IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O QUE EXISTE E O QUE VALE

Mergulhado nas bocas sobre os “piegas”, o IRRITADO irritou-se com o Primeiro-Ministro. Que diabo, então o homem chama piegas aos cidadãos? A culpa será do fado, património da ONU, ou lá o que é? Será do “assistencialismo”? Como é que o fulano se foi lembrar de uma destas?
O Carlos lançou os seus anátemas trogloditas. O Jerónimo assanhou-se. O Louça professorou aleivosias. O Zorrinho zorrou paspalhices. A imprensa disse parvoíces. Um sururu geral, de indignação e repúdio. Manchetes, telejornais, um fartote.
Perante esta imparável escandaleira, o IRRITADO acabou por ir à procura das declarações que tanto frisson oposicionista e mediático provocaram.
Visto com estes que a terra há-de comer, foi assim: o homem, diante de uma plateia de educandos e educadores, disse que os estudantes deviam dedicar-se ao trabalho com afinco e, se falhassem, deviam procurar melhorar as suas aptidões em vez de esgrimir desculpas, acusando a escola, os professores, o sistema, a família, a sociedade, isto é, devia reagir com coragem em vez de procurar explicações piegas.
E foi a partir de uma coisa destas que se criou a generalizada gritaria sobre a tremenda ofensa que Passos Coelho fez aos portugueses, gente fixe, que deu mundos ao mundo, gente corajosa, que ganhou a batalha de Aljubarrota, gente impecável, que acabou com a pena de morte, gente hoje submetida a um “fraco rei”, “que fraca faz a forte gente”! Um ultraliberal despudorado, insultuoso, ignóbil, uma desgraça nacional.

Assim se fabrica a “verdade”. O que vale não é o que existe, mas o que se acha que devia ter existido, para facilitar a vozearia.

Já agora, vistas as coisas mais fundo, se o primeiro-ministro nos tivesse mesmo chamado piegas andaria muito longe da verdade?   

8.2.12

António Borges de Carvalho



6 respostas a “O QUE EXISTE E O QUE VALE”

  1. Est modus in rebus, “o primeiro-ministro” é um santo-homem.Não mentiu, não enganou, a economia melhora a “olhos vistos”, o poder de compra dos portugueses aumenta a cada dia que passa, as nomeações são todas precedidas de concursos,…O Irritado por muito menos desancou forte e feio n”o primeiro-ministro”. Só que era o… anterior! Não este… santo-homem!

    1. A diferença, meu caro XXI, é que o outro nos meteu no buraco e este está a tentar tirar-nos de lá. Só não vê esta diferença quem não quer.

      1. “…este está a tentar tirar-nos de lá”!!!Meu caro, a quem é que “…este” está a tirar do buraco?A mim certamente não (que votei nele). Na verdade está a meter-me num “buraco” (melhor dito, “afogar-me”). A “tirar do buraco” só se for o Catroga e “seus muchachos”!Só não vê esta diferença o IRRITADO (quem não quer).

      2. Você sabe melhor que eu que não foi o Pinto de Sousa que nos meteu no buraco.Em cumulo, terá tantas responsabilidades como outros seus amigos que passaram pelo governo.O que empurra o Coelho é a sua crença numa ideologia que tem desgraçado toda a economia ocidental.Não seja piegas!!!

  2. Néscio não é Grécio Que democracia tão nésciaQue país tão originalPortugal não é a GréciaA Grécia não é Portugal É Notingã. É uma tragédia.Xerifes e Robins no casteloRoubando a classe médiaNão é estado. É pesadelo.Que Povo tão igualitárioToda a gente é cidadão.Como súbdito vira otárioComo soberano, ladrão. Tão ladrão e tão otárioQue pensão vira artifício.Vira o ladrão vitalício Vira o povo mutuário. Tão otário e tão vaidosoÉ roubado de mil feiçõesA pronto e às prestaçõesPorém, cidadão pomposo. Tão ladrão, tão vigaristaDono responsável é roubadoEnquanto é premiadoO irresponsável accionista. Um Mexia, outro mexiaTudo mexe onde não deve O povo fica mais leveE viva a cidadania! Bizarro comportamentoDe soberano bipolarRouba e deixa-se roubarAtravés do orçamento. Do presidente CavacoE sua douta cidadania Só resulta tirania No caminho para o buraco. Com tanta conversa ocaVazia de graça e leiMelhor metesse na bocaFatias de bolo-rei. Par’as tretas actuaisE sem receio de plágioNão há que temer contágioEm doentes terminais. O país da gente tontaCom esta tropa fandangaSó pode trajar de tangaNa cauda junto da ponta. Só se fazem orçamentosDizendo ser grande merdaMas que pior é a sua perdaConsiderando os momentos. Só se ouvem os coveirosEspecialistas no corteQue estão a perder o norteCom a escassez dos dinheiros. É só cortar e ratarNão há fatia direitaPara uns fome e maleitaOutros, é só engordar.Agora é protectoradoDe coisa chamada troikaMas a população é estóicaPatrimónio é o seu Fado. Há tanto vilão sugandoUma Nação já desfeitaCada vez mais precisandoDe um aldeão endireita.Que país tão trapalhãoOnde roubar é legalDepende do cidadãoVivemos em Portugal!O Cavaco conduz para o buraco e o Passos quer tirar-nos do buraco. Isso não se faz. É preciso lealdade institucional.

  3. «Já agora, vistas as coisas mais fundo, se o primeiro-ministro nos tivesse mesmo chamado piegas andaria muito longe da verdade?» DEPENDE. Tudo depende. Por exemplo: – a Sra. Cardona; – a Sra. Ferreira Leite; – o Sr. Passos Coelho; – o Sr. Ângelo Correia; – o Sr. Relvas; – o Sr. Aguiar Branco; – o Sr. Portas (o Ministro); – o Sr. Mexia; – o Sr. Catroga; – o Sr. Nogueira Leite; – o Sr. Teixeira Pinto; – o Sr. Lobo Xavier; – os Srs. Amarais (Mira e Ferreira); – etc., Não são, garantidamente, nenhuns piegas. Olham a crise de frente, entendem a necessidade de subir impostos, de reduzir os elevados salários portugueses, de privatizar o que resta (de lucrativo), de taxar mais as empresas (não financeiras), de taxar mais o trabalho… em suma, a necessidade de EMPOBRECERMOS. O nosso PM não o podia ter dito mais claramente. Entre estas figuras, não há sombra de pieguice: são uns estóicos, uns heróis. Já entre outras figuras, como os nossos políticos de Esquerda (a comuna, a caviar, e a xuxa), ou o nosso Presidente, há certa pieguice. Sofrem por eles, mas sobretudo pelos outros. É uma pieguice solidária, discreta. E já entre os contribuintes e as empresas, sobretudo quando não MAMAM na teta pública, há uma pieguice generalizada. Tal como os desempregados e os pensionistas, são uns piegas de primeira. Falta-lhes o brio, o rasgo, e sobretudo o estoicismo das figuras acima. Valha-nos o Irritado, para nos ajudar a diferenciar os heróis dos piegas.

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