Há para aí trinta anos, mourejava eu por terras dos PALOP, tive um problema. Após várias diligências, fui falar com o ministro das finanças lá do sítio. Disse-lhe: senhor ministro, por isto e por aquilo, não podemos, nem devemos, pagar este imposto. Nem pensar, respondeu o ilustre governante. Aí, tirei da pasta uns papéis, e mostrei-lhe. Aqui está o contrato que nos isenta. Pois está, respondeu ele, mas têm que pagar. Ripostei: não sei se está a ver, foi o senhor que assinou o contrato. Pois fui, respondeu ele, mas estava pressionado. E pronto, lá se foi o contrato, o projecto e, que se lixe, perante a força do ministerial argumento retirei-me em boa ordem.
Trinta anos depois, cá no rectângulo, um senhor, Beja de seu nome (interessante criatura), disse aos deputados que assinou os papéis da indemnização da dona Alexandra, mas que discordava daquilo. Devia estar “pressionado”, penso eu, como o ministro PALOP. Assinou a contra-gosto.
Aqui fica a minha homenagem a dois coerentes homens de Estado.
17.4.23

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