IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


Os incómodos da dona Helena

A Exmª Senhora Dona Helena Roseta confessa-se “incomodada” com os elogios da direita à governação do senhor Pinto de Sousa (Sócrates). Pobre senhora. Digo pobre senhora por ironia, uma vez que não tenho pena nenhuma dos seus incómodos. Lembro-me dela, já com idade para ter juizo, coladinha ao dr. Sá Carneiro, e não aprecio as viagens ideológicas em que se tornou especialista.

 

Tenho pena, sim, da tal direita. Da direita que não é capaz de perceber que estamos perante um governo de esquerda, esquerda arrogante, ignorante, falaciosa e estúpida. Perante gente que, até agora, mais não fez que declarações bombástico-propagandísticas, que não foi capaz de manter o défice onde a direita o deixou, que aumenta a despeza pública, que cai a quatro patas em cima das pessoas (isto é socialismo, e do mais primário), que aumenta brutalmente os impostos, que lança projectos magalómanos, ruinosos e inviáveis (outra característica do socialismo), que não pôs em prática nada do que propagandeou (o PRACE é uma miragem, o Simplex ninguém sabe o que é), que condiciona a informação, que, saloio e fadista, lambe as botas ao Bill Gates, que não cumpriu uma só das promessas eleitorais que fez, que mentiu e mente a torto e a direito, que anuncia o “fim da crise”, que “não sabe” que a electricidade vai aumentar, que manda soldados para o Líbano servir o Ezebolá, que, que, que…

 

Tenho pena que os democratas do centro e da direita (Marcelo, Ribeiro e Castro e Nobre Guedes são os citados pela senhora, mas há muitos mais), por ódios menores internos ao seu próprio meio, não queiram perceber o que se perdeu nas últimas eleições e tenham este comprazimento em elogiar, não o adversário (o que se poderia entender, se fosse justo e merecido) mas a falácia socialista que nos governa, em persistir em dar tiros no pé, em se rever  na sua inoperância, em não dar pelas suas carências ideológicas, em não ultrapassar os seus medos, em não ter imaginação nem sentido crítico.

 

Percebe-se que os últimos saudosistas do salazarismo “apreciem” a “autoridade”, o “cortar a direito” e outras qualidades do senhor Pinto de Sousa (Sócrates). Apreciam tudo o que for anti liberal. É normal. Está-lhes na massa ideológica.

 

Dos outros, e de nós todos, tenho pena.

 

António Borges de Carvalho


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