IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O PLANO

 

Os militares do PREC, ao serviço do nacional-bolchevismo, nacionalizaram  uma data de coisas. Conseguiram, de uma penada, destruir tudo o que era indústria de peso, a siderurgia, os cimentos, a construção naval, a indústria química, etc. Destruiram o que era mais válido e mais precioso em nome do socialismo constitucional. A reconstrução nunca se deu, apesar de alguns meritórios esforços de políticos não socialistas. Temos dois ou três industriais a sério e independentes do Estado, e meia dúzia de verdadeiros criadores de emprego e de riqueza, muitos deles, helas, meros comerciantes, sem ofensa para os ditos. Ou seja, o que prestava para alguma coisa na segunda República foi “arrumado” pela terceira. Isto para não falar na banca: o dinheiro também era para destruir. Que se visse, nunca mais houve disso.

No seguimento desta brilhante política, a nova república, gerida pelos socialistas, tornou-se pasto de falências do Estado, passou a viver de esmolas, e assim vai, pelos vistos, contiunar. O último que feche a porta, se ainda houver porta.

O caso da TAP  é paradigmático. Cheio de ânsias de reversões, dando largas aos ditames da ideologia, o chefe Costa arranjou maneira de renacionalizar a TAP. Os prejuízos, endémicos, existiam, mas a TAP, gerida por privados com visão, deu um enorme salto em frente, expandiu-se, criou valor e emprego. Veio o covide. A companhia, como todas as outras, entrou em vertiginosa queda. O Estado, novo accionista (75%!) apanhou com a crise. Certo, o descalabro era inevitável, mas há uma diferença, o mais prejudicado é o Estado, e nós com ele. O accionista que foi corrido pela ideologia socialista foi-se embora com 55 milhões dos nossos impostos no bolso, e está em posição de poder vir sacar, nos tribunais, muitos mais milhões. Responsável: o chefe Costa. Pagantes: todos nós. O chefe Costa jamais assumirá a responsabilidade seja do que for. Se a assumisse, não teria com que pagar o que deve. Tem quem pague por ele: os que cá estão e os que nascerem nos cem anos que se seguem.

Mas animem-se. Um camarada de grande valia tomou conta do assunto. Tem a seu favor o ser mais socialista que o chefe. É o condotieri da ala BE do PS. Vigoroso,  loquaz, verborreico, um exemplo acabado de trauliteirismo tonitruante, enfim, o homem ideal para conceber a solução para a TAP. Tem a seu favor não gostar, como o chefe Costa, de responsabilidades. Decidiu fazer o parlamento aprovar o seu maravilhoso “plano”, sem dar lugar a alternativas. Em sua defesa, o chefe não quis arriscar a que o genial plano fosse sujeito a discussões. A coisa foi mascarada com a rábula do desacordo entre os dois, passando o Costa, mais uma vez, por grande democrata defensor da separação de poderes.

O plano vai falhar, e nós vamos pagar. Compreende-se. O transporte aéreo, mesmo que a história da pandemia acabe, tem um futuro negro. O teletrabalho, as reuniões e as conferências virtuais, encarregar-se-ão de dar cabo dele. Mesmo que o turismo recupere – daqui a uns anos – nunca chegará para ressuscitar o sector. É esta a triste realidade.

O inteligentíssimo Pedro Nuno propõe-se vender aviões. A quem? A que preço? Os aviões passaram a activos tóxicos. Se houver algum tarado que os compre, fa-lo-á a dez cêntimos cada um.

Trata-se de um problema global para o qual ninguém terá solução. No nosso caso, há uma certeza, a de que o “plano” do Santos não funcionará, por definição. É que jamais saíu de uma cabeça marxista qualquer plano de jeito.

 

15.12.20        



5 respostas a “O PLANO”

  1. Ora vamos lá fazer as contas: seguir ao prec vieram governos ps-pp-cds, quantos anos…é só fazer as contas como diria o outro.

  2. Já se vê que o anónimo é da equipa daquele que nem contas simples sabia fazer.Depois veio o compaio e abriu o postigo ao 44:O 44 levou a coisa à bancarrota que PPC teve que remendar:Depois veio o da incosta e fez a geringonça , que não é carne nem peixe, mas é pior que o 44 e já está a pôr isto de pantanas:Mas convém não esquecer que há 3 culpados: PPC, o 19 e o povo que neles bota

    1. Ó seu Eduardo, foi a seguir ao prec, o das contas foi muitos depois. Reveja o desbarato que até deu para alguns ficar encavados com bancos e o que mais quisessem. Aquele grupinho dos olhos d’água meteu no bolso e no chinelo o grupo de nafarros. Foi um toca aviar vilanagem. Ah grande prec que safou os do costume, que depois ainda ficaram mais poderosos.

  3. Ah, o PREC. O princípio era bom: nacionalizar indústrias e serviços essenciais. Muitas áreas de actividade podem e devem ser privadas; algumas têm de ser públicas. Água, energia, combustíveis, tribunais, hospitais, etc. Houve erros e abusos? Com certeza. Mas fossem de direita, o Irritado encolhia os ombros. Nada é perfeito, acontece, é a vida, onde é que isso já vai, vamos lá esquecer essas coisas, prá frente é o caminho, etc. Como são de esquerda… A eterna queixinha é que se foi embora a indústria e o dinheiro. A indústria iria sempre: por uma questão de atraso e de escala, acabaria falida ou trocada por esmolas europeias. Tal como, aliás, depois aconteceu. O dinheiro é a queixa mais curiosa. Com ou sem comunas, de onde viria esse dinheiro? Da máfia banqueira, do Mamão Salgado?

  4. Uma história recente da sua América. A Amazon anunciou que queria construir uma nova sede no bairro de Queens em Nova Iorque. Em troca queria borlas fiscais de quatro mil milhões. Isto para um mega-mamão mundial, com lucros obscenos. Alguns políticos opuseram-se, como Alexandria Ocasio-Cortez, que o Irritado deve conhecer. A coisa não se concretizou, a Amazon foi para outra freguesia. Os comerciantes de Queens, onde o negócio anda fraco, choram baba e ranho. Para eles e para o Irritado, certamente um crime esquerdalho: correram com o investimento, afugentaram o dinheiro! Para uma pessoa racional e decente, bravo: Nova Iorque fez bem. É por outros abrirem as pernas que as Amazons deste mundo assim agem. É por isso que tudo está cada vez pior e mais desigual. É por isso que os mamões mamam cada vez mais.

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