IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O QUE É LÓGICO

 

Pessoalmente, estou-me nas tintas para que a CGD feche balcões, abra balcões, junte balcões, ou faça o que lhe der na gana com os balcões. Há mais de vinte anos que nada tenho a ver com tal instituição. Quando as tive (não pessoalmente!), só me deram chatices. Relações com bancos públicos só como consequência da desgraça das nacionalizações e, mesmo assim, assaltado por patriótica tendência, passei a recorrer aos bancos estrangeiros que a ditadura comunista não tinha tocado.

Posto isto, é evidente que o fecho de balcões não tem influência prática na vida da generalidade dos indígenas. O dia a dia da vida bancária de cada um processa-se nas ATM’s ou na Net. Só é preciso ir ao balcão em ocasiões que nada têm a ver com o tal dia a dia, ou por causa de algum atrazado mental que ainda paga por cheque.

Contra o fecho de balcões ergueu-se um clamor dos diabos. Os partidos comunistas, que sabem muito bem o que fazem, desataram em tiradas demagógicas destinadas aos seus habituais alvos: os “trabalhadores”, as “pessoas”, o “interior”, a “proximidade”, etc., costumeiros chavões, tão inúteis como dirigidos à gente mais ignorante ou menos avisada. Passos Coelho atacou pelo lado certo: a incoerência, a incongruência da “gestão” Costa, da geringonça e dos seus compinchas: então tantas parangonas com a tal proximidade, e agora afastam os balcões das pessoas? O que é isto?

Lembremo-nos do fecho dos tribunais locais decretado pela ministra do PSD, da barulheira, das acusações, do esgrimir de hediondos crimes assacados à senhora e ao governo. Afinal, vem a chamada ministra da geringonça, reabre uns tribunais. Para além de dar umas prebendas aos empreiteiros, ainda ninguém viu a utilidade de tais reaberturas. Tribunais sem juízes, sem processos, sem funcionários, etc. Asneira!

Agora, é ao contrário. Como o governo legítimo não tinha mandado fechar balcões, reverter é fechá-los. No caso dos tribunais, era abri-los. Uma lógica irrefutável: nas reversões é que está o ganho!

Já agora, voltemos ao cerne da questão política. A geringonça não se tem cansado de proclamar que o governo legítimo – depois de ter injectado mil e não sei quantos milhões no capital da CGD para colmatar necessidades provenientes dos dourados tempos do Pinto de Sousa (PS!) – andou a “empurrar o problema com a barriga”. E, no entanto, passado, com este chamado governo, muito mais tempo do que o PSD levou a acorrer aos problemas da CGD quando eles vieram à tona, ainda não entrou um cêntimo na Caixa, só entraram trapalhices, aldrabices, soncices, trambiqueirices e outras ices que toda a gente conhece. Dinheiro do Estado, nem pinga.

O que se sabe é que, primeiro, a organização anda de mão estendida à caridade internacional, e que, segundo, o dinheiro que, eventualmente, o Estado lá meter será devidamente desorçamentado, vindo a ser pago, segundo o chamado governo, por ninguém! Por outras palavras, será pago por quem vier fechar a porta, leia-se, pelo indigenato. Como é lógico e inevitável.

Pior não é possível.  

 

21.3.17



9 respostas a “O QUE É LÓGICO”

  1. Estou há 18 meses à espera de realizar uma operação que consiste em receber em Portugal uma pensão de um canadiano pela venda de uma casa…banco público? Pois…

    1. O problema não é ser um banco público: é ser um banco. A Banca, tal como existe, é o maior cancro mundial. A haver algum banco, deve ser público. Não pode é ficar nas patas dos políticos. Tem de haver uma entidade realmente independente, se possível supranacional, para gerir e regular a Banca. O Banco de Portugal é uma mera fábrica de tachos do Centrão. Está ao serviço da canalha banqueira.

  2. Avatar de Manuel Lamas de Mendonça
    Manuel Lamas de Mendonça

    Para saber quem somos , donde viemos, e como chegámos cá, precisa-se de cultura larga, mundos largos, e a fina sensibilidade do genuíno interesse pela pessoa humana.A dissolução dos países e das culturas em regiões globalizadas convirá ao controlo de aparelhos administrativos frios, impessoais e liberalizados, na pior aceção do conceito E aos mega aparelhos fiscais que espremem os recursos para financiar a vontade de poder e os desígnios de uma elite cada vez mais minguada, autista e autofágicaCrescer a 5% com populações estuantes de taxa de natalidade? Num ecossistema fechado de recursos depauperados?Só á custa das populações declinantes das velhas culturas moribundas.Os que vão morrer te saúdem!Os bossos filhos não são cidadãos nem munícipes, são contribuintes-consumidores.Venha a grande onda Mediterrânica e Sul Atlântica dos nativos de uma cultura, de uma dieta, de um ritmo, de memórias imemoriais, duma especificidade que nos fez pessoas individuaisE lixe-se o maravilhoso mundo novo do triunfo dos porcos através da guerra das salamandras

    1. O cesto da gávea entonteceu-o!

      1. Avatar de Manuel Lamas de Mendonça
        Manuel Lamas de Mendonça

        Senhor moderadorVexa no fundo tem razão.Rasoura também pode escrever-se navalha.E foi com esse instrumento que Vexa capou a minha réplica ao estimável(sinto o que digo) Marsápio.Fiquem à vontade, eu não só sócio, estava só de passagem

        1. Sr. Manuel Lamas de Mendonça , porque escreveu em “código”? Será que alguém (para além do IRRITADIÇO) entendeu?

          1. Avatar de manuel lamas de mendonça
            manuel lamas de mendonça

            Pergunta pertinente !Resposta: normalmente não me irrito, mas algumas coisas fazem-me cócegasTraduzindo o que ia em código… Não existirá por todo o Ocidente, e no exacto dia de hoje, nada de mais importante como assunto da conversa paroquial do que o enésimo capitulo da novela que vai aflorando ao de leve a questão da CGD de Portus Cale ?Peço desculpa, como disse não sou sócio, e só vim tomar um capilé De facto ninguém me autorizou a meter o bedelhoPS aqui na aldeia sou mais conhecido por vizinho do que por Sr.

          2. Não precisa de autorização para meter o bedelho quando lhe apetecer.

          3. Esclareço que o “Marsápio” das 22.03.2017, 19:47 h, não é o Original, é outro, na verdade um neófito sucedâneo (logo muito “pequenino”).

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