Pessoalmente, estou-me nas tintas para que a CGD feche balcões, abra balcões, junte balcões, ou faça o que lhe der na gana com os balcões. Há mais de vinte anos que nada tenho a ver com tal instituição. Quando as tive (não pessoalmente!), só me deram chatices. Relações com bancos públicos só como consequência da desgraça das nacionalizações e, mesmo assim, assaltado por patriótica tendência, passei a recorrer aos bancos estrangeiros que a ditadura comunista não tinha tocado.
Posto isto, é evidente que o fecho de balcões não tem influência prática na vida da generalidade dos indígenas. O dia a dia da vida bancária de cada um processa-se nas ATM’s ou na Net. Só é preciso ir ao balcão em ocasiões que nada têm a ver com o tal dia a dia, ou por causa de algum atrazado mental que ainda paga por cheque.
Contra o fecho de balcões ergueu-se um clamor dos diabos. Os partidos comunistas, que sabem muito bem o que fazem, desataram em tiradas demagógicas destinadas aos seus habituais alvos: os “trabalhadores”, as “pessoas”, o “interior”, a “proximidade”, etc., costumeiros chavões, tão inúteis como dirigidos à gente mais ignorante ou menos avisada. Passos Coelho atacou pelo lado certo: a incoerência, a incongruência da “gestão” Costa, da geringonça e dos seus compinchas: então tantas parangonas com a tal proximidade, e agora afastam os balcões das pessoas? O que é isto?
Lembremo-nos do fecho dos tribunais locais decretado pela ministra do PSD, da barulheira, das acusações, do esgrimir de hediondos crimes assacados à senhora e ao governo. Afinal, vem a chamada ministra da geringonça, reabre uns tribunais. Para além de dar umas prebendas aos empreiteiros, ainda ninguém viu a utilidade de tais reaberturas. Tribunais sem juízes, sem processos, sem funcionários, etc. Asneira!
Agora, é ao contrário. Como o governo legítimo não tinha mandado fechar balcões, reverter é fechá-los. No caso dos tribunais, era abri-los. Uma lógica irrefutável: nas reversões é que está o ganho!
Já agora, voltemos ao cerne da questão política. A geringonça não se tem cansado de proclamar que o governo legítimo – depois de ter injectado mil e não sei quantos milhões no capital da CGD para colmatar necessidades provenientes dos dourados tempos do Pinto de Sousa (PS!) – andou a “empurrar o problema com a barriga”. E, no entanto, passado, com este chamado governo, muito mais tempo do que o PSD levou a acorrer aos problemas da CGD quando eles vieram à tona, ainda não entrou um cêntimo na Caixa, só entraram trapalhices, aldrabices, soncices, trambiqueirices e outras ices que toda a gente conhece. Dinheiro do Estado, nem pinga.
O que se sabe é que, primeiro, a organização anda de mão estendida à caridade internacional, e que, segundo, o dinheiro que, eventualmente, o Estado lá meter será devidamente desorçamentado, vindo a ser pago, segundo o chamado governo, por ninguém! Por outras palavras, será pago por quem vier fechar a porta, leia-se, pelo indigenato. Como é lógico e inevitável.
Pior não é possível.
21.3.17

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