IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O FIM DO REGIME

O regime acabou quando o PR Sampaio lhe ferrou um golpe de Estado. Em boa verdade, começou aí a IV República (uma opinião do IRRITADO que ninguém aceitará como boa).

A IV República, ou, se quiserem, a segunda parte da III, de há muito andava doente. Seis anos de governo maluco, de justiça totalmente inoperante e ao serviço do poder, mais da burocracia a galope, foram a lepra que atacou o regime. Seguiu-se a bancarrota.

Três anos depois, com enormes sacrifícios – que vão continuar por muitos e maus anos – vislumbram-se algumas luzinhas ao fundo do túnel. Por outro lado, a Justiça parece querer tomar as rédeas do que lhe compete. Resta a burocracia.

Exactamente quando o regime dá alguns sinais de vitalidade, o socialismo grita por aí que é o seu fim. Porquê? Porque a Justiça resolveu, primeiro, “tomar conta” do banqueiro do socialismo, depois, do seu máximo representante político. Quando o regime dá alguns sinais de melhoras, eis que as hostes socialistas concluem que está doente, à beira do fim.

São ou não são malucos? Ou será pior?

 

25.11.14

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “O FIM DO REGIME”

  1. Entendi. A queda do seu caro Pedro Santana Lopes foi tão grave, tão traumática, que o regime caiu com ele. Ah, quantas multidões choraram pelo país fora! Curiosamente, a “democracia” é hoje a mesma, a Constituição é a mesma, o Paralamento é o mesmo, os partidos são os mesmos, as caras são exactamente as mesmas, a Paulinha está outra vez no poleiro, o seu caro PSL anda outra vez à cata de tacho… para um novo regime, este parece-se bastante ao anterior. Sabe o que poderia mudar realmente o regime? Algo de que ainda não falou: o PODEMOS espanhol. Ouvi uma entrevista ao líder(?), um tal Pablo Iglesias, que até é um Euromamador, mas fala como um político e não um pulhítico. Há ali ideias novas, que a serem verdade mudarão muita coisa. Por exemplo, dizia ele: se a grande maioria da população anda de transportes públicos, ou em viaturas modestas, por que raio hão-de os nossos “representantes” andar de cu tremido em brutos Mercedes – pagos pela mesma população? Se gostam de carrões, de viajar em executiva, etc., que paguem do bolso deles! Só por este exemplo, suspeito que o Irritado adora o PODEMOS…

    1. Com a golpada do Sampaio, o regime político saído da revisão de 81/82, foi posto em causa. A Constituição, sobretudo na interpretação do próprio PS (o Sampaio era deputado na altura e sabe isso muio bem), abandonou boa dose do presidencialismo de que Eanes se servira para impor as suas opiniões. No sentido das limitações então legisladas não cabe, nunca coube, a dissolução do parlemento tal como feita pelo Sampaio. É nesse sentido que penso ser legítimo achar, ou caricaturar, como o fiz, “criando a “IV República”.Quanto ao populista do “podemos”, compreendo o seu encanto.Não o critico por isso (não vale a pena) mas tenho pena que seja densível a ruídos fáceis.

      1. Sobre a revisão de 81/82 (tinha eu 6 anos) não discuto, até porque suspeito que a conheceu em 1ª mão, não é verdade? Quanto ao “Podemos”, claro que pode ser um flop. O tal Iglesias, um puto “bem” com rabo-de-cavalo, até descobriu afinidades com o Berloque de Esquerda… só sou sensível ao discurso anti-mama pulhítica, e ao facto de poderem destronar o Centrão Podre lá do sítio. A poder escolher, preferia o “Partido X”, de que aqui falámos, e que propunha explicitamente uma Democracia Directa – a única verdadeira democracia.

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