O governo anunciou uma política nova de habitação social. Ao que parece, haverá novas e especiais atenções em relação à protecção e responsabilização dos inquilinos sociais, assumindo os poderes públicos os custos da operação. Por outras palavras, trata-se do caso em que o senhorio assume custos de ocupação de espaços da sua social iniciativa e responsabilidade. Nada a acrescentar. É natural que assim seja.
Já o socialismo nacional tem, nas esclarecidas palavras do Oco II, doravante grande líder e deseducador das massas (passaremos a trata-lo por Costa, uma vez que o Oco I está fora de combate), diferente opinião sobre a protecção social. Defende o homem que são os senhorios privados os encarregados da despesa. Na sua boca, não há direito que os inquilinos (as lojas inviáveis são o exemplo que brilhantemente aduziu) fiquem com contratos de cinco anos, o que não lhes permite “planear o futuro”. Razão pela qual, ao contrário da generalidade dos portugueses, têm que ter contratos até à eternidade. Da mesma forma, competirá, como já compete mas muito mais, aos tenebrosos proprietários, prosseguir na substituição das entidades públicas no sustento da virtuosa classe dos inquilinos.
Por outras palavras, a mentalidade socialista continua viva, eleitoralista e coerente.
Para memória futura.
3.10.14
António Borges de Carvalho

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