Parecia-me que a ideia de pagar o mês 13 e o mês 14 em duodécimos podia não ser má, desde que, como era o caso, dependesse da vontade do trabalhador – e, já agora, não ofendendo a esquerda, do acordo do patrão. Pensaria que a esquerda gostasse desta liberdadezinha daqueles de quem se diz protectora.
Pelo contrário, a esquerda é contra a opção: tudo por inteiro e na altura própria, obrigatoriamente, qualquer que seja a vontade dos trabalhadores. Qual é a lógica da brilhante decisão? Não descortino. Tão feroz na defesa de tudo aquilo a que chama “direitos”, porquê tirar este direitozinho à rapaziada?
Já li ensaios académicos sobre o assunto, cheios de pensamentos e de estatísticas. Fiquei na mesma. A pergunta mantém-se. Porquê? Haverá por aí alguém que me explique?
30.11.17

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