia o o braço e o corpinho para o abraço, Sua Magestade continuou a sacudir-lhe o membro superior, assim impedindo que o afectuoso gesto tivesse lugar. Ou seja, pôs as coisas no sítio. Calculo o que, no momento, Filipe VI terá pensado: vai lá dar abraços ao raio que te parta, isto aqui não é a Amadora, nem eu sou uma velha gorda.

    Duvido que o senhor de Belém tenha percebido a mensagem.

     

    31.10.18

  • HORAS

     

    Toda a vida mudei a hora de Verão para Inverno e de Inverno para Verão. A coisa tem atravessado os tempos sem que ninguém lhe tocasse. Nem os mais fervorosos revolucionários de 74 se lembraram de dizer que se tratava de uma norma fascista, nem o Costa disse que a culpa era do Passos Coelho – o que constitui um inusitado facto histórico.

    Não há, em Portugal, nada tão pacífico com a mudança da hora. Mas os tipos de Bruxelas parecem não ter nada mais importante para preencher as horas vagas, que são muitas. Pensaram, pensaram, e vai de propor que se acabe com a hora de Verão e a de Inverno, eventualmente, penso eu, por causa do aquecimento global: devem estar a preparar-se para abolir o Inverno.

    Não aceitámos a marosca, honra seja àquilo a que por cá é conhecido por governo. Orgulhosos por, pela primeira vez, ver uma discordância nacional com os ditames de Bruxelas, bem podemos encher o peito de ar. E até temos conosco a Grécia e outro país qualquer, levando a crer que ninguém mais se preocupou com tão importante matéria.

    Fiou fino. Nas televisões e nos jornais surgiram, saídos não se sabe donde, inúmeros especialistas: sonólogos (cientistas do sono), sestólogos (da sesta), sociólogos, eco-horaristas (de horário), metabolismólogos e de outras especialidades, a ensinar as massas sobre as consequências da importantíssima decisão. Como uns eram contra outros a favor, ficámos na mesma, tal como tudo ficará mais ou menos na mesma, com mudança de hora ou sem ela. Por mim, que não especialista de coisa nenhuma, deixem-se de teorias: que fique tudo como está, que até tem a sua piada.

    Como vêm, pela primeira vez na História, concordo com a geringonça. Uma estreia!

     

    31.10.18  

  • E AGORA?

     

    Julgo que Portugal terá sido o país onde a condenação do Bolsonaro foi mais violenta e mais unânime. 99,9 por cento dos comentadores dedicou-se, diariamente, semanas atrás de semanas, a brindar o homem com todos os insultos possíveis. Somaram-se-lhe académicos, políticos, donas de casa, deputadas, centrais sindicais e freitas dos amarais, o diabo a quatro, todos concordantes com a tão fácil diabolização do candidato. Nem os partidos de direita se eximiram a tomar posição. Pelos vistos, Portugal é o país mais à esquerda da galáxia.

    É verdade que o fulano foi dizendo toneladas de disparates ao longo da vida e da campanha. É verdade que mete medo. E o outro? Continuar a “carreira” de Lula e de Dilma? Nem pensar. Os brasileiros que se renderam ao Jair sabiam o que estavam a fazer. E fazê-lo era dizer que essa gente do PT nunca mais, num grito de revolta democrática que perdeu a mordaça e se fez valer. Não se trata, como se arrota para aí, de haver 50 milhões de “fascistas” no Brasil. Não se trata de haver 50 milhões de ricos, de capitalistas sem escrúpulos, de haver 50 milhões de assanhados ultraliberais. O que há é uma maioria clara de gente que recusa a rebaldaria esquerdista que a arruinou, como, de resto, arruina tudo em que toca, em toda a parte por esse mundo fora, Portugal incluído.

    Mas os lídimos representantes do luso-pensamento, tão habituados a que se lhes dê ouvidos,  auto –proclamados intelectuais, poderosos donos da verdade, da República e do politicamente correcto, não vêm um palmo à frente do nariz, não são capazes de qualquer análise política ou social que ultrapasse os seus cânones e a sua “superioridade”. Os que condenam o Bolsonaro, mas que nunca condenaram o Fidel, o Chávez, o Maduro e quejandos, encontraram em Jair o bombo da festa esquerdista, zarolha e convencida. Outros foram atrás. Era o que estava a dar.

    O eleito vai ser uma desgraça para o Brasil e para o mundo, uma espécie de Trump em português? Talvez.

    Mas, no discurso de vitória, sincero ou não, defendeu impecavelmente a democracia, o estado de direito, os princípios básicos da civilização ocidental. E esta, hem? Ó horda de esquerdófilos, que comentário lhes merece?

    Facto é que, agora que alia jacta est, o que interessa é deixar-se de condenações antecipadas, ajudar o eleito a ser fiel a tal discurso e aproveitar a eleição para pôr as coisas de novo a funcionar, sem corrupção nem esquerdismos.

    Serão os nossos “fazedores de opinião” capazes de tal bom senso? Duvido. Os donos da “verdade” são donos da verdade, não têm nada a ver com o que se passa fora do alcance dos seus antolhos.

     

     29.10.18

  • CATEGORICAMENTE!

     

    O único membro da geringonça que teve a honra de ser considerado pelo comandante Costa como um activo importante, tinha graves defeitos pelos vistos desconhecidos no seio da agremiação.

    Como toda a gente menos os geringonços há anos já tinha reparado, era parvo. Não fazia mal, uma vez que de parvo temos todos um pouco, até porque aturamos o PS & Sócios sem resistência que dê para correr com eles de uma vez por todas.

    Adiante, pois. O pior é que o “activo importante” tinha, na douta mente, uma enorme dose daquilo que o grande guru Centeno tinha considerado, por exemplo no caso CGD, como tendência para “erros de percepção”. Erros a que o respeitável público usou chamar amor à mentira e ao bailarismo militante, eventualmente por recomendação ínsita no vademecum da tribo.

    No caso do camarada Azeredo a coisa foi ainda mais longe. O homem não percebe português. Sabe ler, mas não compreende o que lê nem o que lhe dizem. Os tipos da PJM deram ao seu chefe de gabinete um papel onde descreviam, por palavras militares, a marosca que estavam a preparar. Não se sabe se o tal chefe de gabinete percebeu. Percebendo ou não, tratou de chutar para cima. Com tanto azar que o Azeredo, segundo confessa agora, não percebeu nada do que estava escrito ou lhe tinha sido dito. Uma chatice dos diabos. Coitado, não tendo percebido na altura resolveu declarar categoricamente que nunca lhe tinham dito nada, nem sabia de nenhum papel ou de fosse o que fosse. Compreende-se. Como não tinha percebido nada (é o que diz agora), nem sequer sabia ou se lembrava.

    Há uma outra interpretação destes factos que não tem nada a ver com teorias da conspiração.   Era patente que o chefe Costa, capataz da quinta, usava o Azeredo como espantalho. Enquanto o espantalho estivesse na seara não chateavam o capataz. Quando as coisas se tornaram mais feias, e com enorme sacrifício pessoal, teve que mandar queimar o espantalho. E lá ficou ele, o capataz, à pega, agora com a seara a ser invadida pela passarada e o redil pasto da alcateia. Recorreu ao patrão, que se tem desdobrado, todos os dias, em salvíficas coberturas verbais. Um bom patrão, imagine-se, a defender o pessoal. Nem um nem outro sabem ou jamais souberam o que quer que seja sobre o assunto. Categoricamente!

    Algo me diz que, em boa harmonia, o capataz se vai livrar de mais esta, quem sabe aspergindo uns tostões para adubo do eleitorado. Categoricamente.

     

    27.10.18     

  • NOS BRAÇOS DA TANCALHADA

     

    Atenção dicionários: o IRRITADO propõe que, como sinónimo de trapalhada, trapalhice, barafunda, confusão, embrulhada, salgalhada, ardil, embuste, enredo, logro, trapaça trapalhice, trampolina, embrulhada, salsada, barafunda, pessegada, enrascada, seja incluída a palavra tancalhada.

    O caso de Tancos pode ser tudo o que supra se escreve, por isso tancalhada  será uma palavra abrangente e generalizante, que muito contribuirá para o enriquecimento do nosso léxico.

    Significará, além disso, ignorância, assobio (para o ar), desconhecimento, incompetência, passagem de culpas, bananas (em adequada referência à respectiva república), para além de solnada (em homenagem ao saudoso Raul e à sua visita à guerra).

    Nestas últimas acepções, tancalhada abrirá as portas a conceitos de irresponsabilidade e de mentira (por exemplo, dos generais que declararam que o roubo tinha sido de materiais obsoletos a abater, ou do ministro que achava que, bem vistas as coisas, se calhar não tinha havido roubo nenhum, que não sabia de nada e afinal sabia, do general que não tinha recebido papel nenhum e afinal tinha, etc.). No plano da ignorância, sublinhe-se, os exemplos são vários – o primeiro ministro não sabe de nada, nunca soube, ignora; o ministro, que também não sabia de nada, ignorava mas sabia e nada lhe disse. Ele, PM, por conseguinte, não disse nada ao Presidente, o qual, por conseguinte, também ignora, não sabe de nada (nem sabia, por conseguinte, que o general da tropa tinha, na sua carreira como CEME, feito as maiores tropelias, castigado quem devia louvar, ignorado o que não ignorava. No que se refere ao passar de culpas e às bananas são exemplares as guerras entre as polícias, a casa da avó, os buracos na vedação, o roubo (se houve!), a restituição com acrescentos…

     

    Por tudo isto, por muito mais e, se calhar, pelo que está para vir, atenção dicionaristas, é imperioso criar o indispensável novo vocábulo: tancalhada!  

     

     26.10.18

  • GENTE FINA

     

    Fomos hoje brindados com uma interminável entrevista que o “Observador”, sabe-se lá porquê, publicou, sendo o entrevistado o abominável Pedro Nuno Santos, empreiteiro, mestre de obras e encarregado da manutenção da geringonça.

     

    Há relativamente pouco tempo, este artista, como diria Cavaco, zurzia a Merkel, o Schäuble, a UE, Bruxelas, o Jeroen, o BCE, a troica e o governo legítimo com inacreditáveis diatribes. A dívida é para não pagar, um bando de proto-fascistas apoderou-se da União Europeia, é o capitalismo de casino, o défice e os tratados que se lixem, o governo está apostado em empobrecer o povo, Passos Coelho é o carrasco da Nação, e por aí fora, a fazer inveja ao PC e apaniguados. É preciso lembrar que militou na Frente Eleitoral Comunista (Marxista- Leninista), FEC (ML). Deve ter aderido ao PS para preparar os “amanhãs que cantam” isto é, para destruir a democracia por dentro. Citemo-lo: Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagarmos(…) as pernas dos banqueiros alemães até tremem…

     

    A seguir a Passos Coelho ganhar de novo as leições, foi o resultado delas, como é do conhecimento geral, posto no lixo e, do caixote, saíu a geringonça. Daí, deu-se a maravilhosa transmutação do cérebro do contemplado, um autêntico milagre, coisa que fará os mal intencionados como o IRRITADO dizer que virou a casaca.

    Hoje, dando razão aos que o acusam de falta de espinha (ou de esperteza marxista-leninista em versão Porsche), diz exactamente o contrário. Passos Coelho merecia a fogueira por, alegadamente, querer “ir além da troica”. Agora, o artista, com alta competência circense, declara que, se a Europa quer 0,5% de défice, dar-lhe-emos 0,2! Não quer ir além da troica, mas vai além de Bruxelas, o que é mais ou menos a mesma coisa. O que é pecado vindo da “direita”, passa a virtude quando é defendido pela esquerda. O rapaz tece rasgadas loas ao nosso “crescimento” (o qual é miserável e nada tem a ver com a geringonça), acha que a coisa criou postos de trabalho (aparecidos apesar da geringonça, e vastamente mal pagos), garante que o estado comatoso da saúde, apesar do dinheiro que a geringonça lá pôs (diz ele) não tem nada a ver com as maravilhosas 35 horas. Pois não, que ideia! No ministério da saúde “não há cativações”. Quem as faz “é a direcção geral”. Percebem? Deve ser por isso, defende, que “ninguém, à esquerda, diz que o SNS está pior”. Depreende-se que quem dá pela catástrofe é gente da direita, quem sabe se fascistas, homofóbicos, ou, na melhor das hipóteses, tenebrosos liberais. A perda de produtividade, a ausência de poupança, os calamitosos resultados da educação e coisas do género não merecem uma palavra do fulano.

    Fala de si. Diz-nos: “vendi o Porsche”, e declara: “admito que foi um erro”. Não ficamos a saber se o erro foi comprar ou vender a bela máquina. Verdade é que o homem não tem problemas de mobilidade: garantem as mais ordinárias vozes que, lá em casa, há uns Maseratis ou equivalente, à boa maneira do Norte. Ele até tem um império familiar (um “grupo”) onde trabalhou antes de ir para a política, sendo que tal experiência acresce à “componente política” da sua personalidade, o que é “relevante para qualquer função ministerial”. Ça va sans dire: isto é uma dentada de morte no Costa, que não goza da “componente” empresarial. Mas, é claro, o PM goza da sua mais fiel fidelidade!   

     Para não maçar mais quem me lê, sublinhe-se ainda os rasgadíssimos elogios com que o artista contempla o chairman da geringonça, residente em Belém. Vivemos num mar de traições. O PNS parece (ou só parece) ter traído a revolução marxista-leninista, prepara-se para trair o seu CEO, e elogia com ditirambos um outro, que traiu quem o elegeu.

     

    Tudo gente fina.

     

    25.10.18

  • E OS QUE CÁ FICAM?

     

    A geringonça tomou mais uma decisão histórica: os emigrantes que voltarem serão premiados com um desconto de 50% no IRS.

    Estou a pensar ir até Madrid ou, mais simples ainda, a Badajoz, inscrevo-me no consulado e passo a pagar impostos em Espanha. Vou ter com um amigo que tenho por lá e celebro com ele um contrato de trabalho de serviço doméstico, com direito a cama e mesa. Continuarei calmamente a viver em Lisboa, mas com residência fixa, fiscal e legal, em Espanha. Quem sabe se eu estou por cá ou por lá? Segundo as leis em vigor, serei um emigrante, e um emigrante trabalhador, que até transfere para Lisboa, patrioticamente, uma parte do seu salário. A marosca, se bem trabalhada, é inatacável. Ano e meio depois, com armas e bagagens num saco do supermercado, regresso à Pátria amada. Inscrevo-me nas finanças e, no cumprimento estrito da geringoncial lei, passarei dez anos a pagar metade do IRS a que for condenado.

    Se houvesse justiça na terra da geringonça, as coisas funcionariam ao contrário. Quem emigrasse, emigrava. Quando quisesse voltar, voltava. Passaria a pagar o IRS como os outros, ponto final. Os que não emigrassem, esses sim, teriam um desconto no IRS por se ter sujeitado a vivar na terra da extorsão fiscal, dos serviços públicos decrépitos, da demagogia galopante, um país aldrabões e de popularuchos, ainda por cima pouco inteligentes.

    Haja justiça!

     

    25.10.18

  • JUSTAS REIVINDICAÇÕES

     

    Lá para os idos de 80, o PM Soares resolveu ir ao Japão com vasta comitiva. Uma senhora que eu conheço, à altura com boa imagem pública e êxito profissional, foi convidada para integrar tal comitiva. Não percebendo muito bem que utilidade poderia ter a sua participação no grupo, nem tendo nada a ver com o Japão, tratou a senhora de saber qual a razão do honroso convite. Após vários contactos, concluiu que a razão era o indesmentível facto de… ser mulher. Ofendida, mesmo depois de um telefonema da senhora Soares (nós, as mulheres… blabla), a senhora recusou a distinção, por não aceitar o critério. Se calhar, até lhe apetecia ir passear ao Japão, mas sem perda de dignidade.

    Ainda há mulheres que pensam assim, mas não só serão poucas como estão fatalmente condenadas ao opróbrio e ao index de toda esquerda e de alguma direita. Uma atitude de uma intolerável incorrecção política! Hoje, o critério são as quotas, não a competência ou o mérito.

    A prová-lo está uma, quanto a mim tresloucada, investida de uma “membra” do chamado governo, que acha que “paridade de género” deve ser obrigatória. Para já, 40% dos deputados passarão a ter que ser mulheres, a caminho dos 50%, ou mais. Depois, se uma mulher deputada sair do parlamento, terá que ser substituída por outra mulher. Os homens que estejam a seguir nas listas que se cheguem para lá. Se o cabeça de lista for um homem, o número dois tem que ser uma mulher. Por uma questão de “justiça”, a contrária não vale: se o primeiro já for mulher, nada impede que o número dois também o seja. De qualquer maneira será “absolutamente proibido” haver dois homens à cabeça, sob pena de a lista ser liminarmente rejeitada, por ilegal. Presumo que, por exemplo, o deputado do PAN, que é só um, tenha que andar de saia e saltos altos para compensar a ilegalidade. Ou então que não seja possível eleger menos que dois deputados, a não ser que o eleito seja mulher. Se forem duas mulheres, não há problema nenhum, como é evidente.

    Desafio ao raciocínio do leitor. Cito, ipsis verbis, o pensamento da chamada ministra: O padrão que tem sido usado mostra que, numa lista com onze vereadores, se o vencedor elege cinco, e os outros partidos dois cada, como na lei actual a regra é de dois de um género e um do outro, em cinco eleitos do vencedor entra só uma mulher, e nos outros entram só homens, logo em onze eleitos há só uma mulher. Mas, segundo a proposta do governo, o vencedor tem de eleger uma mulher no segundo e no quinto lugares e os outros partidos, ao elegerem (sic) dois candidadtos cada, elegem três mulheres, logo a vereação passa a ter cinco mulheres vencedor tem de eleger uma mulher no segundo e no quinto lugares e os outros partidos, ao elegerem (sic) dois candidadtos cada, elegem três mulheres, logo a vereação passa a ter cinco mulheres. Simples, justo, normal, não é?

    Adiante. Numa coisa, a chamada ministra falha estrondosamente. É que, de acordo com o politicamente correcto, não fala em sexo, mas em género. O que faz com que entre numa terrível contradição. É que os sexos são dois, e os géneros são às dezenas. Donde, para ser coerente, a referida criatura teria que arranjar quotas para todos os “géneros”: homos (gays e lésbicas), assexuados, hermafroditas, bissexuais, indiferentes, homens com mamas e mulheres com pénis, enfim, ela que pergunte à Catarina e à Isabel, que elas a esclarecerão quantos há, e como deve ser a distribuição. Até talvez aceitem que haja uma quotazinha para os straight. Também poderá consultar o PAN, no nobre ojectivo de dar uns mandatos aos cães e aos corcodilos.

    Fica a sugestão.

     

    22.10.18

  • UM FUTURO RADIOSO

    Segundo abalizadas opiniões, o hediondo Pedro Nuno Santos anda a fazer a cama ao seu bem amado chefe Costa. Perfilou-se no congresso da organização com um discurso que faria inveja às esquerdoidas do BE. Facto é que foi entusiasticamente aplaudido pelas ignaras hordas em presença, ou porque não perceberam nada, ou porque uma viragem ainda mais à esquerda lhes pareça o ideal para se apoderar (ainda mais) da III República, do estado a que o Estado chegou e dos correspondentes empregos, mordomias e influências.

    Diz-se também que foi por causa desta ameaça que o citado contrabandista político não foi promovido a ministro na remodelação que, bem à sua maneira, Costa realizou 48 horas depois de ter dado a sua palavra que não o faria: palavras leva-as o vento, sobretudo quando dadas por pessoas do calibre do nosso chamado primeiro-ministro. Nada a estranhar, conhecida a contumácia que, na matéria, de longa data o caracteriza.

    Numa primeira impressão, poderá dizer-se que a subida ao poder do tal Santos teria a vantagem de nos livrar do Costa. Pensando melhor, teria o defeito de o pôr na calha do eléctrico rápido para Belém. Indo um pouco mais fundo, o defeito não é grave: seria a evolução na continuidade no que respeita ao apoio de Belém à geringonça, ou ao que, da mesma laia, lhe suceder. M.R. Sousa arrumado, teríamos Costa & Santos em vez de Santos & Costa. A sociedade seria a mesma, com pequenas alterações na estrutura do capital.

    Deixando-nos de futurologia catastrofista, olhemos para o futuro com os olhos no presente. Está na calha ascendente um ataque sem precedentes à propriedade privada, à economia, à segurança, desta feita sem a violência imediata do PREC mas com a lenta vaselina da venda de ilusões. O número dos dependentes públicos cresce como nunca. O abandalhamento das instituições é patente, a “justificar” mais e mais poder que as “circunstâncias” imporão, no evidente caminho para uma ditadura ou outra coisa qualquer mascarada de democracia.

     

    Afinal, olhar o futuro com os olhos no presente é tão catastrófico como fazer futurologia catastrofista.

     

    21.10.18

  • ENTÃO NÃO HAVIA DE TER!

     

    Uma senhora, ajudante da chamada ministra da saúde, em nome do governo, veio declarar que tem absoluta confiança no sistema informático da nomeação de juízes. De acordo. Se não tivesse confiança, já teria acabado com ele, não é?

    O que a senhora se esqueceu de dizer foi que, no caso de haver só dois juízes, o algoritmo em vigor não podia deixar de escolher o que escolheu. O que aumenta exponencialmente a “confiança” do governo.

    O Sócrates também tem confiança no sistema. Então não havia de ter?

     

    19.10.18

  • NOTÍCIAS DA GERINGONÇA

     

    O formidável Cabrita, do alto da imponente papada, esqueceu-se de alertar o povo e as entidades que comanda da vinda do furacão, assim deixando no seu merecido descanso diversos meios da GNR e da PSP que poderia ter accionado. É que, segundo informações a que o IRRITADO não teve acesso, o dito ministro, como tinha muito que fazer, não deu pelos avisos do IPMA. Em sua defesa, um representante não identificado da geringonça sugeriu que a ministerial atitude representava um grande avanço do governo: é que, ao contrário do PM nos dias dos incêndios, não foi de férias, só se esqueceu de avisar.

     

    Essa coisa das reformas antecipadas levou a merecida machadada. Não queriam mais nada?, disse o governo aos pretendentes. Mas, balbuciaram os atingidos, o governo tinha prometido… Pois pois, ripostou a bem tratada barbicha do tutelar ministro, isso eram boas intenções mas, como é do conhecimento de todos, de boas intenções está o inferno cheio, e a geringonça, a bem da Nação – como diria o professor Salazar – evita cometer pecados, tais como confundir boas intenções com palavra honrada.

     

    Um intelectual, ao que dizem afecto à geringonça, aos seus conceitos morais e à luta contra a violência doméstica, veio alertar o povo para a ingente necessidade de dar largas ao “poliamor”, coisa de que nem a Catarina se lembraria. Muito bem! E, animada das melhores intenções, a mesma criatura classificou como “violência” o acto, verdadeiramente infernal e abusivo, de obrigar as criancinhas a dar beijos à avó.

     

    Na sua nobre luta contra o capitalismo, as exportações, os incêndios e o neoliberalismo, o senhor de Belém passou uma tarde a arrancar os eucaliptos que renasceram das cinzas. A geringonça, cheia de amor pelo povo e de admiração pelo popularuchismo, agradecendo o contributo de sua excelência para a sua política, fez-se representar ministerialmente na cerimónia.

     

    O juíz Carlos Alexandre queixou-se do algoritmo que, em boa hora, a espantosa ministra da justiça, na gloriosa senda do simplex, mandou fabricar para os sorteios de juízes, sabendo que, no caso Sócrates, o resultado final do “sorteio” só podia ser um. Mais uma reversão, em abono dos geringonciais conceitos. Dada a evidência das afirmações do homem, levou com um processo disciplinar no lombo para aprender a não dizer verdades  incómodas.

     

    Consta em imaginativos mentideros que o secretário Galamba vai visitar a EDP com dois pelotões da cavalaria a guardar-lhe as costas. Coisa desnecessária, uma vez que, a exemplo do seu mestre e guru Sócrates, levará na manga a solução para todos os problemas da negregada empresa.

     

    Por hoje, é tudo. Bom fim de semana.

     

    19.10.18

  • A ESCOLHA DE SÓCRATES

     

     

    Quando a escolha é entre A e B, nada mais fácil, põe-se um papelinho com o nome do A e outro com o do B dentro de um saco, sacode-se e pede-se a um passante que tire um papelinho. Tudo com testemunhas, como é lógico. Simples e infalível.

    Mas quando a decisão é da nossa Justiça, fia mais fino. A coisa é feita por via informática. Parabéns. Junta-se uma data de malta a assistir, a fim de testemunhar a infalibilidade do sistema. O sistema falha três vezes, até que um resultado surja aos olhos de todos. É claro que não haverá muito quem acredite que o “sistema” só funcionou quando o resultado era a contento.

    Mas, atenção! Segundo as mais credíveis entidades, o sistema, ou o esquema, inclui um algoritmo tal, que impõe a escolha a partir do trabalho que cada um tem, ou seja, entre dois, escolhe o que está mais desocupado, ou menos ocupado. Assim, sairá sempre o mesmo. É garantido.

    Conclusão: ou por aldrabice no sorteio (quatro vezes até dar certo!), ou por causa do algoritmo, só podia sair um deles porque, entre dois, há sempre um (o escolhido ou a escolher por “sorteio”)  que tem menos trabalho que o outro.

    Postas as coisas em termos de elementar juízo, verifica-se que, fossem quais fossem os caminhos “informáticos”, o resultado seria sempre o mesmo, a saber: o escolhido seria sempre o que não fosse Carlos Alexandre.

    No meio desta monumental aldrabice, viu-se a alegria esfusiante de Sócrates e dos seus 7 apoiantes, que nem por intervenção divina queriam que Carlos Alexandre continuasse a “perseguir” o impoluto cidadão.

    Se algum bom senso, ou mero sentido de dignidade própria  existisse, haveria que anular o “sorteio” e fazer a coisa segundo o sistema dos dois papelinhos. Em vez disso, as altíssimas autoridades judicais que têm competência na matéria resolveram lançar um processo de averiguações quando o juiz Alexandre veio levantar as suas mais que legítimas dúvidas sobre o mais que suspeito esquema, seja por causa das indiscutíveis “falhas” informáticas, seja por mor de um algoritmo evidentemante inaplicável no caso de haver só dois candidatos.

    Tudo, no fundo, ao serviço do Sócrates. Assim vão as coisas no seio da geringonça.

     

    18.10.18

  • MAIS ACTIVOS IMPORTANTES

     

    A reboque da saída do Azeredo, aí veio uma cabazada de ministros e secretários de Estado. “Novo fôlego”, “mais dinâmica”, “frescura”, é o tipo de adjectivação com que, para disfarçar as fraquezas, o chamado primeiro-ministro brinda o grupinho de tantas e tão ilustres personalidades. Era preciso desviar as atenções do pessoal do caso de Tancos, era preciso baralhar os que não acreditam, ou nunca acreditaram, nem nas virtudes do Centeno, nem das da geringonça, nem nas do tal primeiro-ministro.

    A maioria das refrescantes criaturas é gente de confiança, isto é, aparatchiques do partido, o que não é de estranhar, nem é um mal em si. Mal em si é a escolha de um cão de fila para a energia, um espernéfico ignorante na matéria, como tal várias vezes desmascarado pelo governador do BdP, um buldogue do Sócrates como alguém lhe chamou, um insuportável energúmeno, um trauliteiro do pior. Não se percebe, a não ser na medida em que o Costa prefira tê-lo a dizer asneiras no bom recato do gabinete, em vez de ficar no parlamento a piscar o olho à Catarina e a irritar toda a gente com as suas ditirâmbicas aleivosias. Há quem estranhe.

    O que não causa estranheza nenhuma, por evidentes razões de modernidade sexual, é a escolha da senhora da cultura, corajosa mulher que “saíu do armário” e que, por isso, tem merecido os encómios da nova moral, dita “de género”. Um género que, por evidentes razões, muito deve agradar à chamada comunidade cultural. No caso, não é preciso perceber do assunto, mas pertencer ao que está a dar.

    Dos outros, é o que se sabe. Diz-se que há um que não é mau de todo, e até já correu com um conhecido (para mal dos pecados do governo e de Belém) general.

    A ver vamos o que se segue, na certeza de que há muitos e gravíssimos caminhos já abertos de par em par. Imparáveis.

     

    18.10.18