IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O PASSADO PRESENTE

Há para aí quinze anos, na abertura da Assembleia Municipal de Lisboa, ouvi um discurso de um tipo do PC cujo nome me escapa (havia de vir a ser presidente da coisa!) que me deixou siderado. É que o homem veio ler, tim tim por tim tim, a cartilha lenino-estaliniana, tal como era anunciada, na URSS, há quase cem anos! Não tinha raspas a ver com Lisboa ou com a assembleia, era o catecismo comunista repetido da forma mais primária e troglodita.

Passaram os anos. O PC parecia adaptar-se à democracia. É verdade que tiradas vindas do mais puro bolchevismo continuaram a aparecer no jornal oficial da organização. Mas, como ninguém no seu perfeito juízo o lê, a coisa não tinha grande importância. Ficava a empatia pelo Jerónimo que, mau grado miríficas cassetes, vendia um PC um bocadinho menos paraplégico.

Na chamada ‘Festa do “Avante!”’, porém, o disco de 78 rotações voltou a ser tocado pelo homem, reafirmando todo o paranoico vademecum do mais puro marxismo estalinista. Nem uma frase, nem um slogan ficou de fora. Tudo está, continua a estar, na cabeça daquela gente, como se não houvesse História, vivida a partir e por causa daquilo que Jerónimo defendeu à saciedade: a miséria, os milhões de mortos, a fome, a desgraça que, ainda hoje, subsistem em tantos pontos do mundo, via regimes que o PC continua a apoiar, todos aliás representados, como convidados de honra, na assistência ao discurso.

É claro que, na gritaria do orador e no contentamento das massas assistentes, houve também as habituais diatribes contra a UE, o Euro, os grupos económicos, a apologia do aumento de impostos, a história do salário mínimo, a “distribuição”, a “iguladade” e demais elementos da actual panóplia de bojardas e patacoadas do PC. Coisas que toda a gente está farta de ouvir e não trazem nada de novo, nem têm novidade de nenhuma sorte.

De novo (ou de velho) há que, que eu saiba ou tenha lido ou ouvido, nenhum jornal, nenhum comentador, nenhuma TV, nada nem ninguém sublinhou o mais importante: a fé, reiterada pelo Jerónimo, nos ditames a que continua fiel, apesar das evidências. Ficamos a saber o que, no fim de contas, é substancial na organização: a intenção clara de implantar a mais odiosa, sanguinária e duradoura ditadura que a História e a actualidade conheceram e conhecem.

Isto diz tudo sobre o ambiente moral e intelectual em que o país vive e se afunda.

 

5.9.16



2 respostas a “O PASSADO PRESENTE”

  1. “Totalmente de acordo”

  2. Bastaria ver o espumar contínuo do chefe comuna caseiro para se perceber que aquela gente retrocedeu ao tempo do Marx, um chulo que viveu à custa da mulher.Não trabalhava, não fazia nada . Apenas sabia parasitar a própria mulher que o sustentava.Fez.me lembrar um vadio – parasita que depois do 25A e de roubar terras aos agricultores subiu à varanda de uma das janelas da Càmara para discursar e rematou:– Camaradas e agora vamos todos trabalhar.Grandes exemplos.O Chefe Jerónimo convenceu-se que os portugueses não sabem o que é o comunismo e já esqueceram todas as mal feitorias que fizeram a seguir ao 25A.Por isso espuma tanto

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